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Infraestrutura & Logística

Hidrovia destravará economia do Centro-Oeste e favorecerá integração com o Mercosul

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Presidente em exercício Geraldo Alckmin admite liberação do Tramo Norte do rio Paraguai para navegação comercial e reconhece importância logística do trecho hidroviário Cáceres-Corumbá. Reativação da Hidrovia do Rio Paraguai ganha movimento.

A última sexta-feira (24) foi um dia de alento para o futuro próximo da economia da macrorregião Oeste-sudoeste de Mato Grosso. Foi um dia em que um anseio regional deixou de ser um sonho para se tornar algo realizável, projetando no horizonte um ciclo virtuoso, de crescimento econômico, de geração de emprego e renda.

Durante a inauguração da Zona de Processamento de Exportação (ZPE Engenheiro Adilson Domingos dos Reis) de Cáceres, o presidente em exercício, Geraldo Alckmin, anunciou novos investimentos voltados à reativação da Hidrovia do Rio Paraguai. A medida tem como objetivo impulsionar a logística de transporte, reduzir custos e atrair novos investimentos estratégicos para a região Centro-Oeste. Além do mais, as operações na hidrovia serão fundamentais para a competividade da própria ZPE.

Momento da inauguração oficial da ZPE de Cáceres, com presença do presidente em exercício, Geraldo Alckmin.

O projeto prevê ações de dragagem e melhorias na infraestrutura portuária no trecho entre Cáceres (MT) e Corumbá (MS), conhecido como Tramo Norte, atualmente inoperante devido ao assoreamento do rio e (também) a uma contra campanha sórdida de um grupo de ativistas financiados por interesses externos contrários ao ganho de competividade das atividades econômicas da região.

Geraldo Alckmin, anunciou investimentos voltados à reativação da Hidrovia do Rio Paraguai.

O segmento é considerado o principal gargalo da rota fluvial que conecta o Mato Grosso ao Uruguai, passando por Paraguai e Argentina. “Esse é o trecho que precisa de investimento. Vou conversar com o ministro dos Portos. Precisamos de eficiência econômica, reduzir custos e integrar modais. A hidrovia do Paraguai é essencial”, afirmou Alckmin durante coletiva à imprensa.

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Eixo logístico e potencial econômico

A reativação da hidrovia representa um avanço para a integração entre os modais rodoviário, ferroviário e fluvial, consolidando o rio Paraguai como corredor estratégico do Mercosul. Desde 1998, o Acordo de Transporte Fluvial da Bacia do Rio da Prata estabelece a ligação entre o Porto de Cáceres e o Porto de Nueva Palmira, no Uruguai — rota que permite o escoamento de grãos e minérios até os centros de processamento do país e do continente e, também, ao mercado asiático, via estuário do Prata.

Trecho hidroviário Cáceres-Corumbá: Liberação do Tramo Norte será essencial para desenvolvimento regional.

Em Mato Grosso, já há projetos para instalação de dois terminais fluviais — classificados como Terminais de Uso Privado (TUPs) ou Estações de Transbordo de Cargas (ETCs) —, além do porto existente mantido pela Associação Pró-Hidrovia (APH), em Cáceres, pronto para operação. A expectativa é de que toda a hinterlândia regional, abrangendo Tangará da Serra, Chapadão dos Parecis e municípios do Oeste e Sudoeste mato-grossense, seja beneficiada pela redução do custo de frete, pela atração de novos fluxos de carga e pelo surgimento de novas oportunidades de negócios.

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Integração logística regional

A inauguração da ZPE de Cáceres também contou com a presença do prefeito de Tangará da Serra, Vander Masson, acompanhado do vice-prefeito Eduardo Sanches e dos secretários Alceu Grapeggia (Agricultura) e Sílvio Sommavilla (Desenvolvimento Econômico). Masson destacou que Tangará da Serra está em processo de implantação de um Porto Seco em uma área de 100 mil metros quadrados, próximo às zonas de produção e consumo, o que deve ampliar a competitividade do município.

ZPE de Cáceres: Polo industrial com potencial de alavancar desenvolvimento da macrorregião Oeste-sudoeste do MT.

