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Saúde Pública

Influenza: Tangará da Serra contabiliza primeiro óbito em sete anos; MT tem mobilização

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A agressividade da Influenza (gripe) em 2025 motivou uma mobilização em Mato Grosso para vacinar 1,4 milhão de pessoas. Não é à toa, pois as estatísticas preocupam.

Em julho de 2025, o município de Tangará da Serra registrou dois óbitos relacionados a doenças emergentes, um deles por influenza, marcando o primeiro caso fatal da doença na cidade desde 2018, há sete anos, portanto. O outro óbito foi por dengue.

Os registros dos dois óbitos constam em boletim divulgado em 4 de julho, desde maio a Vigilância Epidemiológica emite relatórios quinzenais. O mais recente, de 4 de julho, confirma essas duas mortes

Em 2025, Tangará da Serra teve registros de casos de Influenza, incluindo hospitalizações e casos confirmados. Porém, os dados divulgados indicam apenas alguns poucos casos oficialmente confirmados. (Veja quadro a seguir)

Segundo apurado pela redação, até esta terça-feira (08.07) havia 13 casos suspeitos de Influenza na cidade, dos quais dois foram confirmados, ambos em adultos, sendo que um deles evoluiu para cura após transferência para Cuiabá.

Conforme boletim da Vigilância Epidemiológica estadual do final de maio, 11 mortes por gripe foram confirmadas no estado de Mato Grosso.

Mobilização

A influenza continua predominando em grande parte dos estados brasileiros, segundo o Ministério da Saúde. Por isso, as unidades de saúde dos municípios de Mato Grosso estão mobilizadas para reforçar a vacinação contra a gripe. A meta no estado é vacinar 1,4 milhão de pessoas pertencentes ao público prioritário.

Leia mais:  Influenza: Baixa cobertura vacinal deixa cidade sob risco de surto; Município fará campanha

A partir de agora, a vacina contra o vírus Influenza faz parte do Calendário Nacional de Vacinação e será oferecida para os grupos prioritários durante todo ano. Em 2025, o Ministério da Saúde adquiriu 73,6 milhões de doses, que serão distribuídas em todo o país.

E os dados reforçam a importância da vacinação: entre janeiro e 21 de junho (SE 25), foram foram registrados no estado 170 casos de Síndrome Respiratória Aguda por influenza e 18 óbitos.

O Ministério da Saúde destaca que a vacina da gripe evita de 60% a 70% dos casos graves e mortes. O diretor do Programa Nacional de Imunizações, Eder Gatti, explica mais: “A vacina é importante porque diminui o risco de infecção. Apesar de não ter uma eficácia de 100% para proteger contra a infecção, ela diminui o risco de se infectar. A vacina também diminui significativamente o risco de formas graves da doença e de hospitalização. Então por isso ela é importante, ela acaba resultando na diminuição do número de mortes pela doença.”

A meta é atingir 90% do público prioritário do Calendário Nacional de Vacinação, que inclui crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes e puérperas, e idosos com 60 anos e mais. Para os outros grupos serão contabilizadas as doses aplicadas.

Objetivo

O objetivo é ampliar a cobertura vacinal no país. Segundo Gatti, desde 2023 o Brasil começou a reverter a tendência de queda na vacinação. A vacina está liberada para toda a população de acordo com a disponibilidade em cada cidade.

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“De lá para cá, temos várias ações que permitiram melhorar as coberturas vacinais, como, por exemplo, a promoção do microplanejamento e a vacinação em escolas, o monitoramento de estratégias de vacinação, entre outras ações que permitiram que os municípios melhorassem o seu desempenho na vacinação e também protegessem a sua população contra as doenças que são evitáveis com vacinas.”

Para receber a vacina, basta procurar uma Unidade Básica de Saúde com a Caderneta de Vacinação ou documento com foto.

