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Economia & Mercado

FCO financiará R$ 462 mi para projetos no MT com quase 3 mil empregos diretos e indiretos

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O Conselho Estadual de Desenvolvimento Empresarial (CEDEM) de Mato Grosso aprovou em videoconferência nesta quarta-feira (13.05), quinze cartas-consulta e referendou duas do Fundo Constitucional do Centro-Oeste Empresarial no Estado. Destas, sete estão enquadradas no FCO Industrial e dez no FCO Comércio e Serviços, totalizando o valor financiado de R$ 462.359.778,45.

A opção por videoconferência se dá em respeito às orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e aos decretos da Estado e municipal de prevenção a novo coronavírus.

“A agilidade na aprovação dos valores para as empresas que buscam se instalar em Mato Grosso é fundamental para que haja investimentos, ainda mais neste período de pandemia que estamos atravessando. Todas as empresas que pleiteiam a aprovação devem nos mostrar a geração de empregos em cada projeto porque buscamos levar o desenvolvimento econômico e social para todo nosso Estado”, afirma César Miranda, secretário de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso e presidente do Conselho.

Os projetos aprovados irão gerar 552 empregos diretos e 2.386 empregos indiretos em Mato Grosso. Foram oito cartas-consulta de empresas de médio porte, com financiamento de cerca de R$ 242 milhões com geração de 239 empregos diretos e 530 empregos indiretos.

Três projetos de empresas de porte pequeno-médio, com financiamento de R$ 5,2 milhões e geração de 28 empregos diretos e 92 empregos indiretos. Três cartas-consulta de empresas de pequeno porte, com financiamento de R$ 4,9 milhões e geração de 31 empregos diretos e 64 empregos indiretos. Três projetos de grandes empresas, com financiamento de R$ 215,6 milhões e geração de 264 empregos diretos e 1700 empregos indiretos.

Com recurso do Fundo de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (Fundeic) foram aprovadas duas cartas-consulta de micro e pequena empresa, totalizando R$ 889,6 mil em financiamento, que gerará dez empregos diretos e 25 empregos indiretos.

(Assessoria SEDEC-MT)

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Ritual que vale milhões: MT amplia venda de carne bovina halal para países muçulmanos

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Para conquistar novos mercados e ampliar sua presença no comércio internacional, frigoríficos de Mato Grosso têm intensificado os investimentos no abate halal de carne bovina, método exigido por países muçulmanos para a importação da proteína. No Brasil, 145 plantas frigoríficas possuem certificação halal, sendo 32 no estado, segundo a Fambras Halal, a maior certificadora de produtos halal da América Latina.

Halal significa permitido e, para que o processo seja certificado, é necessário seguir uma série de critérios rigorosos. Primeiro os bovinos vivos são inspecionados para garantir que estão saudáveis e o manejo é realizado de forma calma para não estressar o animal.

Depois, um profissional muçulmano treinado e certificado realiza o ritual do Zabihah, que é o abate halal, o degolador abate o animal com um corte único, profundo e rápido na região do pescoço, sendo feita a invocação do nome de Allah nesse processo. Outro procedimento é suspender a carcaça para que o sangue escoe completamente por gravidade.

Cada carcaça é então identificada, rastreada e recebe o selo halal. A carne certificada fica armazenada em local separado, para não haver nenhum tipo de contaminação cruzada e garantir a integridade do produto conforme as normas religiosas.

Em Mato Grosso, os 29 frigoríficos certificados para abate halal estão distribuídos em 22 municípios, entre eles Várzea Grande, Rondonópolis, Tangará da Serra, Sinop, Água Boa, Alta Floresta, Diamantino, Confresa, Juruena, Juara e Colíder.

Entre os principais destinos da carne bovina mato-grossense que exigem o abate halal estão mercados estratégicos como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Indonésia, Malásia, Singapura, Egito, Argélia e Turquia. O consumo mais comum da proteína bovina nesses países é feito de forma grelhada, cozida ou ensopada.

Para Mato Grosso, que detém o maior rebanho bovino do Brasil, ampliar espaço no mercado muçulmano representa grandes oportunidades de negócio. Isso porque a certificação halal agrega valor ao produto, amplia o acesso a mercados premium e fortalece a competitividade da carne mato-grossense no cenário global.

“O mercado halal é estratégico e vem crescendo de forma consistente. Mato Grosso tem trabalhado para ampliar sua presença nesses países, garantindo não só volume, mas qualidade e conformidade com as exigências internacionais. Isso abre portas e aumenta a rentabilidade de toda a cadeia produtiva”, destaca o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade.

(Thalyta Amaral – Assessoria)

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