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Fraude nas eleições: Constrangimento ou desmoralização, projeção ou fim da linha

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O presidente Jair Bolsonaro diz que houve fraudes nas eleições de 2014 e 2018 e que irá apresentar provas ainda essa semana. Se o mandatário da Nação realmente conseguir provar que aquelas eleições foram fraudadas, o que será da Justiça Eleitoral brasileira? Quais serão as consequências? Será possível reparar tamanho pecado contra a democracia? E quanto à legitimidade dos pleitos anteriores – a partir de 1996 – em que as urnas eletrônicas foram utilizadas?

Constrangimento ou desmoralização

O certo é que nessa polêmica o resultado final será azedo ou amargo. Se provar, Bolsonaro ganhará notoriedade, com amplos méritos e grande projeção política. Ao mesmo tempo, o Brasil passará vergonha, pois, se houver comprovação de fraudes, será um dos maiores escândalos da democracia mundial e ficará impossível prever o que irá acontecer no país. Haverá um constrangimento nacional imensurável, com a Justiça Eleitoral perdendo completamente a credibilidade.

Presidente Jair Bolsonaro: polêmica da urna eletrônica renderá projeção ou levará ao fim da linha.

Por outro lado, se Jair Bolsonaro não conseguir provar a fraude que afirma ter havido, estará desencadeado um gigantesco processo de desmoralização de sua imagem como presidente e decretará o fim da linha de sua trajetória política, ao mesmo tempo em que a Justiça Eleitoral sairá fortalecida. E, claro, a oposição ganhará uma força hercúlea.

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Homem e máquina

Há quem defenda, com unhas e dentes, a tese de que a urna eletrônica é segura, confiável e inviolável. Mas há quem refute essa afirmação. Independentemente de quem esteja com a razão, é verdadeira a afirmação de que, longe de qualquer ficção, a máquina ainda faz somente o que o homem ordena. Afinal, a contabilização dos votos é feita por um programa de computador.

Linha de comando

Ou seja, o software da urna eletrônica consiste em texto com comandos de máquina escrito por um profissional da programação. E se este profissional for ordenado a incluir, em determinado trecho do texto do programa, uma linha de comando com instruções de fraude? Por exemplo, “a cada 05 votos do candidato A, 01 voto vai para o candidato B”… Ademais, a presença de representantes/fiscais de partidos no local do escrutínio (ou melhor, da totalização) dos votos não é garantia de não ocorrência de fraudes.

Tudo indica que esta polêmica da urna eletrônica vai dar muito o que falar. Veremos o que acontecerá na próxima quinta-feira.

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Crise no algodão amplia descontentamento no campo; Inovação e qualificação em Tangará

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O prejuízo provocado pelas chuvas sobre a lavoura de algodão e o crescente descontentamento do setor produtivo dominam a pauta desta edição. Em meio a perdas no campo, juros elevados e dificuldades de crédito, a região também registra avanços em inovação, qualificação profissional, educação e turismo, evidenciando os contrastes entre os desafios enfrentados pelo agronegócio e as iniciativas voltadas ao desenvolvimento regional.

Situação cinzenta

As chuvas que atingiram a região entre os dias 19 e 24 trouxeram alívio ao período de estiagem que marca o início do inverno mato-grossense. Para os cotonicultores, porém, o saldo foi desastroso. “A pluma branca virou pluma cinza”, resumiu um produtor de Tangará da Serra, em conversa com a redação durante a Feira do Produtor, no último domingo. Segundo ele, o algodão atingido pelas chuvas perdeu qualidade e tornou-se impróprio para comercialização, provocando prejuízos expressivos e reflexos diretos na economia regional.

Campo descontente

As perdas no algodão agravam um cenário já delicado para o setor produtivo. Preços deprimidos das commodities, juros elevados, crédito restrito, aumento dos custos de produção, combustíveis e fretes mais caros compõem um ambiente de forte pressão sobre o agronegócio. Somados aos riscos climáticos e às sucessivas adversidades enfrentadas nas últimas safras, esses fatores ampliam o sentimento de insegurança no campo. Entre os produtores, cresce a percepção de falta de apoio governamental diante da inadimplência e das perdas acumuladas, alimentando críticas e insatisfação com a condução das políticas voltadas ao setor.

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Agro industrial

O setor agropecuário voltou a defender maior industrialização da produção e diversificação econômica como estratégia para enfrentar juros elevados e oscilações de preços. Lideranças destacaram que agregar valor às commodities fortalece a competitividade do agronegócio brasileiro.

Inovação aberta

Tangará da Serra recebe nesta terça-feira o evento “Finep pelo Brasil”, iniciativa destinada a apresentar linhas de financiamento para inovação. Empresários, pesquisadores e instituições terão acesso a informações sobre recursos voltados ao desenvolvimento tecnológico e novos negócios, ampliando as oportunidades para projetos inovadores na região.

Cursos gratuitos

O programa Qualifica Tangará abriu 140 vagas para cursos profissionalizantes gratuitos. As capacitações serão realizadas nos próximos meses e buscam ampliar a inserção de trabalhadores no mercado, oferecendo formação em diferentes áreas de atuação e fortalecendo a qualificação da mão de obra local.

Jovem senador

Uma estudante de Tangará da Serra – Maria Eduarda Santos de Arruda, da Escola Estadual 29 de Novembro – representará Mato Grosso no Programa Jovem Senador 2026. A seleção ocorreu a partir de uma redação sobre convivência democrática nos ambientes digitais, colocando o município em evidência no cenário educacional nacional.

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Etnoturismo

Campo Novo do Parecis sediou a FIT Etno Brasil 2026, consolidando-se como referência do etnoturismo mato-grossense. O evento reuniu representantes de diversos municípios para promover a cultura indígena, o turismo sustentável e o fortalecimento das potencialidades regionais.

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