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Agronegócio & Produção

Momento Agrícola: Ferrovias, Paraquat, Reforma Tributária, investimentos em etanol de milho são os destaques

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O Momento Agrícola desta semana traz, como de costume, informações importantes sobre o Agro, em especial nas áreas de logística, manejo, tributos, investimentos, custos, entre outros assuntos relevantes para o setor.

O programa é produzido e apresentado pelo produtor rural, engenheiro agrônomo e consultor Ricardo Arioli Silva e veiculado semanalmente pela rede de rádios do Agro e pelo Enfoque Business.

Logo no primeiro bloco, Arioli destaca uma das notícias de maior importância para a economia de Mato Grosso e que foi abordado pelo próprio Enfoque Business semana passada. Trata-se do anúncio da diretoria da empresa Rumo Logística de que irá expandir em Mato Grosso a ferrovia que compõe a Malha Norte.

O anúncio foi feito pelos diretores da Rumo ao governador Mauro Mendes na semana que passou (segunda, 17), junto dos secretários Mauro Carvalho (Casa Civil) e Cesar Miranda (Desenvolvimento Econômico), além dos senadores Wellington Fagundes, Jayme Campos e o deputado federal Neri Geller.

A empresa levará os trilhos da ferrovia para as cidades de Cuiabá, Lucas do Rio Verde e Nova Mutum. Ao todo, o projeto prevê a construção de três novos terminais para o transporte da produção agrícola e industrial, que cresce consideravelmente em Mato Grosso.

Outro assunto abordado por Arioli é a polêmica relacionada à proibição pela Agência Nacional de Saúde (Anvisa) ao uso do herbicida Paraquat, um dos oito fitossanitários mais comercializados no país. O herbicida é utilizado na dessecação antes da colheita e representa uma ótima ferramenta para adiantar a própria colheita e também o plantio da segunda safra.

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Uma decisão judicial fez com que a Anvisa adiasse a tomada de decisão sobre estender a autorização para uso do Paraquat, que estaria suspenso a partir de 22 de setembro. Ricardo Arioli faz uma análise pontual sobre esta questão ainda no primeiro bloco do programa.

Ainda nesta primeira parte, Arioli fala nos custos cartorários incidentes sobre os registros de cédulas rurais.

Na sequência, a abordagem é sobre a reforma tributária, que tramita no Congresso Nacional através da PEC 45 (Câmara Federal) e da PEC 110 (Senado), além da de uma proposta do próprio governo federal.

Para Arioli, qualquer matéria relacionada a reforma tributária terá êxito somente após a reforma do estado brasileiro (composto pelo Executivo, Legislativo e Judiciário) nas esferas federal, estadual e municipal. “O estado é um paquiderme insuportável que carregamos nas costas (…). Sem a reforma do estado os impostos sempre aumentarão. Hoje vemos excesso de cargos, salários altos e muito acima da média da iniciativa privada, benefícios inimagináveis, aposentadorias milionárias, enfim…”, considerou.

Arioli faz uma crítica incisiva ao Senado Federal, que derrubou o veto do governo ao aumento do funcionalismo durante a pandemia. Ao mesmo tempo (felizmente), a Câmara Federal manteve o veto que representará uma economia de R$ 17 bilhões aos cofres públicos. “Temos cidadãos na fila para auxílio emergencial de R$ 600,00 e, enquanto isso, o funcionalismo vai ganhando aumento. Não dá pra entender que país é esse!”, comenta.

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Etanol de milho

Outro assunto relevante para o Agro abordado por Ricardo Arioli diz respeito aos investimentos da iniciativa privada para produção de etanol de milho. “Continua altíssimo o apetite por investimentos em usinas de etanol de milho em Mato Grosso”, avalia, mencionando a Inpasa, que já opera uma grande usina em Sinop.

A empresa anunciou semana passada que investirá mais R$ 450 milhões na ampliação da planta que ainda nem inaugurou em Nova Mutum, totalizando um investimento global de R$ 1 bilhão na unidade.

A capacidade da nova unidade passará, com a duplicação da planta, de 800 mil toneladas de milho processadas por ano para pelo menos 1,5 milhão de toneladas/ano, o equivalente a uma demanda por 200 mil hectares de milho.

Outras

Nos outros três blocos do programa, o Momento Agrícola traz um diálogo com Fernando Sampaio, do Instituto PCI, sobre os riscos de divisão do Agro com as pressões por meio ambiente, sustentabilidade e gestão transparente.

Com Luciano Cuba, da Prado Suzuki, o programa traz reflexões sobre a melhor forma de gerir a Agropecuária, se através de pessoa física ou jurídica.

No último bloco, a abordagem é sobre as cobranças abusivas do Imposto Territorial Rural, com Leonardo Oliveira, da Léo Consultoria.

Para ouvir o Momento Agrícola na íntegra, clique abaixo:

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Agronegócio & Produção

Frota encolhe e frete de grãos sobe em MT; custos em alta afetam competividade do agro

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Boletim recente do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) aponta alta nos fretes rodoviários de grãos em diversas rotas de Mato Grosso. O movimento ocorre mesmo com oferta equilibrada de cargas, indicando que a principal causa foi a diminuição na disponibilidade de caminhões.

Segundo o levantamento semanal, parte da frota deixou o estado em busca de melhores oportunidades em outras regiões do país. Com menos veículos disponíveis, as transportadoras que permaneceram ampliaram seu poder de negociação, resultando na elevação dos preços.

Entre as principais rotas monitoradas, destacam-se os trajetos de Diamantino a Rondonópolis, com média de R$ 155,00 por tonelada (+3,20%), e de Querência a Uberlândia, com média de R$ 333,70 por tonelada (+3,28%). Os dados indicam valorização do frete em um período relevante para o escoamento da produção.

De acordo com Rodrigo Silva, o cenário contraria a expectativa para o período. “Seria esperado um recuo nos preços, com o equilíbrio entre oferta e demanda após a colheita da soja 2025/26. No entanto, os valores seguem acima dos registrados no mesmo período do ano passado, influenciados principalmente pelos custos com diesel”, afirmou.

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O frete representa parcela significativa dos custos da produção agropecuária em Mato Grosso, estado fortemente dependente do transporte rodoviário. Com a alta, o impacto é direto nas margens do produtor rural.

Além disso, o encarecimento logístico afeta a competitividade do estado frente a outras regiões com melhor infraestrutura ou mais próximas dos portos.

“A eficiência no escoamento da produção é determinante para a sustentabilidade econômica das propriedades e para a competitividade do estado”, destacou Silva.

(Com informações de Notícias Agrícolas)

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