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Líder no setor de biodiesel, Be8 anuncia aquisição da Biopar, de Nova Marilândia

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A Be8 anunciou nesta quinta-feira, 28 de novembro, a celebração de um acordo para adquirir três unidades industriais da Biopar, localizadas em Nova Marilândia (MT, foto acima), Floriano (PI) e Santo Antônio do Tauá (PA). A consumação da operação está sujeita à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) e ao fechamento da operação.

“Esta aquisição está alinhada com a estratégia da Be8 de ampliação de área de atuação na produção de energias renováveis, expandindo os mercados atendidos e a nossa participação no setor”, destaca Erasmo Carlos Battistella, presidente da Be8. “Esse passo reforça nosso compromisso com um futuro mais sustentável e fortalece o nosso propósito de liderar a renovação energética”, completa.

Com a efetivação da operação, a Be8 expandirá sua atuação para as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, fortalecendo sua rede de distribuição, diversificando matérias-primas e a produção em diferentes geografias.

A empresa também alcançará a terceira posição no ranking nacional de capacidade de produção de biodiesel. Atualmente, a Be8 opera duas usinas no Sul do Brasil e, em 2023, manteve a liderança no mercado brasileiro, comercializando cerca de 800 milhões de litros de biodiesel, o equivalente a 10,9% de participação de mercado.

Unidade da Be8 em Passo Fundo-RS.

O presidente do Conselho de Administração da Biopar, Cidinho Santos, destacou a posição estratégica das fábricas. “Estamos felizes porque temos certeza de que a Be8 continuará com os mesmos princípios de valorização e cuidado com os colaboradores e, certamente, vai crescer e gerar mais empregos e renda para as regiões onde a Biopar está instalada”, disse. “Acredito que os ativos serão muito mais valorizados com a diversificação de produtos e crescimento que os novos acionistas irão implementar”, completou.

Fundada em 2007, a Biopar atua no setor de biocombustíveis, com foco na produção de biodiesel e glicerina. Suas operações estão distribuídas entre três unidades fabris que juntas possuem capacidade anual de produção de 384 milhões de litros de biodiesel.

As plantas localizadas em Floriano (PI) e Santo Antônio do Tauá (PA) tem capacidade de 90 milhões de litros cada, e a de Nova Marilândia (MT) 204 milhões de litros/ano. A empresa conta com 320 colaboradores.

Com a incorporação desse volume, a Be8, que atualmente possui capacidade anual de 1,08 bilhão de litros de biodiesel, aumentará seu volume total em 35,6%, consolidando sua posição de destaque no mercado nacional de biocombustíveis, totalizando 1,47 bilhão de litros de biodiesel por ano.

Perfil da Be8

Fundada em 2005, a Be8 é uma empresa de energias renováveis com foco na produção sustentável e na implementação de novas matrizes energéticas. A companhia integra o ECB Group e tem sede em Passo Fundo (RS), com escritórios em São Paulo (SP), Genebra (Suíça) e Dubai (Emirados Árabes Unidos).

A Be8 opera unidades industriais em Passo Fundo (RS), Marialva (PR), La Paloma (Paraguai) e Domdidier (Suíça), onde desenvolve e comercializa produtos voltados para um ecossistema de energia renovável.

Guiada por uma estratégia de sustentabilidade, a empresa busca oferecer soluções que combinem inovação, eficiência e respeito ao meio ambiente, contribuindo para um futuro mais sustentável.

(Eduardo Ritschel – Be8 | Analítica Comunicação)

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Empresas têm mais dados e dashboards, mas continuam tomando decisões ruins

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Especialistas alertam que excesso de indicadores, baixa maturidade analítica e falhas humanas continuam comprometendo decisões estratégicas mesmo em empresas altamente digitalizadas

Empresas nunca tiveram tanto acesso a dados, relatórios em tempo real e ferramentas de monitoramento. Ainda assim, erros operacionais, decisões estratégicas equivocadas e falhas de gestão continuam frequentes, inclusive em organizações altamente digitalizadas.

