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Mato Grosso nos trilhos do progresso

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Mato Grosso vive um momento único em sua história. Depois de décadas de projetos, promessas e muita luta, o Estado caminha a passos largos para a tão sonhada infraestrutura de ponta, capaz de aumentar ainda mais o grau de desenvolvimento daquele que já é considerado o celeiro do mundo.

Um capítulo importante desta história passa pela decisão corajosa do governador Mauro Mendes em realizar um chamamento público para a construção de uma ferrovia que ligará Rondonópolis a Lucas do Rio Verde, passando por Cuiabá.

A construção desta ferrovia que, em breve, será iniciada, é mais uma peça do importante quebra-cabeças de rotas e modais que colocará Mato Grosso, um Estado número um em produção em um grande centro de infraestrutura.

Isso significa garantir um investimento gigantesco da iniciativa privada, além da geração de milhares de empregos. Por isso, estamos falando de uma ferrovia para o agronegócio, para a indústria, para o comércio, para todos os mato-grossenses.

A explicação para isso é simples. Temos dois grandes entraves para o desenvolvimento industrial, a falta de condições logísticas para chegar aos grandes centros e a baixa densidade populacional. Por isso, é mais fácil transferir daqui os produtos primários e levá-los a regiões industrializadas. Com as ferrovias, está história vai mudar.

Outro ponto positivo é o fato de que os produtos a serem comercializados em Mato Grosso terão um custo de frete reduzido por conta da ferrovia. Teremos gasolina com um preço menor, roupas mais baratas, calçados com custo reduzido, enfim, as lojas poderão praticar preços muito mais atrativos.

A ferrovia trará facilidade, agilidade e custo de frete baixo, fatores que somados à capacidade produtiva de Mato Grosso, criarão um ambiente favorável para novas indústrias e, por consequência, novos empregos. Tudo isso conectado à malha paulista, que atende ao maior mercado consumidor do país.

A este projeto do Governo de Mato Grosso, uma extensão da Ferronorte, somemos as outras ferrovias como a Ferrogrão, que ligará Sinop ao Porto de Miritituba, no Pará, e a Ferrovia de Integração do Centro-Oeste, que sai de Mara Rosa (GO), entra em Mato Grosso por Água Boa e passa por Lucas do Rio Verde, e pronto, temos diante dos nossos olhos a formação de um enorme entroncamento rodoferroviário, com saídas para todas as direções, mesclando modais e fazendo com que o crescimento de Mato Grosso, há anos acima da média nacional, se acentue ainda mais.

Melhorar a infraestrutura e a logística de Mato Grosso é uma das pautas pelas quais luto há anos, é algo que está ligado à minha história e sempre estará. Minha luta seguirá para que todas estas ferrovias saiam do papel o quanto antes e que Mato Grosso esteja, definitivamente, nos trilhos do progresso.

*Carlos Fávaro, senador da República

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Opinião

Saúde Mental, Rock e Metal Extremo: Quando a dor encontra uma voz

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(*) Amanda Schirmer Reichert

Durante muito tempo, o rock e o metal extremo foram vistos apenas como gêneros musicais agressivos, sombrios ou até mesmo problemáticos. No entanto, para muitas pessoas, eles representam exatamente o contrário: um espaço de acolhimento, identificação e sobrevivência emocional.

Quando falamos sobre saúde mental, geralmente pensamos em silêncio. Pensamos naquilo que guardamos para nós mesmos, nas dores que não conseguimos explicar e nos sentimentos que parecem impossíveis de colocar em palavras. Foi justamente nesse espaço que o rock e o metal encontraram seu lugar. Enquanto boa parte da sociedade prefere evitar assuntos como depressão, ansiedade, luto e sofrimento psicológico, esses gêneros decidiram encará-los de frente.

Para quem vive ou já viveu momentos difíceis, ouvir uma música que fala sobre dor pode ser uma experiência estranhamente reconfortante. Não porque ela resolve os problemas, mas porque nos faz perceber que alguém, em algum lugar, sentiu algo parecido. Existe um alívio em descobrir que não somos os únicos enfrentando determinados pensamentos ou emoções.

O metal extremo, especialmente, possui uma intensidade que muitas vezes traduz sentimentos que não cabem em uma conversa comum. Os vocais agressivos, os riffs pesados e as atmosferas densas funcionam como uma linguagem para emoções que frequentemente permanecem presas dentro de nós. O que para algumas pessoas parece apenas barulho, para outras é uma forma de expressão profundamente humana.

Muitas bandas transformam experiências reais de sofrimento em arte. Falam sobre perdas, traumas, crises emocionais e batalhas internas sem tentar romantizar a dor. Pelo contrário, mostram suas consequências, seus conflitos e, em alguns casos, a difícil tentativa de seguir em frente. Essa honestidade cria uma conexão poderosa entre artista e público.

Bandas como Bring Me The Horizon, Lorna Shore, Linkin Park, The Amity Affliction, entre outras tantas, transformaram a dor em arte, o sofrimento em letras e riffs pesados.

Além da música em si, existe também a comunidade construída ao redor dela. Em shows, festivais e grupos de fãs, muitas pessoas encontram algo que nem sempre conseguem encontrar em outros lugares: pertencimento. É comum perceber que, por trás da aparência pesada e das letras sombrias, existe uma comunidade marcada pela empatia e pela compreensão mútua.

Por isso, acredito que o rock e o metal extremo possuem um papel importante na discussão sobre saúde mental. Eles ajudam a quebrar tabus, incentivam conversas necessárias e oferecem uma forma de expressão para sentimentos que muitas vezes permanecem escondidos. Nem toda dor pode ser curada por uma música, mas algumas delas podem se tornar mais suportáveis quando encontramos uma canção que parece entender exatamente o que estamos sentindo.

(*) Amanda Schirmer Reichert (foto) é acadêmica de Jornalismo na Unemat/Tangará da Serra. 

(Foto/imagem principal criada por IA)

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