TANGARÁ DA SERRA
Pesquisar
Close this search box.

Infraestrutura & Logística

Investimentos em ferrovias e hidrovias garantirão viabilidade do Agro, segundo AG Ceres

Publicado em

O transporte com modais competitivos melhorarão cenários e reduzirão perdas e custos com transporte da safra, garantindo a viabilidade do Agro. A avaliação é da AG Ceres, empresa especializada em comercialização e logística para commodities, com sede em Tangará da Serra, no Mato Grosso.

Segundo o diretor da empresa, Clóvis Félix de Paula, o Brasil precisa acelerar os investimentos nos modais ferroviários e hidroviários, proporcionando a desejada multimodalidade nos transportes. “Com a multimodalidade teremos um cenário muito favorável para o agronegócio, com escala e agilidade no escoamento das safras e assistindo muito menos situações como essa das montanhas de milho a céu aberto por falta de estruturas de armazenagem e os gargalos na logística de transportes”, avalia.

Clóvis Félix, da AG Ceres: “Ferrogrão e Hidrovia do rio Paraguai encurtará trajetos com o modal rodoviário e trará reduzirá custos do frete”.

Clóvis cita a Ferrogrão e a Hidrovia do rio Paraguai como fundamentais para essa nova realidade logística que Mato Grosso tanto almeja. “Encurtaríamos os trajetos com o modal rodoviário e economizaríamos no frete, com os caminhões realizando viagens mais curtas, descarregando em estações de trasbordos nas unidades portuárias fluviais e em portos secos das ferrovias”, observou. Ele acrescenta que, com a hidrovia e a ferrovia, o setor produtivo teria uma redução para até 30% da despesa atual com frete. “O custo para transportar uma tonelada por caminhões, considerando a logística como um todo, chega a ser três vezes superior à despesa em ferrovias, por exemplo”, considera.

O diretor da AG Ceres observa que, segundo especialistas, o Brasil perde cerca de US$ 750 milhões em grãos, como soja e milho, com os gargalos logísticos durante o transporte para exportação.

Ele afirma que o País precisa evitar de chegar ao ponto de exaurimento das capacidades das unidades logísticas já existentes, como os portos de Santos e Paranaguá. Ou seja, é preciso ampliar a capacidade dos portos brasileiros e pensar, também, nas hidrovias. “A estimativa que temos hoje é que precisamos ampliar em pelo menos 70 milhões de toneladas nossa capacidade portuária para continuar dando vazão às exportações do agronegócio”, destaca.

Para o empresário, é importante observar que a importância dos portos do chamado “Arco Norte” – aqueles portos que estão acima do paralelo 16 – tem apresentado crescimento nos últimos anos, já respondendo por 37% do escoamento de grãos do País. No Arco Norte se destacam para as safras de Mato Grosso os portos de Itacoatiara, Miritituba e Santarém.

Considerado todo o Arco Norte (que inclui, além do Pará e do Amazonas, os portos no Acre, Amapá, Maranhão, Bahia e Sergipe) foram embarcadas 52,3 milhões de toneladas de milho e de soja, além de farelo e óleo. Esse volume superou o porto de Santos, que em 2022 totalizou 46,8 milhões de toneladas exportadas. “É aí que se vê a importância da Ferrogrão, que conectará as nossas regiões produtoras de Mato Grosso a esses portos”, concluiu o empresário.

AG Ceres

A AG Ceres se caracteriza por estabelecer uma conexão segura entre o produtor e o mercado, contando com equipe especializada e logística própria.

Com 14 anos de atuação no mercado, a AG Ceres é uma facilitadora dos negócios agropecuários, com intermediação de compra e venda de commodities e histórico de atuações em todo o Brasil e no exterior. A empresa se caracteriza por estabelecer uma conexão segura entre o produtor e o mercado, contando com equipe especializada e logística própria.

A sede da empresa é em Tangará da Serra, na rua Ramos Sanches Marques, nº 86-S, Cidade Alta.  Os telefones são (65) 3326-8986 (fixo) e 65 9 9994-4783 (celular/WhatsApp). Nas redes sociais, a AG Ceres tem páginas no Instagram (agcerescorretora) e Facebook (agceres).

A empresa tem filial no estado de Rondônia, com escritório na cidade de Vilhena.

Maiores informações e contatos estão disponíveis no site da empresa: www.agceres.com.

(Assessoria Especial)

Comentários Facebook
Advertisement

Infraestrutura & Logística

Aeroporto de Tangará da Serra integra pacote ligado à concessão do aeroporto de Brasília

Published

on

O leilão que definirá a gestão do Aeroporto Internacional Presidente Juscelino Kubitschek, em Brasília, terá reflexo direto em Tangará da Serra. A empresa vencedora da concessão do terminal da capital federal deverá assumir também a gestão de dez aeroportos regionais de pequeno porte, três deles em Mato Grosso.

A medida é uma estratégia do governo federal, usando um grande aeroporto rentável como “âncora” para viabilizar investimentos em aeroportos menores, dentro da mesma concessão.

Entre os terminais incluídos no pacote do leilão em Brasília está o aeroporto regional de Tangará da Serra. Também integram a lista os aeroportos de Juína e de Cáceres, igualmente em território mato-grossense.

Além desses, estão previstos aeroportos regionais em Mato Grosso do Sul — Bonito, Dourados e Três Lagoas —, dois em Goiás — São Miguel do Araguaia e Alto Paraíso —, além de Ponta Grossa, no Paraná, e Barreiras, na Bahia. Todos os terminais passaram por inspeção prévia da atual concessionária do aeroporto de Brasília, a Inframérica.

Os investimentos estimados somam cerca de R$ 500 milhões para adequar os aeroportos às operações de aeronaves e ao atendimento de passageiros.

Benefícios

Para uma cidade polo como Tangará da Serra, um aeroporto regional não é apenas uma obra de transporte. Ele funciona como infraestrutura estratégica de integração econômica, reduzindo distâncias e ampliando a capacidade de atração de negócios, fortalecendo o papel de polo regional de Tangará da Serra.

A região é fortemente baseada no agronegócio. Nesse contexto, um aeroporto regional facilita deslocamento de técnicos e executivos de empresas do setor, facilita a chegada de investidores e compradores, além de proporcionar operações corporativas rápidas.

Modelo

A gestão do Aeroporto Internacional de Brasília deverá ir a leilão no segundo semestre deste ano, após a atual concessionária, Inframérica, registrar prejuízos acumulados ao longo de anos de operação.

Os valores mínimos da concessão ainda não foram divulgados. O processo, no entanto, deverá seguir modelo semelhante ao adotado na relicitação do Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, que estabeleceu pagamento inicial de R$ 982 milhões pela outorga, além de repasse de 20% do faturamento anual e cumprimento de cronograma de investimentos em melhorias estruturais.

Comentários Facebook
Continue Reading

Envie sua sugestão

Clique no botão abaixo e envie sua sugestão para nossa equipe de redação
SUGESTÃO

Empresas & Produtos

Economia & Mercado

Contábil & Tributário

Governo & Legislação

Profissionais & Tecnologias

Mais Lidas da Semana