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Circuito Rural

Com colheita do algodão quase concluída, produtores já preparam plantio da soja

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O Circuito Rural desta sexta-feira destaca a liberação do plantio da soja com o fim do vazio sanitário.

O autor da coluna, jornalista Olmir Cividini, destaca que a  semana começou com a largada oficial do plantio de soja em Mato Grosso. Desde domingo, com o fim do vazio sanitário, está liberada a semeadura da safra 2025/26. O IMEA projeta 13 milhões de hectares cultivados – aumento de cerca de 2% em relação ao ciclo anterior. A produção, porém, deve recuar para 47 milhões de toneladas, 7% abaixo do recorde registrado no ano passado.

Em 2024, o atraso no plantio acabou beneficiando a produtividade, resultando em colheita histórica de 50,5 milhões de toneladas. O resultado reforça que há sempre muitas variáveis no caminho até a colheita.

Na região oeste – Campo Novo do Parecis, Sapezal e Campos de Júlio – o clima é de expectativa. Máquinas revisadas, sementes armazenadas e produtores atentos ao céu: a chuva é a senha para as plantadeiras entrarem em ação. Já em áreas irrigadas, o plantio começou mais cedo. Em Campos de Júlio, por exemplo, o produtor Diógenes Dors registrou o início dos trabalhos na Fazenda São Francisco, com o trator em operação e o pivô de irrigação ao fundo.

Leia mais:  Medidas de China e Rússia afetam o agro; ciclo da soja encerrado entre recordes e desafios

Enquanto a soja dá os primeiros passos, o algodão se despede do campo. Segundo o IMEA, 93% da área já foi colhida. Restam poucos talhões, e o que domina a paisagem são milhares de fardos à espera do transporte para o beneficiamento, que deve ocorrer em breve para liberar os campos ao novo ciclo.

A safra de algodão deve fechar em 7 milhões de toneladas em caroço – a maior da história de Mato Grosso. Na exportação, agosto marcou o início dos embarques da pluma, com o estado respondendo por 52% do volume nacional. Vietnã, Paquistão e Bangladesh seguem como principais destinos. O mês, contudo, foi o mais fraco em cinco anos, reflexo da cautela dos produtores diante dos preços. Ainda assim, o setor aposta em recorde de exportações até o fim do ciclo.

No campo, não há espaço para pessimismo. Cada safra é um novo recomeço. Com o plantio da soja, Mato Grosso inicia mais um ciclo de oportunidades. Se o clima ajudar, o estado poderá escrever mais um capítulo de sucesso em sua história agrícola. Que assim seja!

Leia mais:  Medidas de China e Rússia afetam o agro; ciclo da soja encerrado entre recordes e desafios

(*) Olmir Cividini é Bacharel em Comunicação Social pelo Instituto Várzea-grandense de Educação. Seus comentários estão disponíveis no Enfoque Business sempre às sextas-feiras.

No áudio abaixo, a íntegra da coluna desta sexta-feira.

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Circuito Rural

Medidas de China e Rússia afetam o agro; ciclo da soja encerrado entre recordes e desafios

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O mercado internacional sente os efeitos da suspensão temporária das exportações de fertilizantes nitrogenados pela China e pela Rússia. A medida, associada a instabilidades geopolíticas, atinge o agronegócio, com impacto direto no Brasil, que depende majoritariamente da importação desses insumos.

O tema é abordado na coluna semanal do jornalista Olmir Cividini, de Tangará da Serra.

Suspensão

China e Rússia anunciaram, em março de 2026, restrições e suspensões temporárias nas exportações de fertilizantes nitrogenados. O objetivo é garantir o abastecimento interno e conter a alta de preços durante os períodos de plantio. As medidas envolvem dois dos principais fornecedores globais e ampliam o risco de desabastecimento, além de pressionar os custos de produção agrícola, especialmente no Brasil.

  • Rússia: suspendeu as exportações de nitrato de amônio por um mês, até 21 de abril de 2026, priorizando o plantio de primavera. A medida atinge parcela relevante do comércio global do produto.
  • China: restringiu exportações de ureia, fertilizantes fosfatados (DAP e MAP) e parte dos NPK, com controle previsto até agosto de 2026. A ação busca estabilizar preços internos e garantir segurança alimentar.
  • Impacto global: a redução da oferta elevou os preços, com registros de aumento de até 40% na ureia, em patamares próximos aos observados durante a crise energética de 2022.
  • Brasil: a dependência de importações amplia o risco de desabastecimento e pressiona os custos no campo.
  • Fatores adicionais: aumento da demanda global e incertezas logísticas, incluindo restrições no Estreito de Ormuz, contribuem para o cenário.
Leia mais:  Medidas de China e Rússia afetam o agro; ciclo da soja encerrado entre recordes e desafios

Ciclo da soja encerrado

A coluna também aborda o ciclo da soja 2025/26 em Mato Grosso, encerrado com produção recorde, mas com dificuldades operacionais e pressão sobre a rentabilidade.

A colheita alcançou volumes históricos, porém o fim do ciclo foi marcado por chuvas intensas em algumas regiões, o que afetou a logística e elevou os custos.

Destaques da safra 2025/26 em Mato Grosso:

  • Produção: dados revisados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) indicam colheita de 51,56 milhões de toneladas, o maior volume já registrado no estado.
  • Área: Mato Grosso superou 3 milhões de hectares cultivados, mantendo a liderança nacional e participação superior a 30% da produção brasileira.
  • Chuvas: precipitações intensas no fim da colheita, principalmente no sudeste do estado, danificaram estradas e dificultaram o escoamento.
  • Custos: despesas com diesel e fertilizantes seguem elevadas, reduzindo as margens dos produtores em um cenário de preços ajustados.
  • Sanidade: registros de podridão de vagens na região médio-norte provocaram perdas localizadas.

Cronograma

O calendário agrícola mantém o plantio da soja em Mato Grosso até o início de janeiro, enquanto o vazio sanitário se estende até meados de setembro, período que antecede o próximo ciclo.

Leia mais:  Medidas de China e Rússia afetam o agro; ciclo da soja encerrado entre recordes e desafios

Na sequência, a íntegra da coluna de Olmir Cividini.

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