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Em Tangará, Fávaro critica tarifaço de Trump e defende diálogo: “Não é imperador do mundo”

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Durante agenda oficial em Tangará da Serra na última sexta-feira (18), o Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Carlos Fávaro, criticou com veemência a decisão do presidente norte-americano Donald Trump de impor uma tarifa de 50% sobre produtos importados do Brasil. Em entrevista, Fávaro fez questão de pontuar que a medida não afeta apenas o agronegócio em larga escala, mas também compromete diretamente a agricultura familiar brasileira.

“A taxação de Trump não atinge só o Brasil. Outros países estão sendo impactados. O presidente Donald Trump foi eleito para governar os Estados Unidos, não é imperador do mundo”, disparou Fávaro. “Caso essa tarifa entre mesmo em vigor a partir de 1º de agosto, os prejuízos serão significativos, especialmente em setores sensíveis como a piscicultura, fruticultura e produção de mel, que têm forte presença na agricultura familiar”.

O ministro destacou que mais de 90% da tilápia exportada pelo Brasil tem como destino os EUA, mercado que também absorve grande parte da produção nacional de mel – considerada referência mundial em sustentabilidade. “O impacto é direto. São cadeias produtivas sustentáveis, geradoras de renda e emprego em pequenas propriedades, que estão sendo colocadas em risco”, alertou.

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A declaração na manhã de sexta, durante recepção no auditório da Delegaria Regional de Ensino (DRE) de Tangará da Serra (foto acima), que antecedeu cerimônia de entrega de máquinas e equipamentos do Programa Estratégico de Fortalecimento Estrutural de Assentamentos Rurais e Sustentabilidade da Agricultura Familiar, realizada na Agrovila 2 do Assentamento Antônio Conselheiro.

Fávaro enfatizou a necessidade de fortalecer a base produtiva nacional: “Somos líderes mundiais na produção de alimentos, mas enfrentamos uma desigualdade muito grande no campo. A agricultura familiar precisa de mais investimentos, mais capacitação e assistência técnica. Não importa o tamanho da propriedade, o que importa é garantir viabilidade e dignidade ao produtor”.

Sobre os desdobramentos diplomáticos da medida adotada por Trump, o ministro demonstrou confiança no papel do vice-presidente Geraldo Alckmin, que também responde pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. “O governo brasileiro está atento e aposta no diálogo. Confiamos na atuação do vice-presidente Alckmin e acreditamos que os 200 anos de amizade e relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos pesarão na balança da diplomacia”, concluiu.

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A fala de Fávaro reforça o posicionamento do governo federal de buscar solução pacífica para o impasse comercial, sem abrir mão da defesa dos interesses dos produtores brasileiros — grandes ou pequenos.

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Gisela recompõe chapa de Pivetta após crise e preserva estrutura da aliança

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Escolha da advogada e ex-deputada federal mantém União Brasil na vice e busca ampliar o alcance da candidatura após saída de Fábio Garcia, em meio aos reflexos políticos da Operação Heritage

A escolha de Gisela Simona (União Brasil) para a vice-governadoria na chapa de Otaviano Pivetta (Republicanos) vai além da simples substituição de Fábio Garcia. A decisão recompõe uma candidatura que precisou ser reorganizada às pressas após os desdobramentos políticos e judiciais da Operação Heritage e preserva, ao mesmo tempo, a estrutura partidária originalmente concebida para a disputa pelo Governo de Mato Grosso.

Gisela: Passagem pelo Procon e pela Câmara Federal lhe garantiu reconhecimento político e uma identidade pública própria.

Gisela foi anunciada como vice na noite de terça-feira (11), horas depois de Fábio Garcia desistir da candidatura e decidir buscar a reeleição para a Câmara dos Deputados. O deputado deixou a composição em meio às medidas cautelares decorrentes da investigação sobre um suposto esquema envolvendo cerca de R$ 308 milhões pagos pelo Estado no acordo com a operadora Oi. Entre as restrições impostas estão impedimentos de comunicação direta entre investigados, situação que atingiu Garcia, o ex-governador Mauro Mendes e o ex-chefe da Casa Civil Mauro Carvalho.

Reconstrução mantendo a base

A saída de Garcia criou para Pivetta a necessidade de uma solução rápida, mas a escolha de Gisela evitou uma alteração mais profunda no desenho político da chapa. Filiada ao União Brasil, ela preserva o espaço do partido na vice-governadoria e mantém a composição Republicanos-União Brasil, um dos pilares da aliança formada pelo grupo governista.

Pivetta: Escolha de Gisela evitou uma alteração mais profunda no desenho político da chapa.

A opção também afasta a vice da crise provocada pela Heritage. Sem vínculo com os investigados ou com os fatos sob apuração, Gisela chega à chapa sem carregar diretamente os efeitos políticos do caso que levou à necessidade de reorganização da candidatura.

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A escolha permite, assim, uma tentativa de reposicionamento da campanha: preservar a estrutura da aliança, mas substituir um nome diretamente atingido pelas consequências das medidas cautelares por outro com trajetória própria no cenário político estadual.

Mulher e representante da Baixada Cuiabana

A composição acrescenta ainda dois elementos à estratégia eleitoral. Gisela é uma mulher em uma chapa majoritária e possui trajetória política co

Vander: “Escolha de Gisela Simona foi relevante, por ela ter características importantes dentro do cenário político”.

nstruída principalmente em Cuiabá e na Baixada Cuiabana, região de peso eleitoral nas disputas estaduais.

Advogada e servidora pública de carreira, Gisela construiu projeção pública à frente do Procon Estadual e, posteriormente, exerceu mandato de deputada federal. Sua atuação política ficou associada a temas como defesa do consumidor, combate à corrupção e representação de demandas da região metropolitana da Capital.

Para o prefeito de Tangará da Serra, Vander Masson, ouvido pela reportagem, a escolha reúne características que podem complementar o perfil de Pivetta.

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“Pela informação que recebi, o pedido de renúncia da candidatura foi feito pelo próprio Fábio. Em virtude disso, creio que a escolha da Gisela Simona foi relevante, por ela ter características importantes dentro do cenário político. E que são potencializadas pela experiência profissional como advogada, superintendente efetiva do Procon, exercício no cargo de deputada federal, entre outras, que, somadas às qualidades do candidato Pivetta, se complementam para o exercício de um mandato de avanço em resultados para a população mato-grossense”, afirmou Vander, que é filiado ao União Brasil.

Patrimônio político próprio

Outro aspecto da escolha está no fato de Gisela não ser um nome inteiramente novo para o eleitorado. A passagem pelo Procon e pela Câmara Federal lhe garantiu reconhecimento político e uma identidade pública própria, construída antes da definição de sua participação na chapa.

Esse patrimônio político pode ajudar Pivetta a reorganizar a campanha em um momento de forte repercussão sobre o grupo governista. A Operação Heritage já havia provocado a saída de Garcia da vice e levado a uma série de mudanças no ambiente político da aliança.

A definição por Gisela, portanto, representa uma resposta à crise sem desmontar o arranjo partidário original. Pivetta preserva o União Brasil na vice, incorpora um perfil feminino à chapa e passa a contar com uma candidata identificada com Cuiabá e a Baixada Cuiabana.

Mais do que preencher uma vaga aberta de forma inesperada, a escolha procura devolver estabilidade à composição majoritária. Resta saber se a rápida reestruturação será suficiente para conter os efeitos políticos da Heritage e permitir que a campanha retome sua agenda original, agora com uma chapa reconstruída em meio a um dos primeiros grandes testes do processo eleitoral de 2026.

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