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Dia de Finados teve programação especial pela valorização da memória e do legado

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Conexão espiritual, reflexão, interatividade e muita emoção — tudo para valorizar a memória e o legado deixado por aqueles que partiram desta vida, mas seguem vivos no pensamento de quem ficou. Assim foi o Dia de Finados, celebrado neste domingo (02), em Tangará da Serra.

A tradicional data foi marcada por uma programação especial, sob o tema “O amor que deixamos no outro é o que nos torna eternos”, preparada pela Univida no Cemitério Parque Memorial Santa Cruz, no Jardim da Paz, no Memorial dos Pioneiros e no Distrito de Progresso.

O ensolarado domingo mostrava, logo cedo, as avenidas da Paz e das Amoreiras tomadas por veículos e um grande fluxo de público. O quadro geral de emoção contida foi emoldurado por missas, trabalhos religiosos e de acolhimento com foco na memória, na saudade e, também, na importância de celebrar a vida de quem se foi. “A morte não é o fim, mas a porta de entrada para a vida eterna com Deus”, disse o frei Maycon, que celebrou a missa da tarde no Cemitério Parque.

Dia de Finados gerou grande movimentação nas avenidas da Paz e das Amoreiras.

A educadora Mônica Ferreira dos Santos, cujo marido está sepultado no Cemitério Parque, participou diretamente das atividades. “Me senti acolhida e amparada com as atividades que acompanhei nesse lugar lindo, com todas as emoções que essa data nos traz. Estou me sentindo melhor, com muita paz no coração… Esse lugar, essas ações, tudo foi pensado para cada um de nós que viemos aqui”, disse.

Mônica Ferreira dos Santos: “Me senti acolhida e amparada”.

O frei Edinaldo Rodrigues da Silva, da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, destacou a fé e a esperança, que em um ambiente de boa acolhida e transmissão de paz, são fortalecidas no dia de Finados. “Nós acreditamos na ressurreição… Cristo disse: ‘Eu sou a ressurreição e a vida’. Ele próprio morreu na cruz e ressuscitou e nos avisa que aquele que crê também ressuscitará. Hoje estamos aqui para celebrar a memória daqueles que viveram na presença de Deus”, disse o religioso.

Frei Edinaldo: “ambiente diferenciado que nos traz a ideia de amplitude, de beleza da terra em que vivemos, de paz e tranquilidade, de descanso para a alma”

Frei Edinaldo também ressaltou a importância das atividades realizadas durante a programação de Finados, no ambiente do Cemitério Parque Memorial Santa Cruz. “Esse ambiente diferenciado indica a vida, e vimos aqui, por exemplo, atividades com plantas, que são vida, e as pessoas vêm aqui com fé e devoção, unidas nessas atividades, num ambiente diferenciado que nos traz a ideia de amplitude, de beleza da terra em que vivemos, de paz e tranquilidade, de descanso para a alma”, acrescentou.

Atividades

Além da missa vespertina, houve celebrações pela manhã no Jardim da Paz, Memorial dos Pioneiros, no próprio Cemitério Parque e, à noite, na Comunidade São Pedro, no Distrito de Progresso.

As igrejas Batista, Adventista e Universal, além de Trabalhadores Espíritas, atuaram junto ao público com acolhimento, mensagens e palavras de conforto ao longo de todo o dia.

No Cemitério Parque Memorial Santa Cruz, as atividades ao longo do dia incluíram serviços sociais e de saúde, atendimento psicológico e momentos de convivência. A Tenda da Escuta, por exemplo, contou com psicólogos para acolhimento e orientações. Em outra tenda, profissionais de saúde realizaram atendimento especializado, com aferição de pressão e glicemia, massagem e reflexologia.

Também foi destaque a Árvore da Lembrança, um espaço de convivência onde homenagens foram prestadas com a inscrição de mensagens aos entes que se foram em pequenas pedras brancas. No mesmo espaço, foram oferecidas aos visitantes oficinas de modelagem em argila e de jardinagem.