O paradoxo chama a atenção de especialistas: apesar dos investimentos em analytics, automação e transformação digital, muitas empresas ainda não conseguem transformar informação em decisões eficientes.

Estimativas indicam que entre 60% e 73% dos dados gerados sequer são analisados. Ao mesmo tempo, executivos relatam dificuldade para converter indicadores em ações práticas. Para especialistas, o problema está menos na tecnologia e mais na maturidade analítica.

Dificuldades em para converter indicadores em ações práticas: problema está menos na tecnologia e mais na maturidade analítica.

“Ter acesso a dados não significa necessariamente entender o que eles estão dizendo. Muitas empresas criaram uma infraestrutura sofisticada de monitoramento, mas continuam operando sem clareza estratégica”, afirma Guilherme Francescon Cittoli, co-founder e CPO da ST-One.

Na prática, dashboards, relatórios em tempo real e métricas automatizadas podem criar uma falsa sensação de controle, principalmente em ambientes pressionados por produtividade e rapidez.

A era da “névoa de medição”

A digitalização levou empresas a medir praticamente tudo: desempenho, produtividade, vendas, comportamento do consumidor e indicadores operacionais. O problema é que nem toda métrica gera valor para o negócio.

“Muitas organizações acompanham dezenas de indicadores sem definir claramente quais realmente apoiam a tomada de decisão. Existe um risco enorme de confundir volume de informação com inteligência”, diz Giovanni Abate Neto, CTO da empresa.

Especialistas chamam esse fenômeno de “névoa de medição”, quando o excesso de indicadores dificulta a interpretação dos cenários e favorece métricas de vaidade em detrimento de dados ligados à eficiência operacional, sustentabilidade financeira e comportamento do mercado.

Liderança da ST-One: [Esquerda] Giovanni Abate Neto, Guilherme Francescon Cittolin, Rodrigo Cruz R. Gonçalves e Tiago Machado.

Tecnologia exige interpretação

Segundo os especialistas, muitas empresas investem em transformação digital antes de resolver questões de governança de dados, integração de sistemas e cultura analítica.

“Em muitos casos, as empresas passaram a acumular ferramentas sem criar processos claros para interpretar informações e transformar dados em ação”, afirma Guilherme Francescon Cittoli.

Para Giovanni Abate Neto, outro equívoco é acreditar que a automação elimina a necessidade de análise humana. “Automatizar processos não significa automatizar pensamento crítico. Ainda existe uma dependência muito grande da capacidade humana de interpretar contexto, identificar exceções e questionar padrões.”

Excesso de dados pode paralisar

Outro efeito crescente é a chamada “paralisia analítica”, quando o excesso de informação dificulta decisões rápidas. Na tentativa de reduzir riscos, lideranças acumulam relatórios, reuniões e validações, tornando os processos mais lentos.

Pesquisas mostram ainda que muitos executivos recorrem ao “feeling” para decidir, mesmo em ambientes orientados por dados. Segundo Giovanni Abate Neto, isso ocorre porque a tecnologia não elimina vieses cognitivos, que podem até ganhar aparência de precisão quando sustentados por indicadores mal interpretados.

O desafio continua sendo humano

Embora os investimentos em analytics e digitalização continuem crescendo, o principal gargalo permanece humano. Falta de alfabetização de dados, baixa capacidade analítica, excesso de indicadores e pouca integração entre áreas figuram entre os maiores desafios.

Para os especialistas, as empresas que transformarão dados em vantagem competitiva serão aquelas capazes de equilibrar tecnologia, contexto e pensamento crítico.

“O grande diferencial não está apenas em ter mais dados, mas em conseguir transformar informação em decisões mais consistentes, rápidas e sustentáveis”, conclui Guilherme Francescon Cittoli.

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