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Fraudes justificarão corte de R$ 7 bi no Bolsa Família. Assistencialismo reduz mão de obra

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O governo federal enviou na última quarta-feira (12) um ofício ao Congresso Nacional que contém uma série de ajustes no Orçamento de 2025, entre eles um corte de R$ 7,7 bilhões no Bolsa Família. O motivo: a detecção de fraudes no programa.

É necessário que os ajustes sejam feitos antes da votação do projeto para viabilizar a execução de alguns programas do governo, como o Auxílio-Gás, por exemplo.

O documento prevê um acréscimo de R$ 3 bilhões nos recursos do auxílio. A peça orçamentária inicial reservava somente R$ 600 milhões para o programa, como destacou o relator do Orçamento (PLN 26/2024), senador Angelo Coronel (PSD-BA).

“Nós vamos alocar os R$ 3 bilhões que são necessários para fazer frente ao pagamento do Vale Gás deste ano de 2025, que só tem 600 milhões no orçamento. Também equacionamos a questão do Pé-de-Meia, que já tem R$ 1 bilhão no Orçamento. Precisa de R$ 11 bilhões, mas o Tribunal de Contas da União já facultou ao governo inserir esses valores no Orçamento durante 120 dias, então o governo irá mandar PLNs a cada hora que for necessário para fazer frente ao pagamento do Pé-de-Meia”, pontua.

Deputado Angelo Coronel: Alocação de R$ 3 bilhões para pagamento do Vale Gás em 2025.

Em relação ao Bolsa Família, o relator disse que a previsão ocorre após ajustes contra fraudes no programa. Inicialmente, o governo previa gastos de R$ 166 bilhões.

Leia mais:  Ações de Chico Guarnieri contemplam saúde e turismo em Campo Novo do Parecis

O documento, que até o fechamento dessa matéria ainda não havia sido protocolado oficialmente, foi destinado ao presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União-AP), e ao presidente da Comissão Mista de Orçamento (CMO), deputado Julio Arcoverde (PP-PI).

O Orçamento deveria ter sido votado no fim de 2024, mas um embate entre Judiciário e Legislativo em torno da liberação de emendas parlamentares travou a análise da proposta.

Assistencialismo é entrave

O assistencialismo, que permite que pessoas de má fé se cadastrem como beneficiários dos programas de auxílio do governo sem necessariamente terem necessidade de tais benefícios, é uma prática que vem comprometendo a oferta de mão de obra em Mato Grosso e em todos os estados do Brasil.

De acordo com o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), o alto índice de pessoas inscritas em programas de benefício social é um dado alarmante. Quase 1 milhão de pessoas – ou seja, quase 1/4 da população do estado – estão inscritas em programas do governo, como o Bolsa Família.

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A adesão aos programas, se não corretamente fiscalizada pelo governo, acaba sendo extremamente nociva à economia como um todo. Boa parte dos trabalhadores estão se valendo dos auxílios de transferência de renda para a manutenção de suas famílias. Se assinarem a CTPS, perdem o direito ao benefício. Assim, preferem trabalhar como “bico”, cobrando diárias (que no final das contas acaba rendendo mais) em vez de trabalhar em emprego fixo, com carteira assinada e direitos como férias, 13º salário, FGTS e previdência.

Essa prática atinge em cheio a atividade econômica, especialmente no comércio varejista. Ou seja, enquanto sobram vagas de empregos, os trabalhadores disponíveis preferem se valer do assistencialismo proporcionado pelos programas de auxílio, como o Bolsa Família, do governo federal, e o Ser Família, do governo estadual. E assim vão vivendo famílias inteiras, enquanto a atividade econômica sofre com a falta de gente para trabalhar.

(Redação EB, com Brasil 61)

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Ações de Chico Guarnieri contemplam saúde e turismo em Campo Novo do Parecis

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Campo Novo do Parecis esteve em evidência nesta semana por iniciativas voltadas a duas áreas estratégicas para o desenvolvimento do município. Na saúde, foi formalizado um investimento de R$ 10 milhões para a reforma e ampliação do Hospital Municipal Euclides Horst. No turismo, foi lançada oficialmente a Feira Internacional de Etnoturismo (FIT Etno Brasil), prevista para setembro. As duas ações tiveram participação do deputado estadual Chico Guarnieri (PSDB), que acompanhou as articulações junto ao Governo do Estado e participou do lançamento do evento.

Hospital receberá R$ 10 milhões

Foi assinado o termo de compromisso que assegura R$ 10 milhões para a reforma e ampliação do Hospital Municipal Euclides Horst. O investimento, viabilizado por meio de articulação entre a Prefeitura de Campo Novo do Parecis, o deputado Chico Guarnieri e o Governo do Estado, permitirá a modernização da unidade, que há mais de duas décadas funciona na mesma estrutura.

Entre as melhorias previstas está a ampliação da capacidade de internação, com aumento de 31 para 57 leitos, fortalecendo o atendimento de urgência, emergência, internações e procedimentos de média complexidade pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O recurso foi formalizado por meio de termo firmado entre a Secretaria de Estado de Saúde e o município.

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FIT Etno Brasil é lançada

Também foi lançada oficialmente a Feira Internacional de Etnoturismo (FIT Etno Brasil), que será realizada entre os dias 4 e 6 de setembro, em Campo Novo do Parecis. O evento reunirá representantes do setor turístico, delegações nacionais e internacionais, empresários e lideranças indígenas, com o objetivo de promover o potencial turístico e cultural do município.

Reconhecida por lei estadual como Capital do Etnoturismo de Mato Grosso, Campo Novo do Parecis aposta na feira para divulgar seus atrativos naturais, como rios, cachoeiras e balneários, além da riqueza cultural das comunidades indígenas da região. O deputado Chico Guarnieri, autor da legislação que concedeu o título ao município, participou do lançamento e destacou a importância da iniciativa para o fortalecimento do turismo e da economia local.

(Com informações de Assessoria)

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