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Município passa a ter lei específica para bicicletas elétricas, patinetes e scooters

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Após aprovação pela Câmara Municipal, está em vigor em Tangará da Serra a Lei nº 7.333/2026, de 28 de maio de 2026, que regulamenta a circulação, fiscalização e estabelece definições para veículos de mobilidade individual autopropelidos, bicicletas elétricas e equipamentos congêneres no município.

A matéria, apresentada inicialmente por meio do Projeto de Lei nº 125/2026 e posteriormente aperfeiçoada pelo Substitutivo nº 17/2026, foi aprovada por unanimidade pelos vereadores e sancionada pelo Executivo Municipal. Com a nova legislação, Tangará da Serra passa a contar com regras específicas para o uso desses veículos em espaços urbanos, visando ampliar a segurança viária e disciplinar a convivência entre diferentes modais de transporte.

De acordo com a justificativa apresentada pelo Executivo, o crescimento do uso de bicicletas elétricas, patinetes e scooters na cidade evidenciou a necessidade de uma regulamentação própria, capaz de garantir maior segurança para usuários, pedestres e demais condutores, além de adequar a legislação municipal às normas nacionais de trânsito e às novas formas de mobilidade urbana.

Entre os principais pontos da lei está a definição dos veículos abrangidos pela regulamentação. O texto diferencia as bicicletas elétricas dos equipamentos de mobilidade individual autopropelidos, estabelecendo critérios técnicos relacionados à potência do motor, velocidade máxima de fabricação, dimensões e forma de acionamento do sistema de propulsão.

Lei estabelece idade mínima de 16 anos, uso obrigatório de capacete, participação em palestra ou curso de segurança e regras de trânsito.

A norma determina que a circulação desses veículos ocorra prioritariamente em ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas. Na ausência dessa infraestrutura, será permitida a circulação em vias com limite de velocidade igual ou inferior a 40 km/h, sempre no mesmo sentido do tráfego e pelo bordo direito da pista. A velocidade máxima permitida para circulação é de 20 km/h, tanto nas estruturas cicloviárias quanto nas vias autorizadas.

A legislação também proíbe a circulação em calçadas, passeios destinados a pedestres, vias arteriais e rodovias, bem como em vias com limite de velocidade superior a 40 km/h quando não houver infraestrutura cicloviária segregada.

Outro aspecto importante é a definição de requisitos obrigatórios para os condutores. A lei estabelece idade mínima de 16 anos, uso obrigatório de capacete, participação em palestra ou curso de segurança e regras de trânsito homologado pelo órgão municipal competente, além do porte de documento de identificação e comprovante fiscal do veículo, em meio físico ou digital.

Quanto à segurança dos equipamentos, passam a ser exigidos itens como velocímetro, campainha ou buzina e dispositivos de sinalização noturna. No caso das bicicletas elétricas, também são obrigatórios retrovisor do lado esquerdo e demais equipamentos previstos na regulamentação.

A lei ainda proíbe o uso de telefone celular ou qualquer dispositivo eletrônico durante a condução e restringe o transporte de passageiros aos veículos projetados para essa finalidade, observadas as especificações do fabricante.

O texto prevê fiscalização por parte do órgão municipal de trânsito, com aplicação de advertências, multas administrativas, retenção e até remoção do veículo em casos de descumprimento das normas.

Além disso, a nova legislação atribui ao Poder Executivo a responsabilidade de implementar programas de educação para o trânsito, promover campanhas de conscientização e instalar a sinalização necessária para orientar a circulação segura desses veículos no município.

Segundo a justificativa do projeto, a regulamentação acompanha uma tendência observada em diversas cidades brasileiras diante da expansão dos meios alternativos de transporte urbano, contribuindo para reduzir conflitos no trânsito, aumentar a segurança dos usuários e oferecer maior clareza jurídica sobre a utilização desses equipamentos.

(*) Leia a íntegra da Lei 7.333/2026 no PDF: LEI_ORDINARIA_N.o_7.333__DE_28_DE_MAIO_DE_2026

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Uso de bicicletas elétricas e despreparo de condutores acendem alerta no trânsito – ENFOQUE BUSINESS

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