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Be8 anuncia aquisição da usina de biodiesel da União Agroindustrial em Alto Araguaia

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A Be8 anunciou semana passada (quinta, 27.11), a assinatura do contrato de aquisição da unidade de produção de biodiesel da União Agroindustrial, localizada em Alto Araguaia (MT) – antiga Fênix Biodiesel. Posicionada estrategicamente para atender as principais regiões consumidoras do Centro-Oeste, Sudeste e Nordeste, a aquisição amplia a liderança da Be8 no mercado de biodiesel, com crescimento de 16,7% na capacidade instalada, que passa a ser de 1,71 bilhão de litros por ano.

“Anunciamos mais um investimento que implementa uma parte importante da estratégia da Be8 de ampliar a área de atuação na produção de biodiesel, expandindo nossa capacidade de atendimento nacional para novos mercados com foco em atender melhor nossos clientes, sempre entregando alta qualidade, pontualidade e atendimento diferenciado, e, desta forma, seguimos expandindo nossa liderança no setor”, disse Erasmo Carlos Battistella (na foto, à esquerda, com Cidinho), Presidente da Be8, durante a assinatura do compromisso. “Esse novo passo reforça a prática do nosso propósito de construir um futuro mais sustentável, liderar a renovação energética, ajudando a preservar o nosso planeta”, completa Battistella.

Com aquisição, a Companhia reforça a posição nacional, atingindo cerca de 15% de market share e expandindo significativamente nossa presença estratégica como fornecedor de energia renovável no Brasil. A assinatura do contrato aconteceu no Mato Grosso e, agora, aguarda análise do CADE para confirmação.

“Estou muito feliz com mais essa expansão estratégica da Be8, pois tenho a certeza de que a unidade produtora de biodiesel instalada no município de Alto Araguaia estará em boas mãos e com grande potencial de crescimento. É uma satisfação acompanhá-los neste momento em que a companhia adquire mais uma unidade no Mato Grosso e se consolida como líder na produção de biodiesel no Brasil, garantindo um futuro ainda mais sólido para o setor”, afirmou o empresário Cidinho Santos, proprietário da União Agroindustrial.

Com a efetivação da operação em Alto Araguaia, a Be8 passará a contar com seis unidades produtivas no Brasil sendo as demais localizadas em Passo Fundo (RS), Marialva (PR), Nova Marilândia (MT), Floriano (PI) e Santo Antônio do Tauá (PA). No exterior, a empresa tem produção em La Paloma (Paraguai) e Domdidier (Suíça).

A Be8 tem foco global em energias renováveis para implementar novas matrizes energéticas por meio de um ecossistema circular de inovação. Com foco em uma produção que garante um futuro com recursos naturais, a empresa faz entregas sustentáveis para as pessoas, os negócios e o planeta. A empresa é integrante da holding ECB Group e foi fundada em 2005.

A unidade Alto Araguaia foi fundada em 2008 como Agrenco, passou por algumas reestruturações até ser adquirida em 2024 pelo grupo atual, com capacidade produtiva de 245 milhões de litros de biodiesel por ano.

Ampliação de capacidade

Battistella também assinou, durante a COP 30, uma Carta de Intenções para estabelecer cooperação institucional com vistas à investimentos visando a ampliação da capacidade produtiva na unidade da Be8 em Floriano (PI), assim como a instalação, no mesmo local, da segunda unidade industrial da companhia dedicada à produção do Be8 BeVant®.

O evento contou com a participação do Governador do Piauí, Rafael Fonteles, no estande da Be8 na Green Zone da COP 30. “Gostaria de agradecer ao Erasmo Carlos Battistella por confiar no Piauí e por fazer parte da transição energética, ajudando o Brasil e o mundo a descarbonizar a economia, sobretudo o setor de transporte”, disse Fonteles durante a assinatura da Carta.

Perfil da Be8

A Be8 é uma empresa líder em produção de biodiesel com foco global em energias renováveis, implementa novas matrizes energéticas por meio de um ecossistema circular de inovação. Com foco em uma produção que garante um futuro com recursos naturais, fazendo entregas sustentáveis para as pessoas, os negócios e o planeta.

A Companhia é integrante da holding ECB Group e foi fundada em 2005. A sede da Companhia fica em Passo Fundo (RS) e conta com escritórios administrativos em São Paulo (SP), em Cuiabá (MT), em Genebra, na Suíça e em Dubai (Emirados Árabes Unidos), responsáveis por comercializar a produção de Passo Fundo (RS), Marialva (PR), Nova Marilândia (MT), Floriano (PI), Santo Antônio do Tauá (PA), La Paloma (Paraguai) e Domdidier (Suíça).

