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Saúde Pública

Covid-19: Vacina desenvolvida por cooperação Brasil-Reino Unido será testada em 50 países

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O Ministério da Saúde anunciou no final de semana avanço no acordo de cooperação Brasil – Reino Unido para a produção de vacinas contra a Covid-19 e a transferência de tecnologia para o País. O país irá auxiliar nas experiências e na produção da possível imunização desenvolvida pela Universidade de Oxford e pelo laboratório AstraZeneca.

Conhecida como ChAdOx1 nCoV-19, a vacina está na fase de testes clínicos em larga escala, que é a última etapa do processo. Até agora, nove mil pessoas já receberam doses e a pesquisa indica que ela é segura. Só falta constatar sua eficiência, que será testada em 50 mil pessoas em diferentes países, entre eles o Brasil. Com Eric Raupp e participação do professor Titular do Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia do Instituto de Ciências Básicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Paulo Michel Rê.

Previsão

Segundo o Ministério da Saúde, a previsão é de que as primeiras doses sejam disponibilizadas em dezembro deste ano e janeiro de 2021. A pasta explicou que, por essa razão, o acordo é dividido em duas fases. O ministério assumiu o risco da compra dessas primeiras doses (30 milhões de doses) mesmo sem demonstrada a eficácia. “O risco é necessário por conta do momento que vivemos e da urgência que temos da retomada de crescimento do País e de segurança pública”.

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Assim, a segunda fase do acordo prevê a encomenda de mais lotes (70 milhões de doses), no entanto isso vai depender da comprovação da eficácia e segurança da vacina para a população brasileira. Momento em que será disponibilizado para todo o País, priorizando os grupos de risco – idosos e pessoas com comorbidades, como problemas no coração, diabetes, obesidade e outras doenças.

A vacina é desenvolvida pela Universidade de Oxford e pela AstraZeneca, sendo uma das mais promissoras no mundo. No Brasil, a tecnologia será desenvolvida pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), fundação do Ministério da Saúde.

O acordo

O acordo, quando celebrado, prevê a transferência de tecnologia de formulação, o envase e o controle de qualidade. Será utilizada a previsão legal de encomenda tecnológica prevista na lei nº 10.973, de 2004, e amparada na lei de licitações, a 8.666, de 1.993. O acordo tem duas etapas. Começa com uma encomenda em que o Brasil assume também os riscos da pesquisa. Ou seja, será paga pela tecnologia mesmo não tendo os resultados dos ensaios clínicos finais.

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Em uma segunda fase, caso a vacina se mostre eficaz e segura, será ampliada a compra. Nessa fase inicial, de risco assumido, serão 30,4 milhões de doses da vacina, no valor total de U$ 127 milhões, incluídos os custos de transferência da tecnologia e do processo produtivo da Fiocruz, estimados em U$ 30 milhões. Os dois lotes a serem disponibilizados à Fiocruz, de 15,2 milhões de doses cada, deverão ser entregues em dezembro de 2020 e janeiro de 2021.

O Governo Federal considera que esse risco de pesquisa e produção é necessário devido a urgência pela busca de uma solução efetiva para manutenção da saúde pública e segurança para a retomada do crescimento brasileiro. Se a vacina for segura e eficaz e tiver o registro no Brasil, serão mais 70 milhões de doses, no valor estimado em US$ 2,30 por dose.

Com o acordo que será firmado, o Brasil se coloca na liderança do desenvolvimento da vacina contra o coronavírus. A iniciativa, assim, não apenas garante que o produto esteja à disposição, mas dará autonomia brasileira na produção.

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Saúde Pública

Covid-19: Tangará da Serra tem 267 casos ativos e média diária de 47 novos registros; Curados correspondem a 76%

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Os primeiros doze dias deste mês de julho mostram que a pandemia do novo coronavírus segue expandindo sua média diária de casos confirmados em Tangará da Serra e em todo o estado de Mato Grosso.

Na principal cidade da região sudoeste do estado, a média de novos casos diários ficou em 47,4 neste domingo (12), conforme boletim epidemiológico divulgado ao final da manhã. Ou seja, entre os dias 1º e 12 deste mês foram registrados 569 novos casos da doença entre os tangaraenses.

(Veja quadro ao final da matéria com todos os números)

Segundo boletim epidemiológico deste domingo divulgado pelo Comitê Interinstitucional de Prevenção e Monitoramento do Coronavírus, Tangará da Serra soma um total de 1.166 casos registrados desde o início da pandemia.

Recuperados somam 886, o que corresponde a um percentual de 76% de curados. Os casos ativos somam 267 (22,8% do total de casos registrados).

Entre os ativos, 252 pacientes encontram-se em isolamento domiciliar. Outros 15 pacientes estão internados, nove deles em UTI’s (05 públicas e 04 privadas) e seis em enfermarias (03 públicas e 03 privadas). Os óbitos em decorrência da covid-19 somam 13 no município. Há, ainda, 01 internado em enfermaria privada com suspeita de infecção.

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