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Comércio poderá reabrir normalmente a partir deste sábado; Camelôs, moto-táxi e bares seguem fechados

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O comércio de Tangará da Serra voltará a atender em período integral a partir deste sábado (25). A decisão foi anunciada pelo Comitê Interinstitucional de Prevenção e Monitoramento ao Coronavírus, após reunião na manhã desta sexta-feira.

A reunião teve o acompanhamento de lideranças empresariais representadas pela Associação Comercial e Empresarial (ACITS) e Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Tangará da Serra.

O decreto ainda está em redação e será divulgado agora até o final da tarde.

Segundo informações preliminares, a liberação ocorrerá de acordo com cada atividade, respeitando as normas sanitárias e outras medidas que constarão no decreto a ser assinado logo mais.

Entre estas informações consta que camelôs, moto-táxis e bares seguirão fechados. Restaurantes poderão funcionar até à meia-noite, porém, sem o tradicional ‘self service’, apenas ‘prato feito’ ou ‘executivo’, e sem comercialização de bebidas alcoólicas.

As academias também poderão abrir, estabelecendo regras próprias e seguindo o que preconiza o decreto a ser publicado. Mais informações a qualquer momento.

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Guerra segue e mercado deverá reagir com forte alta nos combustíveis e lubrificantes

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A guerra no Oriente Médio segue com reflexos diretos no mercado internacional de petróleo com tendência de forte aumento nos preços dos combustíveis e lubrificantes no Brasil. Nesta quinta-feira, o barril do petróleo tipo Brent crude oil atingiu a marca de US$ 120, em meio ao aumento das tensões envolvendo o Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de um quinto da produção mundial.

Analistas de mercado e instituições financeiras apontam que, em caso de prolongamento do conflito ou interrupção no fluxo da commodity, os preços podem subir ainda mais, elevando o custo global da energia e pressionando cadeias produtivas em diversos países.

No Brasil, os efeitos tendem a ser sentidos de forma gradual, mas inevitável. A política de preços praticada pela Petrobras acompanha as cotações internacionais, o que deve resultar em repasses ao consumidor nas próximas semanas.

Em Mato Grosso, onde a gasolina já é comercializada em torno de R$ 6,70 por litro, há o temor de que os preços ultrapassem a marca de R$ 7,00 nos postos, caso o cenário internacional se mantenha pressionado.

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O diesel, principal insumo do transporte e das atividades agrícolas, também deve registrar alta, ampliando os custos logísticos e operacionais em toda a cadeia produtiva.

Lubrificantes em alta

Além dos combustíveis, o aumento no preço do petróleo impacta diretamente os lubrificantes e outros derivados petroquímicos. Fabricantes já relatam elevação nos custos de produção, o que tende a ser repassado ao mercado.

O encarecimento desses insumos afeta desde o transporte até a manutenção de máquinas e equipamentos, ampliando o impacto econômico.

Agro sob efeito

Principal motor da economia de Mato Grosso, o agronegócio está entre os setores mais expostos à alta dos combustíveis. O aumento no preço do diesel encarece operações como plantio, colheita e transporte da produção.

O cenário se soma a um momento já desafiador para o setor, que enfrenta custos elevados e queda nos preços internacionais de commodities agrícolas.

Com margens pressionadas, produtores podem reduzir investimentos e ajustar o ritmo de produção, o que tende a refletir na economia regional.

Efeito em cadeia atingirá consumidor

O aumento nos combustíveis tem impacto direto sobre o custo do frete, o que influencia os preços de alimentos e outros produtos essenciais. A tendência é de repasse gradual ao consumidor final, contribuindo para a elevação da inflação.

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Organismos internacionais, como o Fundo Monetário Internacional, já alertam que a continuidade do conflito pode provocar desaceleração econômica global, com efeitos sobre preços, produção e consumo.

Enquanto o cenário permanece incerto, o mercado acompanha os desdobramentos da guerra e seus impactos sobre o fornecimento de petróleo, fator determinante para a evolução dos preços nas próximas semanas.

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