Vacinação contra a gripe: público prioritário

– Crianças de 6 meses a menores de 6 anos

– Gestantes

– Puérperas

– Idosos com 60 anos ou mais

– Povos indígenas

– Quilombolas

– Pessoas em situação de rua

– Trabalhadores da saúde

– Professores de escolas públicas e privadas

– Profissionais das forças de segurança, salvamento e das Forças Armadas

– Trabalhadores portuários

– Caminhoneiros

– Trabalhadores do transporte coletivo rodoviário urbano e de longo curso

– Trabalhadores dos Correios

– Pessoas com deficiência permanente

– Pessoas com doenças crônicas não transmissíveis ou com condições clínicas especiais

– População privada de liberdade

– Funcionários do sistema de privação de liberdade

– Adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas

(Redação EB, com informações de Brasil 61)

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Influenza: Baixa cobertura vacinal deixa cidade sob risco de surto; Município fará campanha

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A baixa cobertura vacinal contra a Influenza em Tangará da Serra acende um alerta para o risco de aumento da circulação do vírus e eventual surto da doença no município. O alerta é da Vigilância Epidemiológica, que destaca índices de vacinação muito abaixo da meta recomendada entre os grupos mais vulneráveis.

Entre os idosos, a cobertura vacinal alcança apenas 34,61%. Entre as crianças menores de seis anos, o índice é de 37,96%, enquanto entre as gestantes chega a 62,34%. (imagem abaixo)

“É preocupante. A campanha nacional de vacinação começou mais cedo este ano, mas as pessoas dos grupos de risco não estão procurando as vacinas conforme esperávamos”, afirma a coordenadora da Vigilância Epidemiológica do município, Juliana Herrero. “A cobertura vacinal está muito baixa e isso coloca a população em risco”, acrescenta.

Segundo Juliana, a meta preconizada pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é alcançar pelo menos 95% de cobertura entre os grupos prioritários, percentual considerado necessário para reduzir significativamente os casos graves, internações e mortes causadas pela doença.

Além do impacto direto sobre a saúde da população, a baixa adesão à vacinação aumenta a pressão sobre a rede hospitalar. Em todo o país, gestores da saúde têm alertado para a combinação preocupante entre o aumento das doenças respiratórias sazonais e a já elevada demanda por leitos decorrente de acidentes de trânsito e outras urgências, cenário que pode comprometer a capacidade de atendimento dos serviços de saúde. A vacinação é considerada a medida mais eficaz para evitar hospitalizações e reduzir a sobrecarga dos hospitais.

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Com o objetivo de ampliar a cobertura vacinal, a Secretaria Municipal de Saúde e a Vigilância Epidemiológica promoverão uma ação especial de vacinação durante o Arraiá da Serra, no próximo dia 12.

Além da campanha, a população pode procurar qualquer Unidade de Saúde da Família para receber a vacina contra a gripe. A imunização é realizada diariamente nos seguintes horários:

  • Pela manhã, das 8h às 10h30;
  • À tarde, das 13h30 às 16h30.

Preocupação nacional

A baixa cobertura vacinal está longe de ser uma preocupação exclusiva de Tangará da Serra. Em diversas regiões do país, autoridades sanitárias vêm reforçando os alertas para a necessidade de ampliar a vacinação antes do período de inverno, quando aumenta a circulação dos vírus respiratórios. O próprio Ministério da Saúde antecipou a campanha nacional deste ano diante do crescimento dos casos de doenças respiratórias e da circulação precoce da Influenza.

Menor índice de cobertura vacinal está no público idoso.

Na região Centro-Oeste, a cobertura vacinal está em torno de 42,24%. Nas regiões Nordeste, Sudeste e Sul, a média gira em torno de 40,32%, números considerados insuficientes para garantir proteção coletiva. Em Tangará da Serra, a situação é ainda mais preocupante, com cobertura média de apenas 37,22%.

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O cenário epidemiológico nacional também reforça a urgência da vacinação. Dados do Ministério da Saúde mostram que, até meados de março, o Brasil já havia registrado cerca de 14,3 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e aproximadamente 840 óbitos. A Influenza respondeu por 28,1% dos casos graves identificados.

Em análise mais recente da vigilância nacional, até a Semana Epidemiológica 11 de 2026, o país contabilizava 23.615 casos de SRAG e 1.001 mortes. Entre os óbitos com identificação viral, a Influenza foi responsável por 35% das ocorrências, superando outros vírus respiratórios monitorados. O Ministério da Saúde ressalta que a vacinação continua sendo a principal estratégia para prevenir complicações, hospitalizações e mortes causadas pela gripe.

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