“Estamos próximos da ZPE de Cáceres, que se tornará um importante ponto alfandegário. A autorização para o nosso porto seco complementa essa estrutura, facilitando o fluxo de importação e exportação com mais agilidade, redução de custos e tempo em relação aos grandes portos. A nossa parte estamos fazendo, os ambientes estão sendo definidos e os negócios que consolidam nossa condição de polo estão acontecendo”, afirmou o prefeito.

Sustentabilidade e integração sul-americana

Com 680 quilômetros de extensão, o rio Paraguai é um ativo natural de relevância econômica e ambiental, margeado por áreas de alta biodiversidade, como a Ilha de Taiamã, o Parque Estadual do Guirá e o Parque Nacional do Pantanal Mato-grossense.

O governo federal avalia que a retomada da navegação comercial no trecho entre Cáceres e Corumbá pode gerar impactos diretos na cadeia do agronegócio e da indústria, ampliando a competitividade das exportações brasileiras e fortalecendo os laços comerciais com países do Mercosul.

Se concretizado, o projeto deverá posicionar o Centro-Oeste como um dos principais eixos logísticos do país, unindo eficiência, integração e sustentabilidade.

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Infraestrutura & Logística

Primeiro trecho operacional da Ferrovia Estadual será inaugurado neste sábado

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Neste sábado, 20 de junho, será inaugurado em Dom Aquino o primeiro trecho operacional da Ferrovia Estadual Senador Vicente Emílio Vuolo, considerada a primeira ferrovia construída a partir de autorização de um governo estadual no Brasil. O empreendimento representa um marco para a infraestrutura logística do Estado e promete fortalecer a competitividade do agronegócio mato-grossense nos mercados nacional e internacional.

A cerimônia ocorrerá às margens da BR-070, onde foi implantado o terminal multimodal que passa a desempenhar papel estratégico no novo corredor logístico estadual. O local funcionará como ponto de integração entre os modais rodoviário e ferroviário, recebendo cargas transportadas por caminhões para posterior embarque nos trens.

Com a entrada em operação do terminal, Dom Aquino assume posição de destaque na logística de Mato Grosso. A cidade sediará uma das principais estruturas da nova malha ferroviária, transformando uma região tradicionalmente agrícola em importante centro de distribuição e escoamento da produção.

Novo terminal ferroviário foi projetado para movimentar até 10 milhões de toneladas de grãos por ano.

O trecho inaugural possui aproximadamente 162 quilômetros de extensão e liga Rondonópolis ao terminal instalado em Dom Aquino. A obra integra a primeira fase da Ferrovia Estadual, que demandou investimentos da ordem de R$ 5 bilhões e é considerada atualmente um dos maiores projetos privados de infraestrutura logística em execução no país.

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Quando totalmente concluída, a ferrovia terá cerca de 743 quilômetros de extensão, conectando Rondonópolis a Lucas do Rio Verde, passando por 16 municípios mato-grossenses e contando ainda com um ramal estratégico para Cuiabá.

O novo terminal ferroviário foi projetado para movimentar até 10 milhões de toneladas de grãos por ano, principalmente soja e milho. A estrutura definitiva deverá ser concluída no segundo semestre de 2026, ampliando significativamente a capacidade de escoamento da produção agrícola estadual.

A chegada dos trilhos a regiões mais próximas das áreas produtoras é uma reivindicação histórica do setor produtivo. Desde a implantação da Ferronorte em Rondonópolis, em 2013, produtores rurais, empresários e lideranças políticas defendiam a expansão da malha ferroviária para o médio-norte do Estado, reduzindo custos logísticos e aumentando a eficiência no transporte de cargas.

Além dos benefícios econômicos, o projeto também é apontado como importante aliado da sustentabilidade ambiental. Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o transporte ferroviário apresenta menores índices de emissão de carbono quando comparado ao modal rodoviário, contribuindo para uma logística mais limpa e eficiente.

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Na mesma linha, a vice-presidente da Rumo, Natália Marcassa, destaca que a expansão ferroviária fortalece a competitividade do agronegócio brasileiro e amplia a capacidade de conexão das cadeias produtivas aos mercados internacionais. Para ela, os trilhos representam uma solução de longo prazo que alia eficiência, segurança e redução das emissões de carbono.

A inauguração deste primeiro trecho simboliza o início de uma nova etapa para a infraestrutura de transportes de Mato Grosso, consolidando o Estado como um dos principais corredores logísticos do agronegócio nacional.

(Fotos Rumo Logística e reprodução Web)

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