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Mercosul concluiu acordo comercial com países do Efta, diz Bolsonaro

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O presidente Jair Bolsonaro anunciou esta semana, em uma postagem no Twitter, que foram concluídas as negociações de um acordo de livre comércio entre o Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai) e o Efta, bloco de países europeus formado por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein, que tem Produto Interno Bruto (PIB, soma de bens e serviços produzidos) de US$ 1,1 trilhão.

Bolsonaro como o Presidente da Suíça, Ueli Maurer, em Davos, no início do ano. Acordo firmado esta semana abre acordo de livre comércio Mercosul-EFTA.| Foto: Alan Santos/PR

O anúncio ocorre menos de dois meses após o Mercosul concluir o maior acordo comercial de sua história, fechado com a União Europeia em junho. O acordo com o Efta era um dos que estava em negociação nos últimos anos. Outros acordos ainda em negociação envolvem o Canadá e a Coreia do Sul. Estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que o Brasil pode ser beneficiado com redução ou eliminação de tarifas de 39 diferentes produtos nas transações comerciais com o Efta.

Leia mais:  Guerra segue e mercado deverá reagir com forte alta nos combustíveis e lubrificantes

Em nota, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) informou que o acordo será mais um passo importante para aumentar a inserção internacional tanto da indústria como da economia em geral. “O Brasil possui oportunidades em 541 grupos de produtos para exportação ao bloco europeu, em especial para a Suíça. Mais de 60% das exportações brasileiras para a economia desse mercado enfrentam tarifas”, destacou a entidade.

O acordo terá de ser votado pelos parlamentos dos países do Mercosul e do Efta para entrar em vigor. Segundo a CNI, existe um grande espaço para a expansão do comércio de serviços, principalmente nos setores de arrendamento e serviços de transporte marítimo. Em relação ao comércio de produtos, os principais bens beneficiados seriam carnes bovinas, preparações alimentícias, óleos de soja, autopeças, papel e cartão.

(Agência Brasil)

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Guerra segue e mercado deverá reagir com forte alta nos combustíveis e lubrificantes

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A guerra no Oriente Médio segue com reflexos diretos no mercado internacional de petróleo com tendência de forte aumento nos preços dos combustíveis e lubrificantes no Brasil. Nesta quinta-feira, o barril do petróleo tipo Brent crude oil atingiu a marca de US$ 120, em meio ao aumento das tensões envolvendo o Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de um quinto da produção mundial.

Analistas de mercado e instituições financeiras apontam que, em caso de prolongamento do conflito ou interrupção no fluxo da commodity, os preços podem subir ainda mais, elevando o custo global da energia e pressionando cadeias produtivas em diversos países.

No Brasil, os efeitos tendem a ser sentidos de forma gradual, mas inevitável. A política de preços praticada pela Petrobras acompanha as cotações internacionais, o que deve resultar em repasses ao consumidor nas próximas semanas.

Em Mato Grosso, onde a gasolina já é comercializada em torno de R$ 6,70 por litro, há o temor de que os preços ultrapassem a marca de R$ 7,00 nos postos, caso o cenário internacional se mantenha pressionado.

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O diesel, principal insumo do transporte e das atividades agrícolas, também deve registrar alta, ampliando os custos logísticos e operacionais em toda a cadeia produtiva.

Lubrificantes em alta

Além dos combustíveis, o aumento no preço do petróleo impacta diretamente os lubrificantes e outros derivados petroquímicos. Fabricantes já relatam elevação nos custos de produção, o que tende a ser repassado ao mercado.

O encarecimento desses insumos afeta desde o transporte até a manutenção de máquinas e equipamentos, ampliando o impacto econômico.

Agro sob efeito

Principal motor da economia de Mato Grosso, o agronegócio está entre os setores mais expostos à alta dos combustíveis. O aumento no preço do diesel encarece operações como plantio, colheita e transporte da produção.

O cenário se soma a um momento já desafiador para o setor, que enfrenta custos elevados e queda nos preços internacionais de commodities agrícolas.

Com margens pressionadas, produtores podem reduzir investimentos e ajustar o ritmo de produção, o que tende a refletir na economia regional.

Efeito em cadeia atingirá consumidor

O aumento nos combustíveis tem impacto direto sobre o custo do frete, o que influencia os preços de alimentos e outros produtos essenciais. A tendência é de repasse gradual ao consumidor final, contribuindo para a elevação da inflação.

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Organismos internacionais, como o Fundo Monetário Internacional, já alertam que a continuidade do conflito pode provocar desaceleração econômica global, com efeitos sobre preços, produção e consumo.

Enquanto o cenário permanece incerto, o mercado acompanha os desdobramentos da guerra e seus impactos sobre o fornecimento de petróleo, fator determinante para a evolução dos preços nas próximas semanas.

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