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Estimativa do IBGE eleva Tangará da Serra para 114,6 mil habitantes; MT vai a 3,9 milhões

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou na última quinta-feira (28.08) a nova estimativa populacional do Brasil. Uma vez que o censo do IBGE é realizado a cada 10 anos, as estimativas anuais representam uma medida essencial para manter atualizados parâmetros que definem o atendimento a demandas públicas e privadas na própria federação, assim como nos estados e nos municípios.

Além das políticas públicas a serem atendidas, as estimativas são importantes para definir repasses de recursos federais – como o Fundo de Participação dos Municípios (FPM), que depende diretamente da população estimada – atualizar indicadores socioeconômicos – como PIB per capita, taxas de escolarização e cobertura de serviços – e, também, para apoiar pesquisas e estudos em universidades, empresas e órgãos públicos, que se valem desses números para análises de mercado e de desenvolvimento regional.

Mato Grosso

O estudo divulgado pelo órgão federal revela um contraste interessante: enquanto o Brasil, como um todo, teve crescimento tímido de apenas 0,39%, chegando a 213 milhões e 400 mil habitantes, Mato Grosso – agora com 3,9 milhões de habitantes – mostra cidades que avançam com força, ao mesmo tempo em que outras resistem em meio ao esvaziamento.

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No âmbito do estado de Mato Grosso, esse último levantamento do IBGE mostrou que Cuiabá – a capital do estado – cresceu 1,31% entre 2024 e 2025, colocando-se entre as capitais que mais atraíram moradores no país, atrás apenas de Florianópolis e Palmas.

A campeã nacional de crescimento, contudo, foi Boa Vista, em razão da chegada de imigrantes estrangeiros, principalmente da Venezuela.

Interior

Os números das estimativas para o interior do estado revelam que apenas seis municípios mato-grossenses superam a marca de 100 mil habitantes. São eles: a capital, Cuiabá, com 691. 875 habitantes, na sequência aparece Várzea Grande com 318.922 moradores e Rondonópolis com 263.708. Depois aparece Sinop, com 223.780 habitantes, seguido por Sorriso, com 124.665, e Tangará da Serra (foto do topo), que agora tem 114.603 moradores.

Para Tangará da Serra, o novo número representa um crescimento populacional de 7,67% em relação ao último censo, em 2022. Se esse ritmo de expansão populacional persistir, somente em 2040 o município chegará a 150 mil habitantes.

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A novidade em Mato Grosso foi a inclusão oficial de Boa Esperança do Norte, a caçulinha das cidades brasileiras, que entrou no mapa do IBGE com 5.877 moradores, elevando para 5.571 o número de municípios brasileiros.

Por outro lado, Araguainha é o menor município de Mato Grosso, com apenas 997 moradores, uma das quatro no país que ainda não chegaram a mil habitantes.

(Redação EB, com Sapicuá RN)

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Uso de bicicletas elétricas e despreparo de condutores acendem alerta no trânsito

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O crescimento do uso de bicicletas elétricas nas cidades tem levantado preocupações entre os poderes e autoridades de segurança pública de Tangará da Serra. A ausência de regulamentação específica e o comportamento de parte dos condutores representam riscos de acidentes, tanto para quem utiliza esse tipo de veículo quanto para outros usuários das vias.

Entre as principais irregularidades observadas estão a condução por pessoas sem qualquer tipo de habilitação ou preparo técnico, o desrespeito às normas de trânsito — como circulação na contramão, avanço de sinal vermelho e uso indevido de faixas de pedestres —, além da falta de equipamentos de segurança. Também há registros de transporte de crianças sem proteção adequada.

Diante desse cenário, especialistas defendem a criação de legislações municipais que estabeleçam regras claras para a circulação de bicicletas elétricas, incluindo exigências de segurança e critérios de uso, como forma de reduzir acidentes e organizar o trânsito da cidade.

Fatalidade recente

Um caso recente em Tangará da Serra reforça o alerta. Uma jovem de 21 anos morreu na tarde de quarta-feira (29) em decorrência de um acidente envolvendo uma motocicleta de alta cilindrada e uma bicicleta elétrica, na avenida Ismael José do Nascimento, uma das mais movimentadas da cidade.

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A vítima seguia pela via quando houve uma colisão traseira com a bicicleta elétrica, que trafegava no mesmo sentido. Imagens de uma câmera de segurança registraram o momento do acidente.

Acidente envolvendo bicicleta elétrica resultou em acidente fatal na última quarta-feira, 29. (Foto: Reprodução Serra FM, redes sociais)

Com o impacto, a jovem foi arremessada contra um poste. Ela chegou a ser socorrida, mas veio a óbito pouco após dar entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA). A condutora da bicicleta elétrica também caiu e foi encaminhada com ferimentos ao hospital pelo Corpo de Bombeiros.

Alerta

O caso recente do acidente com vítima fatal evidencia a necessidade de maior atenção ao uso de bicicletas elétricas e reforça o debate sobre a regulamentação e a conscientização no trânsito, em um contexto de rápida expansão desse meio de transporte nas cidades.

Para o comandante do 19º Batalhão de Polícia Militar de Tangará da Serra, Tenente Coronel PM Eduardo Henrique Lana, é urgente a necessidade de regulamentação por parte do município, a fim de possibilitar que as forças de segurança realizem a devida fiscalização desses veículos e de seus condutores, bem como responsabilizem aqueles que estiverem em desconformidade com a legislação.

“Qualquer veículo, quando utilizado de forma inadequada, pode se tornar uma arma nas mãos de quem não possui a devida perícia”, observa o comandante.

Ausência de regulamentação e comportamento dos condutores representam riscos de acidentes, tanto para quem utiliza esse tipo de veículo quanto para outros usuários das vias.

O oficial destaca, ainda, que outro ponto que chama atenção é a conduta de alguns pais ou responsáveis, que estão disponibilizando esses veículos a menores de idade. “Não raramente, observa-se até mesmo crianças conduzindo motocicletas elétricas, sem o uso de equipamentos obrigatórios e, principalmente, sem qualquer preparo ou conhecimento para tal prática”, pontua.

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Regulamentação

A Resolução 996/2023 do CONTRAN (atualizada em 2026) regulamenta o uso de bicicletas elétricas no Brasil. Esses equipamentos são dotados de sistema de pedal assistido (o motor só funciona quando se pedala). Se forem enquadrados em até 1.000W e velocidade não superior a 32 km/h, não precisam de emplacamento e não há exigência de carteira nacional de habilitação para seus condutores.

Devem circular em ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas. Já nas vias de trânsito, devem circular no mesmo sentido dos carros, de preferência no canto. O descumprimento das regras, especialmente a condução de ciclomotores (que parecem bicicletas) sem CNH e placa, pode resultar em apreensão do veículo e multas.

Segundo informações apuradas pela redação, o Executivo Municipal já teria uma proposta para regulamentar o uso de bicicletas elétricas no trânsito de Tangará da Serra. A matéria, se de fato tiver prosseguimento, terá de passar pela Câmara de Vereadores.

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