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Economia & Mercado

Dia das Mães: Apostando em reação, comércio atende neste sábado até às 18hs em Tangará da Serra e toda a região

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O Dia das Mães, que será comemorado no domingo (10), será o primeiro impulso para o comércio ensaiar uma reação em todo o Brasil. Em Tangará da Serra (foto acima) e região não será diferente. Afinal, a data é uma dos destaques do calendário comercial e se constitui, portanto, numa oportunidade imperdível de reação em meio ao sufoco da pandemia do novo coronavírus.

Como ocorre todos os anos, o sábado que antecede a data terá a maioria dos estabelecimentos abertos até às 18h00. Em Tangará da Serra, o horário especial foi tema de reunião entre lideranças empresarias e o Executivo Municipal, que liberou a abertura mediante alvará para funcionamento em horário especial.

Nova Olímpia

O horário estendido no comércio também acontecerá, até às 18hs, em Campo Novo do Parecis, Barra do Bugres e Nova Olímpia. Neste último município, o grande alento é a folha de salários da grande massa de trabalhadores da Usinas Itamarati, paga esta semana. Por sinal, os salários pagos pela UISA pesam tanto no comércio de Nova Olímpia que a cidade sempre permite a abertura dos seus estabelecimentos comercias até às 18hs ao sábado imediatamente seguinte ao pagamento.

Campo Novo do Parecis

Campo Novo do Parecis e Barra do Bugres, que também possuem usinas, igualmente apostam nesse efeito para amanhã, véspera do Dia das Mães.

No movimento esperado pelo comércio regional neste sábado, os calçados e confecções, eletroeletrônicos e linha branca, perfumaria e utilidades figuram no topo da preferência. Os alimentos não ficam para trás, pois no domingo das mães, o almoço é sempre especial. Resta saber como anda o bolso do consumidor.

Barra do Bugres

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Ritual que vale milhões: MT amplia venda de carne bovina halal para países muçulmanos

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Para conquistar novos mercados e ampliar sua presença no comércio internacional, frigoríficos de Mato Grosso têm intensificado os investimentos no abate halal de carne bovina, método exigido por países muçulmanos para a importação da proteína. No Brasil, 145 plantas frigoríficas possuem certificação halal, sendo 32 no estado, segundo a Fambras Halal, a maior certificadora de produtos halal da América Latina.

Halal significa permitido e, para que o processo seja certificado, é necessário seguir uma série de critérios rigorosos. Primeiro os bovinos vivos são inspecionados para garantir que estão saudáveis e o manejo é realizado de forma calma para não estressar o animal.

Depois, um profissional muçulmano treinado e certificado realiza o ritual do Zabihah, que é o abate halal, o degolador abate o animal com um corte único, profundo e rápido na região do pescoço, sendo feita a invocação do nome de Allah nesse processo. Outro procedimento é suspender a carcaça para que o sangue escoe completamente por gravidade.

Cada carcaça é então identificada, rastreada e recebe o selo halal. A carne certificada fica armazenada em local separado, para não haver nenhum tipo de contaminação cruzada e garantir a integridade do produto conforme as normas religiosas.

Em Mato Grosso, os 29 frigoríficos certificados para abate halal estão distribuídos em 22 municípios, entre eles Várzea Grande, Rondonópolis, Tangará da Serra, Sinop, Água Boa, Alta Floresta, Diamantino, Confresa, Juruena, Juara e Colíder.

Entre os principais destinos da carne bovina mato-grossense que exigem o abate halal estão mercados estratégicos como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Indonésia, Malásia, Singapura, Egito, Argélia e Turquia. O consumo mais comum da proteína bovina nesses países é feito de forma grelhada, cozida ou ensopada.

Para Mato Grosso, que detém o maior rebanho bovino do Brasil, ampliar espaço no mercado muçulmano representa grandes oportunidades de negócio. Isso porque a certificação halal agrega valor ao produto, amplia o acesso a mercados premium e fortalece a competitividade da carne mato-grossense no cenário global.

“O mercado halal é estratégico e vem crescendo de forma consistente. Mato Grosso tem trabalhado para ampliar sua presença nesses países, garantindo não só volume, mas qualidade e conformidade com as exigências internacionais. Isso abre portas e aumenta a rentabilidade de toda a cadeia produtiva”, destaca o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade.

(Thalyta Amaral – Assessoria)

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