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Equipe da Unemat tira dúvidas de trabalhadores que buscam o Auxílio Emergencial

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Professores e estudantes do curso de Ciências Contábeis, do campus da Unemat em Nova Mutum, estão prestando assessoria para orientar microempreendedores individuais (MEI), autônomos e trabalhadores informais em relação ao auxílio emergencial de R$ 600, autorizado por meio do Projeto de Lei 13982/2020, do Governo Federal.

Um grupo, constituído por oito professores e seis acadêmicos da Unemat em Nova Mutum, faz atendimento online aos profissionais com dúvidas no preenchimento dos formulários e cadastros, para fim de recebimento do auxílio emergencial. O benefício é destinado a desempregados e trabalhadores informais que estão sem renda durante a quarentena para combater a pandemia do Coronavírus.

A ação de extensão teve início na terça-feira (07.04) e, em apenas um dia, já atendeu 12 pessoas. O coordenador do projeto, docente da Unemat Agilson Poquiviqui, explicou que a iniciativa busca contribuir para que as pessoas não tenham que se deslocar até o banco para sanar dúvidas, evitando aglomerações.

“Muitos trabalhadores informais não têm facilidade no uso de celulares e computadores e, com isso, ficam com dúvidas no preenchimento do formulário eletrônico da Caixa. Nesses casos, acompanhamos o passo-a-passo pelo WhatsApp e vamos orientando”, disse Agilson.

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Entre as principais dúvidas, nesse primeiro dia, a demora no envio do código pelo sistema e o não aparecimento da cidade de origem na tela de confirmação dos dados. “São pequenas dificuldades que, para a pessoa mais idosa que não tem intimidade com plataformas digitais, se tornam um empecilho para a conclusão do cadastro”, explicou.

Além da assessoria para o preenchimento na plataforma digital, a equipe da Unemat também está capacitada para orientar sobre as principais dúvidas do público, entre elas: Quem tem o direito? Quais os requisitos? Como faço para acessar?

Horário de atendimento é o mesmo do expediente bancário, das 9h às 13h00. São quatro números de telefone: (65) 99997-5065, (65) 99916-5078, (65) 98103-7291 e (65) 99622-1144.

(Por: Daniele Tavares – Unemat)

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Entre exigência e escassez, Tangará da Serra enfrenta dilema na contratação de serviços

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As dificuldades enfrentadas por Tangará da Serra na execução de serviços públicos e obras de infraestrutura expõem um problema que vai além de casos pontuais: a limitação do poder público em contratar empresas com capacidade operacional compatível com as demandas do município.

Durante entrevista coletiva realizada nesta quinta-feira (16), o prefeito Vander Masson e secretários municipais reconheceram os entraves, mas afirmaram que não são exclusivos da cidade. Segundo os gestores, trata-se de uma realidade recorrente em municípios de diferentes regiões do país, marcada pela escassez de empresas consideradas confiáveis para a execução de contratos públicos.

Na prática, o cenário se reflete em falhas na coleta de lixo, atrasos em obras e necessidade de intervenções emergenciais por parte da própria administração municipal — situações que têm impacto direto na rotina da população.

Obras na Vila Goiás/Jardim Acapulco: Empresa contratada demonstrou incapacidade técnica.

Questionados sobre o rigor nos processos licitatórios, especialmente na verificação da capacidade técnica das empresas, os gestores admitiram a existência de um impasse. De um lado, a exigência por critérios mais rigorosos poderia elevar o nível das contratações. De outro, segundo relataram, o endurecimento das regras tende a reduzir a participação de empresas nos certames, resultando em licitações esvaziadas.

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O argumento evidencia um dilema estrutural: ao flexibilizar critérios para garantir concorrência, abre-se margem para a contratação de empresas que, posteriormente, demonstram dificuldades em cumprir as obrigações assumidas. Por outro lado, ao elevar o nível de exigência, o risco é não atrair interessados suficientes, comprometendo a própria realização dos serviços.

População insatisfeita e dores de cabeça para o município: Empresa contratada tem cometido falhas frequentes.

Esse equilíbrio delicado coloca o município em posição de dependência de fornecedores que, em alguns casos, não apresentam desempenho satisfatório. A consequência tem sido a recorrência de notificações, multas contratuais e, em situações mais críticas, a necessidade de rescisão e substituição das empresas — processos que, além de burocráticos, prolongam (e até podem agravar) os problemas.

No caso das obras de infraestrutura e da coleta de lixo, já há registros de medidas administrativas em andamento, incluindo abertura de processos que podem culminar na ruptura de contratos. Ainda assim, a substituição de empresas não garante, por si só, a resolução definitiva da questão, diante do cenário descrito pelos próprios gestores.

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A realidade de Tangará da Serra evidencia os limites do modelo atual de contratação pública em municípios de porte médio, especialmente em regiões afastadas dos grandes centros, onde o número de fornecedores qualificados tende a ser menor. Nesse contexto, o desafio não se restringe à fiscalização dos contratos, mas passa também pela capacidade do mercado em atender às exigências do setor público.

Enquanto o impasse persiste, os reflexos seguem perceptíveis no cotidiano da cidade, com serviços irregulares e obras que avançam em ritmo aquém do esperado.

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