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Dia de Feira: Temperos, condimentos e conservas são saudáveis e enriquecem a mesa

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Domingo, como reza a tradição, é dia de Feira em Tangará da Serra. E num domingo dos bons não pode faltar a boa comida. E toda boa comida exige bons temperos.

Pois, os temperos e condimentos são tradição na Feira do Produtor do Centro, que atende neste domingo (02). “O feirante conhece esse gosto especial do consumidor tangaraense e oferece uma imensa variedade de temperos, condimentos e conservas naturais”, diz o presidente da Associação dos Feirantes de Tangará da Serra, Valdeci Ferraz Aquino.

As opções são as mais variadas e são encontradas nos boxes 21-C, de Devanir Gouveia; 35-C, de Neide Ramos, e 30-D, de Eliete Gomes da Silva. São mais de 30 tipos de temperos e condimentos. A lista é grande: Alho e cebola granulados, alecrim, anis estrelado, açafrão, canela, chia, chimichurri, coentro em grão, colorau, cominho, erva-doce, gengibre, gergelim, hibisco, linhaça, louro, manjerona, manjericão, mostarda em grão, marcela, noz-moscada, orégano, páprica, pimenta-do-reino, salsa, sálvia, tempero-baiano, tomate em flocos, umburana, vinagrete desidratado e outros tantos.

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E ainda tem os boxes 13-C e 74-C, do Jeremias Garcia e da Verônica Belém, que oferecem as conservas de pimentas cambari, bodinho e malagueta, e, também, de cebola, jurubeba, maxixe, pepino, pequi, entre outras delícias.

Benefícios

Os condimentos acentuam o sabor dos alimentos e fazem bem à saúde, por isso nunca devem faltar na cozinha. Os temperos ajudam a evitar o estresse oxidativo e as inflamações causadas por fatores internos e externos, que geram doenças e aceleram o envelhecimento.

Recente pesquisa mostra que os brasileiros consideram alho (46%), cebola (19,5%) e pimenta (5,4%) como temperos indispensáveis. Na cultura gastronômica atual os consumidores tendem a optar por temperos naturais, na combinação de sabor e princípios ativos, com efeitos farmacológicos.

Os temperos naturais – como os oferecidos na Feira do Produtor do Centro – possuem ações anti-inflamatórias, antioxidantes, calmantes, estimulantes, cicatrizantes e antibióticas, ao contrário dos industrializados, que possuem altos níveis de sódio, com aromatizantes e corantes.

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Caldo de cana na Feira do Centro, um brinde à história e à geração de emprego e renda

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Amanhã, quarta-feira, é mais um dia de Feira. Em Tangará da Serra, a Feira do Produtor do Centro nos brinda todas as semanas com bebidas produzidas a partir de itens que fazem parte da História do Brasil e continuam movimentando a economia, gerando empregos e estrelando grandes negócios internacionais.

E, em se tratando de bebidas, o Brasil é um dos países com uma das maiores variedades no mundo.

É claro que quando se fala em tradição em bebidas, logo nos vem à mente o café, histórica commodity que forma uma cadeia econômica de grande peso na balança comercial do país. Lembram do “Ciclo do Café”, conteúdo que invariavelmente caía nas provas de História do Brasil e que registrou em nossas mentes o protagonismo do produto por treze décadas na atividade econômica nacional, entre os anos de 1800 e 1930?

Mas e o que falar da cana-de-açúcar? Esta gramínea (acreditem) nativa da Nova Guiné, na Oceania, chegou ao Brasil trazida pelos portugueses em no ano de 1520 e logo se transformou numa força econômica do então Brasil Colônia, sucedendo ao ciclo do pau-brasil.

Caldo na Feira

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A cana-de-açúcar – ou melhor, o caldo de cana – é uma das atrações da Feira do Produtor do Centro. No box 87-C, os feirantes Elizeu e Elivânia Grinivald servem um generoso caldo de cana, no copo, para beber na hora, ou em garrafas pet, para levar para casa.

Benéfico à saúde humana, o caldo de cana é muito útil na prevenção e tratamento da dor de garganta, resfriado e gripe. Sua natureza alcalina ajuda na luta contra o câncer (especialmente de próstata e câncer de mama), reforça o estômago, rins, coração, olhos, cérebro e órgãos sexuais.

Mas, sabores e benefícios à parte, o caldo de cana leva a uma reflexão sobre o que significou a cana-de-açúcar para o Brasil e o que ela representa hoje para o país, para Mato Grosso e para nossa região.

História e economia

Região sudoeste do estado é grande produtora de cana-de-açúcar.

O ciclo do açúcar – ou ciclo da cana-de-açúcar – foi um período da história do Brasil Colônia compreendido entre meados do século XVI e meados do século XVIII. O açúcar representou a primeira grande riqueza agrícola e industrial do Brasil e, durante muito tempo, foi a base da economia colonial e uma das maiores atividades econômicas do mundo ocidental.

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Até hoje a cana-de-açúcar encabeça um importante segmento da economia brasileira, perfazendo uma grande cadeia.

O agronegócio sucroalcooleiro fatura, direta e indiretamente, cerca de R$ 40 bilhões por ano, o que corresponde a aproximadamente 2,35% do PIB nacional. É, também, um dos setores que mais empregam no país, com mais de 3,6 milhões de empregos diretos e indiretos, e reúne mais de 72.000 agricultores.

Região polarizada por Tangará da Serra conta com quatro grandes usinas de açúcar e álcool.

Na última safra, Mato Grosso somou mais de 260 mil hectares de lavoura canavieira, com uma produtividade média de 78 toneladas/hectare, totalizando 20 milhões de toneladas e um valor de produção de R$ 1,5 bilhão, segundo dados do IBGE. Toda a cadeia da cana-de-açúcar no estado gera cerca 30 mil postos de trabalho.

Na região, as lavouras canavieiras fornecem a matéria prima para a produção de açúcar, etanol, álcool gel e, também, energia elétrica a partir da biomassa da cana.

Neste rico segmento, os destaques são as plantas industriais das usinas Uisa, em Nova Olímpia (a maior usina de álcool e açúcar do Centro Oeste do Brasil); a Barralcool, em Barra do Bugres; a Coprodia, em Campo Novo do Parecis; e a Libra, em São José do Rio Claro.

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