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Economia & Mercado

Alta da carne é principal fator para inflação de 3,7% em 2019

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Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) projeta inflação de 3,7% para 2019 – 0,3 ponto percentual acima da previsão anterior. Para o ano que vem, a projeção de inflação é de 3,76%.

Para o instituto, um dos itens que mais contribuiu para a variação da inflação este ano foi a carne bovina. “A peste suína africana, que atingiu fortemente a China, aumentou a demanda externa por carne bovina – as exportações brasileiras do produto cresceram 30% entre setembro e outubro, fazendo com que o preço subisse 8,09% em novembro e puxando a inflação para cima. A alta acumulada de 12 meses até novembro foi de 14,4%. Com a carne bovina mais cara, a procura por aves, suínos e ovos subiu, assim como o preço dessas proteínas”, destaca o Ipea.

Diretor do Ipea: “Com a carne bovina mais cara, a procura por aves, suínos e ovos subiu, assim como o preço dessas proteínas”.

Para o diretor do Ipea, José Ronaldo Souza Júnior, esse aumento no preço das carnes deve diminuir no início do ano que vem. “O impacto maior de curto prazo no preço tende a se dissipar porque esse aumento muito grande das exportações tende a ir para um ritmo mais normal para o próximo ano. Esse impacto de curto prazo que foi de aumento do preço aqui no Brasil para ficar mais próximo do preço internacional deve se dissipar e o preço internacional não está oscilando tão fortemente como o que a gente viveu aqui”, finalizou.

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Economia & Mercado

Ritual que vale milhões: MT amplia venda de carne bovina halal para países muçulmanos

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Para conquistar novos mercados e ampliar sua presença no comércio internacional, frigoríficos de Mato Grosso têm intensificado os investimentos no abate halal de carne bovina, método exigido por países muçulmanos para a importação da proteína. No Brasil, 145 plantas frigoríficas possuem certificação halal, sendo 32 no estado, segundo a Fambras Halal, a maior certificadora de produtos halal da América Latina.

Halal significa permitido e, para que o processo seja certificado, é necessário seguir uma série de critérios rigorosos. Primeiro os bovinos vivos são inspecionados para garantir que estão saudáveis e o manejo é realizado de forma calma para não estressar o animal.

Depois, um profissional muçulmano treinado e certificado realiza o ritual do Zabihah, que é o abate halal, o degolador abate o animal com um corte único, profundo e rápido na região do pescoço, sendo feita a invocação do nome de Allah nesse processo. Outro procedimento é suspender a carcaça para que o sangue escoe completamente por gravidade.

Cada carcaça é então identificada, rastreada e recebe o selo halal. A carne certificada fica armazenada em local separado, para não haver nenhum tipo de contaminação cruzada e garantir a integridade do produto conforme as normas religiosas.

Em Mato Grosso, os 29 frigoríficos certificados para abate halal estão distribuídos em 22 municípios, entre eles Várzea Grande, Rondonópolis, Tangará da Serra, Sinop, Água Boa, Alta Floresta, Diamantino, Confresa, Juruena, Juara e Colíder.

Entre os principais destinos da carne bovina mato-grossense que exigem o abate halal estão mercados estratégicos como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Indonésia, Malásia, Singapura, Egito, Argélia e Turquia. O consumo mais comum da proteína bovina nesses países é feito de forma grelhada, cozida ou ensopada.

Para Mato Grosso, que detém o maior rebanho bovino do Brasil, ampliar espaço no mercado muçulmano representa grandes oportunidades de negócio. Isso porque a certificação halal agrega valor ao produto, amplia o acesso a mercados premium e fortalece a competitividade da carne mato-grossense no cenário global.

“O mercado halal é estratégico e vem crescendo de forma consistente. Mato Grosso tem trabalhado para ampliar sua presença nesses países, garantindo não só volume, mas qualidade e conformidade com as exigências internacionais. Isso abre portas e aumenta a rentabilidade de toda a cadeia produtiva”, destaca o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade.

(Thalyta Amaral – Assessoria)

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