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Be8 | Analítica Comunicação

Eduardo Ritschel

[email protected]

Cel.: +55 11 99688-0850

 

Marcelo Iglesias

[email protected]

Cel.: 55 11 99102-0299

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Empresas têm mais dados e dashboards, mas continuam tomando decisões ruins

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Especialistas alertam que excesso de indicadores, baixa maturidade analítica e falhas humanas continuam comprometendo decisões estratégicas mesmo em empresas altamente digitalizadas

Empresas nunca tiveram tanto acesso a dados, relatórios em tempo real e ferramentas de monitoramento. Ainda assim, erros operacionais, decisões estratégicas equivocadas e falhas de gestão continuam frequentes, inclusive em organizações altamente digitalizadas.

O paradoxo chama a atenção de especialistas: apesar dos investimentos em analytics, automação e transformação digital, muitas empresas ainda não conseguem transformar informação em decisões eficientes.

Estimativas indicam que entre 60% e 73% dos dados gerados sequer são analisados. Ao mesmo tempo, executivos relatam dificuldade para converter indicadores em ações práticas. Para especialistas, o problema está menos na tecnologia e mais na maturidade analítica.

Dificuldades em para converter indicadores em ações práticas: problema está menos na tecnologia e mais na maturidade analítica.

“Ter acesso a dados não significa necessariamente entender o que eles estão dizendo. Muitas empresas criaram uma infraestrutura sofisticada de monitoramento, mas continuam operando sem clareza estratégica”, afirma Guilherme Francescon Cittoli, co-founder e CPO da ST-One.

Na prática, dashboards, relatórios em tempo real e métricas automatizadas podem criar uma falsa sensação de controle, principalmente em ambientes pressionados por produtividade e rapidez.

A era da “névoa de medição”

A digitalização levou empresas a medir praticamente tudo: desempenho, produtividade, vendas, comportamento do consumidor e indicadores operacionais. O problema é que nem toda métrica gera valor para o negócio.

“Muitas organizações acompanham dezenas de indicadores sem definir claramente quais realmente apoiam a tomada de decisão. Existe um risco enorme de confundir volume de informação com inteligência”, diz Giovanni Abate Neto, CTO da empresa.

Especialistas chamam esse fenômeno de “névoa de medição”, quando o excesso de indicadores dificulta a interpretação dos cenários e favorece métricas de vaidade em detrimento de dados ligados à eficiência operacional, sustentabilidade financeira e comportamento do mercado.

Liderança da ST-One: [Esquerda] Giovanni Abate Neto, Guilherme Francescon Cittolin, Rodrigo Cruz R. Gonçalves e Tiago Machado.

Tecnologia exige interpretação

Segundo os especialistas, muitas empresas investem em transformação digital antes de resolver questões de governança de dados, integração de sistemas e cultura analítica.

“Em muitos casos, as empresas passaram a acumular ferramentas sem criar processos claros para interpretar informações e transformar dados em ação”, afirma Guilherme Francescon Cittoli.

Para Giovanni Abate Neto, outro equívoco é acreditar que a automação elimina a necessidade de análise humana. “Automatizar processos não significa automatizar pensamento crítico. Ainda existe uma dependência muito grande da capacidade humana de interpretar contexto, identificar exceções e questionar padrões.”

Excesso de dados pode paralisar

Outro efeito crescente é a chamada “paralisia analítica”, quando o excesso de informação dificulta decisões rápidas. Na tentativa de reduzir riscos, lideranças acumulam relatórios, reuniões e validações, tornando os processos mais lentos.

Pesquisas mostram ainda que muitos executivos recorrem ao “feeling” para decidir, mesmo em ambientes orientados por dados. Segundo Giovanni Abate Neto, isso ocorre porque a tecnologia não elimina vieses cognitivos, que podem até ganhar aparência de precisão quando sustentados por indicadores mal interpretados.

O desafio continua sendo humano

Embora os investimentos em analytics e digitalização continuem crescendo, o principal gargalo permanece humano. Falta de alfabetização de dados, baixa capacidade analítica, excesso de indicadores e pouca integração entre áreas figuram entre os maiores desafios.

Para os especialistas, as empresas que transformarão dados em vantagem competitiva serão aquelas capazes de equilibrar tecnologia, contexto e pensamento crítico.

“O grande diferencial não está apenas em ter mais dados, mas em conseguir transformar informação em decisões mais consistentes, rápidas e sustentáveis”, conclui Guilherme Francescon Cittoli.

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