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Infraestrutura & Logística

Estradas: Trecho entre Denise e Diamantino quase totalmente recuperado

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Depois de anos a fio em péssimo estado, o trecho de rodovias entre Denise e Diamantino encontra-se em boas condições de trafegabilidade. O trajeto de pouco mais de 90 quilômetros foi percorrido pela reportagem do Enfoque Business esta semana.

A percorrer o trajeto, a reportagem constatou a recuperação quase que total do trecho da MT-246 entre Denise e o entroncamento com a MT-240, em Arenápolis. Na continuidade, o trajeto entre Nortelândia e Diamantino também se encontra em ótimas condições, com nova capa asfáltica, mas ainda sem a devida sinalização horizontal.

Já entre Arenápolis e Denise, a pista ainda está em obras, com estaqueamento e camada de regularização, aguardando apenas o revestimento. Apesar deste trabalho, a estrada já se encontra em boas condições. As mesmas boas condições também podem ser percebidas na saída de Denise em direção à localidade de Assari, já em Barra do Bugres, no entroncamento com as MTs 343 e 358.

Entre Arenápolis e Denise, a pista ainda está em obras, com estaqueamento e camada de regularização, aguardando apenas o revestimento.

Segundo informações da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (SINFRA), as obras no conjunto da MT-246 e MT-240 se incluem no pacote dos R$ 80 milhões oriundos de recursos federais e do FETHAB para rodovias que dão acesso a Barra do Bugres, Denise, Arenápolis, Diamantino e Tangará da Serra, beneficiando mais de 200 mil pessoas.

De acordo com informações repassadas pelo governo do estado, os serviços estavam totalmente parados há praticamente um ano e, para garantir a conclusão da revitalização, a SINFRA autorizou a contratação de nova empresa para executar a obra. A restauração é aguardada há mais de cinco anos pela população de Denise e vai beneficiar de forma direta mais de 10 mil pessoas.

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Infraestrutura & Logística

Aeroporto de Tangará da Serra integra pacote ligado à concessão do aeroporto de Brasília

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O leilão que definirá a gestão do Aeroporto Internacional Presidente Juscelino Kubitschek, em Brasília, terá reflexo direto em Tangará da Serra. A empresa vencedora da concessão do terminal da capital federal deverá assumir também a gestão de dez aeroportos regionais de pequeno porte, três deles em Mato Grosso.

A medida é uma estratégia do governo federal, usando um grande aeroporto rentável como “âncora” para viabilizar investimentos em aeroportos menores, dentro da mesma concessão.

Entre os terminais incluídos no pacote do leilão em Brasília está o aeroporto regional de Tangará da Serra. Também integram a lista os aeroportos de Juína e de Cáceres, igualmente em território mato-grossense.

Além desses, estão previstos aeroportos regionais em Mato Grosso do Sul — Bonito, Dourados e Três Lagoas —, dois em Goiás — São Miguel do Araguaia e Alto Paraíso —, além de Ponta Grossa, no Paraná, e Barreiras, na Bahia. Todos os terminais passaram por inspeção prévia da atual concessionária do aeroporto de Brasília, a Inframérica.

Os investimentos estimados somam cerca de R$ 500 milhões para adequar os aeroportos às operações de aeronaves e ao atendimento de passageiros.

Benefícios

Para uma cidade polo como Tangará da Serra, um aeroporto regional não é apenas uma obra de transporte. Ele funciona como infraestrutura estratégica de integração econômica, reduzindo distâncias e ampliando a capacidade de atração de negócios, fortalecendo o papel de polo regional de Tangará da Serra.

A região é fortemente baseada no agronegócio. Nesse contexto, um aeroporto regional facilita deslocamento de técnicos e executivos de empresas do setor, facilita a chegada de investidores e compradores, além de proporcionar operações corporativas rápidas.

Modelo

A gestão do Aeroporto Internacional de Brasília deverá ir a leilão no segundo semestre deste ano, após a atual concessionária, Inframérica, registrar prejuízos acumulados ao longo de anos de operação.

Os valores mínimos da concessão ainda não foram divulgados. O processo, no entanto, deverá seguir modelo semelhante ao adotado na relicitação do Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, que estabeleceu pagamento inicial de R$ 982 milhões pela outorga, além de repasse de 20% do faturamento anual e cumprimento de cronograma de investimentos em melhorias estruturais.

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