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Árabes: Investimentos de US$ 10 bilhões incluem trecho da Ferrogrão entre Sinop e Miritituba

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Os árabes declararam interesse em investir US$ 10 bilhões no Brasil por meio de fundos soberanos. Os setores contemplados deverão ser, principalmente, o agronegócio e projetos de infraestrutura, entre eles a Ferrovia EF-170 (Ferrogrão), no trecho entre Sinop e o porto de Miritituba, no Pará.

A informação foi confirmada pelos ministros Onyx Lorenzoni (Casa Civil) e Ernesto Araújo (Relações Exteriores), após encontro do presidente Jair Bolsonaro, semana passada, com o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman em Riad, capital da Arábia Saudita.

De acordo com os ministros, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) autorizou a criação de conselho que ficará responsável por auxiliar nas negociações e dúvidas técnicas. O grupo deverá ser alocado na Casa Civil. O montante virá do Fundo de Investimento Público saudita (PIF).

Anúncio aconteceu durante encontro do presidente Jair Bolsonaro com o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, da Arábia Saudita.

Os trabalhos para a efetivação dos investimentos começarão “imediatamente”, segundo Onix Lorenzoni, que não confirmou prazo final para as aplicações.

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Projetos de privatizações e concessões do PPI (Parceria de Programas de Investimentos), incluindo o setor de óleo e gás, serão propagandeados para receberem fatia dos investimentos.

Onyx acrescentou que os árabes já haviam demonstrado interesse em investir na Ferrogrão, cujo projeto prevê 933 quilômetros de trilhos em sentido longitudinal, ligando Mato Grosso ao Pará para o escoamento de produtos agrícolas, transporte de combustível e produtos industrializados. O custo estimado deste projeto é de aproximadamente R$ 3 bilhões.

O ministro negou que tenha os sauditas tenham pedido contrapartida aos investimentos, justificando que os árabes, na realidade, querem acessar a América Latina a partir do Brasil. Ele afirmou que reformas promovidas pelo governo, como a da Previdência, e medidas de desburocratização foram importantes para atrair o fundo soberano.

Segundo o governo federal, o Brasil será o sexto país a receber aportes do fundo soberano saudita. Os outros são Estados Unidos, Japão, África do Sul, Rússia e França. Os ministros fizeram questão de ressaltar que o valor é o mesmo investido na Rússia e o dobro do da França.

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Aeroporto de Tangará avança em obras e pode se tornar hub regional, diz Pivetta

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Governador defende ampliação da conectividade aérea e aponta perspectiva de voos regionais; obras de readequação do terminal devem ser concluídas em novembro

O Aeroporto Regional Joaquim Aderaldo de Souza (SWTS), de Tangará da Serra, passa por obras de readequação estrutural que, segundo o governador Otaviano Pivetta, poderão preparar a unidade para assumir uma função de maior alcance na aviação regional.

Ao responder, em entrevista coletiva concedida nesta quinta-feira (10,09), sobre o futuro do aeroporto, Pivetta defendeu a transformação da unidade em referência logística, com oferta de voos para outras cidades. “A tendência é este aeroporto do município se transformar num hub regional”, afirmou.

Ao lado do prefeito de Tangará da Serra, Vander Masson, o governador declarou que o Estado pretende atuar politicamente junto ao governo federal para ressaltar a importância econômica de Tangará da Serra e da região e ampliar a conectividade aérea. Pivetta disse acreditar que a cidade poderá ter voos regionais em breve, seguindo o exemplo de outras regiões de Mato Grosso.

Obras avançam no aeroporto

O Aeroporto Joaquim Aderaldo de Souza está passando por um conjunto de intervenções na infraestrutura. A pista, com 1.500 metros de extensão por 30 metros de largura, está sendo recapeada.

Também estão em execução obras na área de taxiway, no pátio de aeronaves, além de serviços de drenagem e sinalização.

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Segundo o engenheiro responsável pela execução, João Victor Carvalho, da Guaxe Construtora, a previsão é que os trabalhos sejam concluídos em novembro.

Recapeamento da pista está em fase final. Entrega do pacote de obras está prevista para novembro.

Os investimentos somam R$ 9,3 milhões, com recursos do Governo de Mato Grosso e contrapartida do município – que ampliou e regularizou a área da unidade aeroportuária.

Após a conclusão dessa etapa, o aeroporto deverá receber ainda obras de balizamento, previstas em outro contrato firmado pelo Governo do Estado.

Para Pivetta, o conjunto de intervenções deverá melhorar as condições de pouso e decolagem e preparar o aeroporto para receber aeronaves de maior porte utilizadas em operações regionais.

Aeroporto integra concessão de Brasília

Além das obras físicas, o futuro do aeroporto está relacionado ao novo modelo de concessão do Aeroporto Internacional de Brasília. As informações foram prestadas pelo prefeito Vander Masson, na mesma entrevista coletiva em que estava o governador.

“Tangará da Serra foi incluída, junto com outros nove aeroportos regionais, no processo de repactuação da concessão de Brasília, dentro do Programa AmpliAR”, disse o gestor municipal, acrescentando que o leilão está previsto para 17 de dezembro de 2026.

Governador Otaviano Pivetta vistoriou as obras, ao lado do prefeito Vander Masson e demais autoridades locais e estaduais.

O pacote inclui, além de Tangará, os aeroportos de Juína e Cáceres, em Mato Grosso; Alto Paraíso de Goiás, Barreiras, Bonito, Dourados, Ponta Grossa, Três Lagoas e São Miguel do Araguaia.

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A proposta prevê investimentos de aproximadamente R$ 857,8 milhões nos dez aeroportos regionais, destinados à expansão, manutenção e operação das unidades. O valor ainda poderá ser ajustado após uma etapa de diagnóstico inicial, que deverá avaliar as condições físicas e fundiárias de cada aeroporto.

No Aeroporto de Brasília, a previsão é de investimentos de aproximadamente R$ 1,2 bilhão, incluindo a construção de um novo terminal internacional.

Hub depende de infraestrutura e operação

A transformação do aeroporto de Tangará da Serra em um hub regional, portanto, envolve duas frentes distintas: a conclusão das obras de infraestrutura e a definição do modelo de operação que será adotado após a nova concessão.

A melhoria da pista, taxiway, pátio, drenagem, sinalização e, posteriormente, do balizamento amplia a capacidade física da unidade. A efetiva oferta de voos, por outro lado, dependerá da operação aeroportuária e da existência de demanda comercial que sustente novas rotas.

A perspectiva apresentada pelo governador coloca o aeroporto como uma das estruturas que poderão ampliar a integração de Tangará da Serra com outras regiões, especialmente em uma área de forte atividade econômica e circulação de empresas, produtores, investidores e prestadores de serviços.

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