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Agronegócio & Produção

Momento Agrícola: Máquinas, rastreabilidade, substituição de fósseis e alta de impostos são destaque

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O Momento Agrícola desta semana traz, como já é tradição, um leque de informações de alta relevância para o setor produtivo.

O programa, produzido e apresentado pelo produtor rural, agrônomo e consultor Ricardo Arioli, é transmitido semanalmente pela rede de rádios do Agro e repercutido aos finais de semana pelo Enfoque Business. (Link com a íntegra do programa ao final do texto)

Vendas em alta

Um dos destaques do Momento Agrícola desta semana está relacionado à boa performance do Agro. As vendas de máquinas agrícolas e rodoviárias no Brasil registraram avanço de 29,5% em novembro, em relação ao mesmo período de 2019, para 4.267 unidades, informou a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Demanda por máquinas agrícolas aumentou, mas indústria enfrenta dificuldades com falta de insumos.

Com produtores rurais mais capitalizados por preços recordes das commodities ao longo de 2020, firme demanda externa e alto patamar do câmbio, o cenário é favorável para a retomada de investimentos na lavoura, apesar da pandemia.

O desempenho registrado em novembro foi o melhor para o mês, pelo menos, desde 2017. Os tratores de rodas responderam por 3.071 do total comercializado, aumento também de 29,5%.

De olho em uma safra que caminha para ser recorde em 2020/21, a venda de colheitadeiras de grãos alcançou 662 unidades, alta de 34,8% ante igual período do ano passado.

No acumulado de janeiro a novembro, foram comercializadas 42.071 unidades de máquinas do setor, alta de 3,8% no comparativo anual, conforme dados da associação.

Indústria em baixa

Vendas aquecidas à parte, a queda na produção industrial provocada pelo distanciamento social imposto pela pandemia do novo coronavírus está refletindo fortemente nas indústrias automotiva e de máquinas e equipamentos.

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A escassez de insumos está se espalhando entre as diversas cadeias industriais que vão da indústria de vestuário a montadoras e fabricantes de bens de capital.

O assunto – que já rendeu matéria esta semana no Enfoque Business – é abordado com muita propriedade por Ricardo Arioli.

Rastreabilidade

O Momento Agrícola aborda também as exigências de rastreabilidade dos alimentos que chegam à mesa do consumidor. Elas estão cada vez maiores e já causam impacto nos custos e nas rotinas de produção.

Conceitualmente, rastreabilidade de alimentos é a possibilidade de se percorrer todas as etapas de produção, processamento e distribuição de qualquer alimento até o consumidor final. Dessa forma, todo alimento deve conter informações sobre os caminhos que trilhou até estar disponível para consumo.

Tecnologia de rastreamento de origem na cadeia da cana-de-açúcar com blockchain que deverá apoiar a certificação de usinas ao RenovaBio.

Neste contexto, o Momento Agrícola traz informações sobre um projeto da Embrapa, que começa a desenvolver uma tecnologia de rastreamento de origem na cadeia da cana-de-açúcar com blockchain que deverá apoiar a certificação de usinas ao RenovaBio, política de incentivo aos biocombustíveis, e que poderá ser estendida às cadeias de soja e milho, que têm mais dificuldade de se inscreverem no programa.

O desenvolvimento do software será feito em parceria com a Usina Granelli, situada em Charqueada (SP), e com a Cooperativa dos Plantadores de Cana do Estado de São Paulo (Coplacana), e terá apoio técnico da SafeTrace, empresa especializada na rastreabilidade de alimentos.

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A tecnologia permitirá o registro das notas fiscais e das informações de uso de insumos dos produtores rurais e de seus cadastros ambientais rurais (CAR) em blocos de informação, que poderão ser utilizados pela usina e pelos certificadores do RenovaBio para o cálculo de sua nota de eficiência energética – a “pegada de carbono” do biocombustível do programa. A nota de eficiência leva em consideração todas as emissões relacionadas à produção, incluindo as que ocorrem no campo.

Outros

Outros assuntos abordados pelo Momento Agrícola dizem respeito às tendências de substituição de combustíveis fósseis – como o diesel e a gasolina – pelo mundo afora. Esta tendência trará mudanças, por exemplo, nas indústrias de automóveis.

