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Meio Ambiente & Preservação

Água no subsolo: Tecnologia desenvolvida em Tangará da Serra é aprovada e será ampliada em Sorriso

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A instalação de drenos verticais em áreas de recarga de corpos hídricos e em bacias de contenção de estradas rurais foi aprovada e será ampliada no município de Sorriso, no médio norte de Mato Grosso.

Destinada à aceleração de infiltração da água das chuvas, a tecnologia foi desenvolvida originalmente em Tangará da Serra pelo IPAC (Instituto Pantanal Amazônia de Conservação).

Dispositivos de infiltração são instalados em caixas de captação de águas das chuvas às margens de estradas.

Na manhã de hoje, a tecnologia foi apresentada em reunião na prefeitura de Sorriso (primeira foto, acima), com as presenças do prefeito Ari Lafin e os secretários municipais de Agricultura e Meio Ambiente Marcelo Lincoln e Emerson Farias. A apresentação foi realizada pelo consultor ambiental Décio Eloi Siebert, juntamente com o professor e ex-superintendente da Itaipu Binacional Jair Kotz.

Após assistir à apresentação, o prefeito Ari Lafin determinou aos secretários presentes à reunião que seja criado imediatamente um grupo de trabalho, para buscar os mecanismos para ampliação do projeto no município, visando o aumento da disponibilidade hídrica e a readequação das estradas rurais. O Sindicato Rural de Sorriso fará parte do grupo de trabalho.

Segundo o prefeito Ari Lafin, “o objetivo deste projeto é transformar o município de Sorriso, que já é a capital mundial de produção de soja, também em capital de produção agrícola sustentável”.

O trabalho de instalação dos primeiros drenos verticais em Sorriso ocorreu em áreas de recarga de 15 nascentes da Bacia do Rio Lira, em Sorriso. O experimento foi aprovado e deverá ser implantado nas cabeceiras de todos os corpos hídricos e nas bacias de contenção das estradas rurais do município do médio norte.

Apresentação da tecnologia em Sorriso foi realizada por Décio Siebert e Jair Kotz.

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Meio Ambiente & Preservação

Queima Pé: Seguem ações de revitalização; APPs serão cercadas com recursos da ANA

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A área de cabeceiras do rio Queima Pé, em Tangará da Serra, recebeu novos trabalhos ontem (terça, 23), dentro do programa de revitalização do manancial. Os trabalhos, coordenados pelo Instituto Pantanal Amazônia de Conservação (IPAC), consistiram no plantio de mudas de espécies nativas, desobstrução do curso d’água e adequações de estradas.

Ação ambiental-educativa: Alunos de escolas municipais colaboraram no plantio de mudas.

O plantio de espécies nativas envolveu alunos do ensino fundamental das escolas municipais José Nodari e Décio Burali, pela manhã e à tarde, esgotando o estoque de 1.500 mudas fornecidas pela usina de álcool e açúcar uisa Bioenergia, que começaram a ser implantadas semana passada. Com isso, além do aspecto ambiental, o trabalho agregou valor educativo.

Quanto aos trabalhos de desobstrução do leito do rio, foram necessários para regularizar o curso das águas que vertem da nascente em direção ao seu leito original. Já as adequações de estradas consistem, em lombadas e valas de escoamento de águas pluviais para caixas de captação para evitar enxurradas e erosões.

Caíque, do IPAC, explica trabalhos de desobsrução do leito do rio.

As ações foram coordenadas pelos agrônomos Décio Siebert e Caíque Benedetti; pelo estagiário da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA-MT), Vinícius Baggio; pelos representantes da empresa Bioma Solução Ambiental, Alevino Cândido de Lima e José Neto, e pela voluntária Letícia Zílio.

Cercamento de APPs

Outro trabalho de relevância que será realizado no rio Queima Pé envolverá todo o curso do da parte alta na microbacia (5.417 hectares), que compreende a área de influência direta sobre a Estação de Captação, Tratamento e Distribuição de Água (ETA).

Trabalhos de controle de enxurradas e erosões em estradas integram os trabalhos.

Estas ações, coordenadas pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMMEA), envolverão recursos na ordem e R$ 768.776,60 mil, sendo R$ 632.082,72 oriundos da Agência Nacional de Águas (ANA) e R$ 136.693,88 mil a título de contrapartida do município.

Segundo o titular da SEMMEA, secretário Magno César Ferreira, os recursos serão destinados ao cercamento de áreas de preservação ambiental (APPs) ao longo do curso do rio e, também, a trabalhos de recuperação e conservação ambiental (PRAD – Programa de Recuperação de Áreas Degradadas), através de empresa contratada via certame licitatório.

Os recursos já estavam na conta do município e estavam parados por questões burocráticas relacionadas a acordos com os proprietários das áreas onde as ações serão implementadas. Com a assinatura da ordem de serviço pelo prefeito Vander Masson, na manhã de ontem, os trabalhos poderão ser, enfim, realizados.

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