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Economia & Mercado

ANEEL aciona Bandeira Vermelha 2 e energia fica mais cara em agosto

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A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) anunciou o acionamento da Bandeira Vermelha no patamar 2, o que resultará em um aumento de R$ 7,87 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos durante o mês de agosto. O novo valor reflete a pressão sobre o sistema elétrico, com o custo da energia aumentando devido à escassez de chuvas e ao nível reduzido dos reservatórios das hidrelétricas.

Custo adicional será de R$ 7,87 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

Essa situação exige a ativação de fontes de geração de energia mais caras, como as usinas termelétricas, para compensar a queda na produção das hidrelétricas, que são responsáveis pela maior parte do fornecimento de energia do país. A medida vem em um contexto de alta inflação e aumento nos custos de vida, pressionando ainda mais o bolso do consumidor.

Custo da energia e medidas de economia

A alta no preço da energia é um reflexo direto da necessidade de recorrer a fontes menos eficientes e mais caras para suprir a demanda. Isso não apenas impacta as tarifas, mas também aumenta a pegada ambiental do sistema elétrico. Com isso, é fundamental adotar práticas de consumo mais consciente.

A ANEEL ressalta a importância do consumo responsável e de ações simples que podem fazer a diferença na conta de luz. Entre as principais estratégias de economia estão:

– Desligar aparelhos da tomada quando não estiverem em uso, já que muitos dispositivos consomem energia mesmo em stand-by.

– Trocar lâmpadas incandescentes por LED, que consomem até 80% menos energia.

– Evitar o uso simultâneo de vários aparelhos de alta potência, como ar-condicionado e chuveiro elétrico.

– Ajustar a temperatura do ar-condicionado para não ultrapassar 24°C, já que cada grau a menos representa até 10% a mais de consumo.

– Optar por eletrodomésticos mais eficientes, que possuem selos de eficiência energética e consomem menos energia.

Economizar energia não só ajuda a reduzir o impacto financeiro das bandeiras tarifárias, mas também contribui para a preservação dos recursos naturais e a sustentabilidade do setor elétrico, essencial para garantir um fornecimento mais estável no futuro.

A ANEEL continua a monitorar as condições do sistema e reforça a importância de manter uma postura consciente em relação ao consumo, especialmente em tempos de restrições hídricas.

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Economia & Mercado

Ritual que vale milhões: MT amplia venda de carne bovina halal para países muçulmanos

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Para conquistar novos mercados e ampliar sua presença no comércio internacional, frigoríficos de Mato Grosso têm intensificado os investimentos no abate halal de carne bovina, método exigido por países muçulmanos para a importação da proteína. No Brasil, 145 plantas frigoríficas possuem certificação halal, sendo 32 no estado, segundo a Fambras Halal, a maior certificadora de produtos halal da América Latina.

Halal significa permitido e, para que o processo seja certificado, é necessário seguir uma série de critérios rigorosos. Primeiro os bovinos vivos são inspecionados para garantir que estão saudáveis e o manejo é realizado de forma calma para não estressar o animal.

Depois, um profissional muçulmano treinado e certificado realiza o ritual do Zabihah, que é o abate halal, o degolador abate o animal com um corte único, profundo e rápido na região do pescoço, sendo feita a invocação do nome de Allah nesse processo. Outro procedimento é suspender a carcaça para que o sangue escoe completamente por gravidade.

Cada carcaça é então identificada, rastreada e recebe o selo halal. A carne certificada fica armazenada em local separado, para não haver nenhum tipo de contaminação cruzada e garantir a integridade do produto conforme as normas religiosas.

Em Mato Grosso, os 29 frigoríficos certificados para abate halal estão distribuídos em 22 municípios, entre eles Várzea Grande, Rondonópolis, Tangará da Serra, Sinop, Água Boa, Alta Floresta, Diamantino, Confresa, Juruena, Juara e Colíder.

Entre os principais destinos da carne bovina mato-grossense que exigem o abate halal estão mercados estratégicos como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Indonésia, Malásia, Singapura, Egito, Argélia e Turquia. O consumo mais comum da proteína bovina nesses países é feito de forma grelhada, cozida ou ensopada.

Para Mato Grosso, que detém o maior rebanho bovino do Brasil, ampliar espaço no mercado muçulmano representa grandes oportunidades de negócio. Isso porque a certificação halal agrega valor ao produto, amplia o acesso a mercados premium e fortalece a competitividade da carne mato-grossense no cenário global.

“O mercado halal é estratégico e vem crescendo de forma consistente. Mato Grosso tem trabalhado para ampliar sua presença nesses países, garantindo não só volume, mas qualidade e conformidade com as exigências internacionais. Isso abre portas e aumenta a rentabilidade de toda a cadeia produtiva”, destaca o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade.

(Thalyta Amaral – Assessoria)

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