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Infraestrutura & Logística

Ferrogrão ganha novo traçado e licença ambiental poderá sair até março/2026

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O projeto da Ferrogrão (EF-170), com novo traçado para a ferrovia de 933 quilômetros entre Sinop (MT) e Miritituba (PA), promete ser um marco na logística de transportes de Mato Grosso. Com um planejamento que evita terras indígenas e o Parque Nacional do Jamanxim, a ferrovia visa melhorar a eficiência no escoamento da produção, um dos maiores gargalos logísticos do estado.

A proposta da Estação da Luz, empresa idealizadora do projeto, conta com a construção de 65 pontes ferroviárias e outros 48 pátios de cruzamento, além de viadutos rodoviários e ferroviários. A previsão é que a Ferrogrão atenda à crescente demanda do setor agropecuário, movimentando até 69 milhões de toneladas por ano até 2095.

O novo traçado (acima), detalhado em um evento em Sinop, busca resolver o impasse ambiental, passando por áreas já desmatadas e sem afetar comunidades. A maior obra será a ponte sobre o rio Peixoto, entre Matupá e Peixoto de Azevedo, com 250 metros de extensão. A licença ambiental, que deve ser emitida até março de 2026, é o último passo antes da licitação e início das obras, previstas para começar ainda em 2026.

Demora custosa

No entanto, a demora na aprovação do projeto tem gerado críticas entre especialistas. Silvio Tupinambá, engenheiro civil, economista e especialista em logística, alerta para o impacto negativo dessa morosidade. “O Agro de Mato Grosso enfrenta um gargalo sistêmico no escoamento de sua produção. A demora em aprovar a Ferrogrão prolonga essa crise logística e afeta diretamente a competitividade do estado”, afirma Tupinambá. “Toda hora, todo dia… no ano inteiro tem fila de caminhões em Miritituba, e isso compromete a cadeia de suprimentos justamente na hora de escoar a produção comercializada”, completa.

Sílvio Tupinambá: “Mato Grosso enfrenta um gargalo sistêmico no escoamento de sua produção”.

Problema a mitigar

A manifestação de Sílvio Tupinambá à redação do Enfoque Business remete à falta de infraestrutura adequada de armazenagem em Mato Grosso, tanto para a soja quanto para o milho. Essa limitação estrutural expõe um dos maiores problemas logísticos enfrentados pelo estado.

Em diversos episódios, parte da produção teve que ser armazenada em caminhões, muitas vezes sob condições precárias, aguardando o transporte para os portos. Em casos mais críticos, o milho ficou exposto a intempéries, sendo armazenado a céu aberto, o que compromete não apenas a qualidade do produto, mas também sua rentabilidade.

A escassez de silos e armazéns, aliados a um sistema de transporte rodoviário saturado, eleva os custos operacionais e prejudica a competitividade dos produtores.

Com a Ferrogrão, esse grave problema logístico será consideravelmente amenizado. A ferrovia tem a capacidade de substituir cerca de 422 caminhões por trem, desburocratizando o transporte de grãos e contribuindo para a sustentabilidade da região.

Expectativa

A expectativa é de que, se cumpridos os prazos, o projeto comece a funcionar entre 2030 e 2035, mas a ansiedade pela sua implementação é evidente, principalmente entre os produtores locais, que aguardam ansiosamente uma solução definitiva para o escoamento eficiente de sua produção.

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Infraestrutura & Logística

Rodovias estaduais: Novas concessões incluem dois lotes na região Tangará/Barra do Bugres

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O Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra-MT), realizará audiência pública virtual no próximo dia 21 (terça-feira) para apresentar os estudos da concessão de 21 rodovias estaduais, divididas em 10 lotes. O encontro será transmitido pelo canal da Sinfra-MT no YouTube, das 9h às 11h, e permitirá que a população contribua com sugestões antes da publicação do edital.

Entre os trechos contemplados, ganham destaque os lotes G e H, que abrangem rodovias essenciais para a mobilidade e o escoamento da produção agrícola na em nossa região:

  • Lote G: 254,51 km das MT-010, MT-160 e MT-343, atendendo municípios como Barra do Bugres, Cáceres, Arenápolis e Porto Estrela.
  • Lote H: 122,16 km das MT-246 e MT-339, passando por Tangará da Serra, Barra do Bugres, Nova Olímpia e Rio Branco.

Agora pavimentada, a MT-339 mostra ganho no fluxo de veículos. Estrada consta no lote “H” do novo pacote de concessões.

A concessão é a solução encontrada para manter as rodovias em boas condições de trafegabilidade, garantindo manutenção contínua, investimentos em infraestrutura e maior segurança para motoristas e produtores rurais. Para cidades como Tangará da Serra e Barra do Bugres, que dependem diretamente dessas estradas para o transporte de cargas e deslocamento diário, o projeto representa um avanço decisivo.

Além de reduzir custos logísticos e agilizar o transporte, a iniciativa deve trazer mais conforto e segurança aos usuários, com serviços de apoio e monitoramento. A expectativa é que os lotes G e H se tornem vetores de desenvolvimento regional, fortalecendo a ligação entre municípios e assegurando que nossas estradas deixem de ser um desafio e passem a ser um instrumento de crescimento.

Confira a divisão das rodovias dos demais lotes:

LOTE A: 287,30 km
Rodovias: MT-320, MT-422, MT-423, MT-429.
Municípios: Cláudia, Marcelândia, Nova Santa Helena, Santa Carmem, Sinop e União do Sul.

LOTE B: 161,48 km
Rodovias: MT-100, MT-240, MT-326.
Municípios: Água Boa, Cocalinho, Nova Nazaré.

LOTE C: 291,875 km
Rodovia: MT-100
Municípios: Araguaiana, Araguainha, Alto Araguaia, Barra do Garças, Ponte Branca, Pontal do Araguaia, Ribeirãozinho e Torixoréu.

LOTE D: 240,26 km
Rodovias: MT-110 e MT-270.
Municípios: Alto Garças, Guiratinga, Rondonópolis, São José do Povo e Tesouro.

LOTE F: 124,83 km
Rodovias: MT-060 e MT-451.
Municípios: Nossa Senhora do Livramento e Poconé.

LOTE I: 183,74 km
Rodovias: MT-010, MT-160, MT-249 e MT-492.
Municípios: Lucas do Rio Verde, Nova Maringá, Nova Mutum, São José do Rio Claro e Tapurah.

LOTE J: 286,95 km
Rodovias: MT-010 e MT-242.
Municípios: Brasnorte, Ipiranga do Norte, Itanhangá, Juara, Nova Maringá e Tapurah.

LOTE K: 186,27 km
Rodovias: MT-010, MT-222 e MT-491.
Municípios: Ipiranga do Norte, Itanhangá, Porto dos Gaúchos, Sinop e Sorriso.

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