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Biológicos querem surpreender com melhores resultados nas principais culturas em Mato Grosso

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A regulamentação dos biológicos deverá sair até o final desse ano no Brasil. Essa notícia talvez seja o grande presente de Natal para o agro, que nutre grande expectativa sobre esta tecnologia de produção.

O otimismo é plenamente justificado. Os biológicos favorecem e auxiliam a germinação das sementes participando ativamente do processo de emergência das plantas, bem como no desenvolvimento completo de cada cultura instalada. Permitem raízes mais robustas e ganhos na parte aérea da planta, trazendo como maiores benefícios uma melhor sanidade e qualidade de grãos. Esse é um conjunto de fatores que reflete diretamente no potencial e ciclo da planta.

O resultado é uma maior produtividade e qualidade na produção de grãos e pluma, com destaque para a soja, milho e o algodão, bem como outros cereais, como feijão, milho pipoca e arroz.

Lavoura de soja com produtos da Bio Cerrado: Maior sanidade e projeção de aumento substancial de produtividade.

Em Tangará da Serra, a Bio Cerrado Solutions é uma empresa nova que chega no mercado com produtos diferenciados e inovadores. A empresa apresenta a linha ECO RHIZA (para solo e semente), o nutricional MIST BIO CERRADO, o biofungicida BSA Compost com 3 cepas biológicas e o fungicida IXIBIO, que se completam para um manejo eficiente no controle de doenças nas grandes culturas do País.

O Eco Rhiza, por exemplo, contém 23 espécies de micro-organismos biológicos, contando com quatro micorrizas que são novidades no Agro Brasileiro, servindo como nematicida, biofungicida, solubilizador de nutrientes e mitigação de stress hídrico.

Comparativo: Partes aérea e radicular em plantas com Eco Rhiza e Mist, à direita.

Trata-se de um combo completo que traz soluções amplas para o sucesso de uma lavoura. Como parte deste combo, o Mist, por sua vez, é um biológico nutricional que reflete diretamente no desenvolvimento da planta e traz longevidade a vida no solo, servindo como base de alimentação aos micro-organismos e às plantas. Já o BSA Compost é voltado à aplicação foliar, com micro-organismos ativos formando um conjunto de cepas biológicas para favorecer a resistência da planta ao ataque dos patógenos de parte aérea, trazendo excelente controle em DFCs, principalmente na cultura da soja, onde a planta beneficia ao longo do ciclo trazendo proteção, e favorecendo a produção de grãos com melhor qualidade. O produto faz a planta segurar a flor por mais tempo, além de permitir maior carga na vagem”, explica o engenheiro agrônomo e fundador da Bio Cerrado, Carlos Alberto Pasquini.

Pasquini: “Já temos resultados consagrados, especialmente no milho e no algodão e, agora, buscamos confirmar esses resultados na soja”.

Já o IXIBIO atua na proteção geral da planta de forma natural com composição única de extratos vegetais e polifenóis, substituindo com vantagens protetores químicos convencionais nas aplicações de fungicidas, estimulando a planta a criar resistência às doenças. Trata-se de um produto ideal para safras sob muita chuva, como a que se anuncia para este ano.

Neste mix de produtos da Bio Cerrado, inclui-se ações de ácidos húmicos e fúlvicos junto aos complexos nutricionais disponíveis em produtos exclusivos para os agricultores, com estas substâncias húmicas ficando disponíveis (absorvidas) para as plantas. “Há um ganho de quase 50% na parte radicular – algo em torno de 3 gramas contra 1,8 grama de raízes de plantas sem o produto – e um melhor desenvolvimento da parte aérea”, acrescenta Pasquini.

Bio Cerrado

A Bio Cerrado é uma empresa fundada por Carlos Alberto Pasquini e sócios, em abril desse ano, com a finalidade de oferecer no mercado bioinsumos para o manejo de pragas e doenças na agricultura e  no segmento nutricional para solos e plantas pensando em um manejo completo e tecnológico para o Agronegócio.

A empresa trabalha exclusivamente com produtos diferenciados e inovadores (biodefensivos, bioestimulantes, aminoácidos, extrato de algas, nutrientes formulados com alta tecnologia para manejo nutricional voltado à agricultura moderna (regenerativa), tendo um mix completo de produtos para aplicações aéreas e terrestres.

“Nosso objetivo é contribuir para a maior produtividade possível, obter o rendimento máximo da planta sem agredir o meio ambiente, ou seja, de forma sustentável, com menor impacto, melhor resultado e riscos minimizados em condições adversas”, afirma Pasquini.

Segundo ele, a expectativa para a região de Tangará da Serra e adjacências é obter com os biológicos da Bio Cerrado produtividades de até 80 sacas/ha, considerando variedades recorrentes, como a Sparta (Bras Max), HO Coari e Olimpo, por exemplo. “Já temos resultados consagrados, especialmente no milho e no algodão e, agora, buscamos confirmar esses resultados na soja”, pontuou o empresário.