O aumento de impostos e consequente encarecimento de produtos que chegam ao consumidor é outra abordagem´. Diversos insumos importantes para a agropecuária passarão a ser tributados em 4,14% no estado de São Paulo, a partir de 1º de janeiro de 2021. Além disso, o ICMS sobre produtos vendidos para o Centro-Oeste, Norte, Norte e o estado do Espírito Santo será de 3,7%, contra 2,8% neste momento. Já para os insumos comercializados para o Sul e demais estados do Sudeste, a alíquota vai de 4,8% para 6,34%.

De acordo com estudo encomendado pelo Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg), a indústria de defensivos passará a recolher R$ 50 milhões a mais por ano. Ou seja: o custo será repassado da indústria para o produtor e, daí, para o consumidor.

Nos demais blocos, o Momento Agrícola traz informações sobre “Aprendizados Técnicos em 2020” e o “Projeto Cotton Brazil”, que visa promover o algodão brasileiro no exterior.

Para ouvir o Momento Agrícola na ínt6egra, clique abaixo:

 

 

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Agronegócio & Produção

Momento Agrícola: Questões de carbono nos EUA e na UE, tributos e diálogos são destaques

Publicado

A decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que limita o poder da Agência de Proteção Ambiental daquele país, a divergência na União Europeia sobre carros a combustão, entrevistas e outros assuntos relevantes para o Agro são os destaques da primeira edição do Momento Agrícola deste mês de julho.

De autoria do produtor rural, agrônomo e consultor Ricardo Arioli, o programa é veiculado aos sábados pela rede de rádios do Agro e repercutido em forma de notícias e com podcast Soundcloud pelo Enfoque Business, também aos finais de semana.

Menos poder

A   primeira edição do Momento Agrícola neste segundo semestre do ano traz à baila uma decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que limita o poder da Agência de Proteção Ambiental americana (EPA, na sigla em inglês) de regular as emissões de carbono das usinas de energia termelétricas do país.

Por seis votos a três, a corte definiu, em sua sessão na última quinta-feira (30), que nenhuma agência federal americana deve ter escopo de ação que não seja o explicitamente concedido por lei aprovada no Congresso. A decisão foi relacionada ao caso Virgínia Ocidental contra EPA.

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Para o ministro-chefe da Corte, John Roberts, “limitar as emissões de dióxido de carbono em um nível que forçará uma transição energética é uma solução sensata, mas uma decisão de tal magnitude cabe ao Congresso”, escreveu, na decisão, que é considerada uma grande derrota para o presidente Joe Biden, que tentava retomar a agenda climática que havia sido suspensa durante o governo de Donald Trump.

UE e a Combustão

Ricardo Arioli comenta, também, sobre uma divergência na Comunidade Europeia envolvendo a redução de gases de efeito estufa.

A Alemanha discordou da aprovação, pela União Europeia, do projeto de proibir a venda de motores a combustão a partir de 2035 nos países do bloco.

O ministro das Finanças da Alemanha, Christian Lindner, afirmou durante em recente conferência (21 de junho) “que continuaria a haver nichos para motores a combustão” e que a proibição “estava errada”, daí a discordância do governo alemão.

Numa análise bastante sensata, os alemães entendem que acelerar a transição para carros elétricos pode criar problemas e obstáculos como montar uma rede de recarga rápida e ultrarrápida o mais pulverizada possível, levando à ampliação da demanda por metais para as baterias de íons de lítio e à oscilação (para cima) do preço das próprias baterias.

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Outras

O Momento Agrícola traz considerações sobre questões estratégicas no Brasil, como a necessidade de importação de óleo diesel pelo País em razão de sua insuficiência nos processos de refino de petróleo. Há, neste particular, a possibilidade de importação direta de diesel por grandes produtores, o que resultaria em menor carga tributária, já que a operação aconteceria em drawback.

Ainda sobre combustíveis, Ricardo Arioli comenta sobre o ICMS dos combustíveis, que tem rendido muita polêmica entre os governadores dos estados.

Nos blocos seguintes, Arioli traz diálogos sobre “O Plano Safra 22-23”, com Antônio da Luz, da Farsul; “O Baixo Carbono da nossa Agropecuária”, com Roberto Giolo, da Embrapa; e “Nosso Agro e a Política”, com Anderson Galvão.

Para ouvir na íntegra o Momento Agrícola deste sábado, clique no podcast abaixo:

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