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Frio recorde em Mato Grosso a partir de quinta-feira; Sem chuva, mínimas poderão descer aos 10°C na serra

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Em meio a uma época de estiagem severa e temperaturas altas, os mato-grossenses poderão assistir a uma brusca virada no tempo. Os principais sites especializados em meteorologia preveem uma onda de frio no final desta semana, com previsão de garoa e mínimas de 10 graus celsius.

As previsões constam nos portal Clima Tempo e no site do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Cptec/Inpe).

Em Tangará da Serra, o calorão persiste entre hoje (terça, 18) e amanhã. As máximas chegam aos 37 graus, enquanto às mínimas não baixam dos 20 graus.  Porém, na quinta-feira, as temperaturas entram em declínio até que, na sexta-feira, os termômetros apontem para mínimas de 10°C quinta, com possibilidade de garoa.

O frio na Serra de Tapirapuã segue no final de semana, com mínimas se mantendo nos 10°C e as máximas não superando os 28 graus celsius no domingo. Não chove.

Na região metropolitana, há chance de recorde de calor para 2020 em Cuiabá nesta terça-feira, 18, e/ou na quarta. O recorde atual de calor é de 40,1°C no dia 14/8/2020, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia.

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Ainda na capital do estado, a previsão do Climatempo é de 40°C para esta terça-feira e de 41°C para quarta-feira. O ar frio de origem polar começa a influenciar Cuiabá na quinta-feira e a temperatura tem forte queda. Esta massa de ar frio polar que está prevista para o fim da semana é muito intensa e será a mais forte de 2020.

O calor voltará a predominar a partir da próxima segunda-feira, quando as máximas voltarão e chegar aos 39°C.

Madrugadas do final de semana prometem recordes de frio no ano.

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Entre exigência e escassez, Tangará da Serra enfrenta dilema na contratação de serviços

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As dificuldades enfrentadas por Tangará da Serra na execução de serviços públicos e obras de infraestrutura expõem um problema que vai além de casos pontuais: a limitação do poder público em contratar empresas com capacidade operacional compatível com as demandas do município.

Durante entrevista coletiva realizada nesta quinta-feira (16), o prefeito Vander Masson e secretários municipais reconheceram os entraves, mas afirmaram que não são exclusivos da cidade. Segundo os gestores, trata-se de uma realidade recorrente em municípios de diferentes regiões do país, marcada pela escassez de empresas consideradas confiáveis para a execução de contratos públicos.

Na prática, o cenário se reflete em falhas na coleta de lixo, atrasos em obras e necessidade de intervenções emergenciais por parte da própria administração municipal — situações que têm impacto direto na rotina da população.

Obras na Vila Goiás/Jardim Acapulco: Empresa contratada demonstrou incapacidade técnica.

Questionados sobre o rigor nos processos licitatórios, especialmente na verificação da capacidade técnica das empresas, os gestores admitiram a existência de um impasse. De um lado, a exigência por critérios mais rigorosos poderia elevar o nível das contratações. De outro, segundo relataram, o endurecimento das regras tende a reduzir a participação de empresas nos certames, resultando em licitações esvaziadas.

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O argumento evidencia um dilema estrutural: ao flexibilizar critérios para garantir concorrência, abre-se margem para a contratação de empresas que, posteriormente, demonstram dificuldades em cumprir as obrigações assumidas. Por outro lado, ao elevar o nível de exigência, o risco é não atrair interessados suficientes, comprometendo a própria realização dos serviços.

População insatisfeita e dores de cabeça para o município: Empresa contratada tem cometido falhas frequentes.

Esse equilíbrio delicado coloca o município em posição de dependência de fornecedores que, em alguns casos, não apresentam desempenho satisfatório. A consequência tem sido a recorrência de notificações, multas contratuais e, em situações mais críticas, a necessidade de rescisão e substituição das empresas — processos que, além de burocráticos, prolongam (e até podem agravar) os problemas.

No caso das obras de infraestrutura e da coleta de lixo, já há registros de medidas administrativas em andamento, incluindo abertura de processos que podem culminar na ruptura de contratos. Ainda assim, a substituição de empresas não garante, por si só, a resolução definitiva da questão, diante do cenário descrito pelos próprios gestores.

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A realidade de Tangará da Serra evidencia os limites do modelo atual de contratação pública em municípios de porte médio, especialmente em regiões afastadas dos grandes centros, onde o número de fornecedores qualificados tende a ser menor. Nesse contexto, o desafio não se restringe à fiscalização dos contratos, mas passa também pela capacidade do mercado em atender às exigências do setor público.

Enquanto o impasse persiste, os reflexos seguem perceptíveis no cotidiano da cidade, com serviços irregulares e obras que avançam em ritmo aquém do esperado.

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