Regulamentação

A Câmara dos Deputados aprovou na noite da última quarta-feira (27.11), o marco legal para regulamentação da produção, uso, registro, inspeção e comercialização de bioinsumos no País. O projeto de lei 658/2021, de autoria do deputado federal Zé Vitor (PL-MG), foi aprovado por unanimidade.

Agora, o texto retorna para o Senado, devendo ser apreciado na próxima semana e enviado para sanção presidencial ainda neste ano.

As regras previstas no projeto são válidas a todos os sistemas de cultivo, incluindo o convencional, o orgânico e o de base agroecológica. A regulamentação será válida para todos os bioinsumos utilizados na atividade agropecuária, incluindo os bioestimulantes, biofertilizantes e agentes biológicos de controle.

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Empresas têm mais dados e dashboards, mas continuam tomando decisões ruins

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Especialistas alertam que excesso de indicadores, baixa maturidade analítica e falhas humanas continuam comprometendo decisões estratégicas mesmo em empresas altamente digitalizadas

Empresas nunca tiveram tanto acesso a dados, relatórios em tempo real e ferramentas de monitoramento. Ainda assim, erros operacionais, decisões estratégicas equivocadas e falhas de gestão continuam frequentes, inclusive em organizações altamente digitalizadas.

O paradoxo chama a atenção de especialistas: apesar dos investimentos em analytics, automação e transformação digital, muitas empresas ainda não conseguem transformar informação em decisões eficientes.

Estimativas indicam que entre 60% e 73% dos dados gerados sequer são analisados. Ao mesmo tempo, executivos relatam dificuldade para converter indicadores em ações práticas. Para especialistas, o problema está menos na tecnologia e mais na maturidade analítica.

Dificuldades em para converter indicadores em ações práticas: problema está menos na tecnologia e mais na maturidade analítica.

“Ter acesso a dados não significa necessariamente entender o que eles estão dizendo. Muitas empresas criaram uma infraestrutura sofisticada de monitoramento, mas continuam operando sem clareza estratégica”, afirma Guilherme Francescon Cittoli, co-founder e CPO da ST-One.

Na prática, dashboards, relatórios em tempo real e métricas automatizadas podem criar uma falsa sensação de controle, principalmente em ambientes pressionados por produtividade e rapidez.

A era da “névoa de medição”

A digitalização levou empresas a medir praticamente tudo: desempenho, produtividade, vendas, comportamento do consumidor e indicadores operacionais. O problema é que nem toda métrica gera valor para o negócio.

“Muitas organizações acompanham dezenas de indicadores sem definir claramente quais realmente apoiam a tomada de decisão. Existe um risco enorme de confundir volume de informação com inteligência”, diz Giovanni Abate Neto, CTO da empresa.

Especialistas chamam esse fenômeno de “névoa de medição”, quando o excesso de indicadores dificulta a interpretação dos cenários e favorece métricas de vaidade em detrimento de dados ligados à eficiência operacional, sustentabilidade financeira e comportamento do mercado.

Liderança da ST-One: [Esquerda] Giovanni Abate Neto, Guilherme Francescon Cittolin, Rodrigo Cruz R. Gonçalves e Tiago Machado.

Tecnologia exige interpretação

Segundo os especialistas, muitas empresas investem em transformação digital antes de resolver questões de governança de dados, integração de sistemas e cultura analítica.

“Em muitos casos, as empresas passaram a acumular ferramentas sem criar processos claros para interpretar informações e transformar dados em ação”, afirma Guilherme Francescon Cittoli.

Para Giovanni Abate Neto, outro equívoco é acreditar que a automação elimina a necessidade de análise humana. “Automatizar processos não significa automatizar pensamento crítico. Ainda existe uma dependência muito grande da capacidade humana de interpretar contexto, identificar exceções e questionar padrões.”

Excesso de dados pode paralisar

Outro efeito crescente é a chamada “paralisia analítica”, quando o excesso de informação dificulta decisões rápidas. Na tentativa de reduzir riscos, lideranças acumulam relatórios, reuniões e validações, tornando os processos mais lentos.

Pesquisas mostram ainda que muitos executivos recorrem ao “feeling” para decidir, mesmo em ambientes orientados por dados. Segundo Giovanni Abate Neto, isso ocorre porque a tecnologia não elimina vieses cognitivos, que podem até ganhar aparência de precisão quando sustentados por indicadores mal interpretados.

O desafio continua sendo humano

Embora os investimentos em analytics e digitalização continuem crescendo, o principal gargalo permanece humano. Falta de alfabetização de dados, baixa capacidade analítica, excesso de indicadores e pouca integração entre áreas figuram entre os maiores desafios.

Para os especialistas, as empresas que transformarão dados em vantagem competitiva serão aquelas capazes de equilibrar tecnologia, contexto e pensamento crítico.

“O grande diferencial não está apenas em ter mais dados, mas em conseguir transformar informação em decisões mais consistentes, rápidas e sustentáveis”, conclui Guilherme Francescon Cittoli.

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