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Meio Ambiente & Preservação

Água no subsolo: Tecnologia desenvolvida em Tangará da Serra é aprovada e será ampliada em Sorriso

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A instalação de drenos verticais em áreas de recarga de corpos hídricos e em bacias de contenção de estradas rurais foi aprovada e será ampliada no município de Sorriso, no médio norte de Mato Grosso.

Destinada à aceleração de infiltração da água das chuvas, a tecnologia foi desenvolvida originalmente em Tangará da Serra pelo IPAC (Instituto Pantanal Amazônia de Conservação).

Dispositivos de infiltração são instalados em caixas de captação de águas das chuvas às margens de estradas.

Na manhã de hoje, a tecnologia foi apresentada em reunião na prefeitura de Sorriso (primeira foto, acima), com as presenças do prefeito Ari Lafin e os secretários municipais de Agricultura e Meio Ambiente Marcelo Lincoln e Emerson Farias. A apresentação foi realizada pelo consultor ambiental Décio Eloi Siebert, juntamente com o professor e ex-superintendente da Itaipu Binacional Jair Kotz.

Após assistir à apresentação, o prefeito Ari Lafin determinou aos secretários presentes à reunião que seja criado imediatamente um grupo de trabalho, para buscar os mecanismos para ampliação do projeto no município, visando o aumento da disponibilidade hídrica e a readequação das estradas rurais. O Sindicato Rural de Sorriso fará parte do grupo de trabalho.

Segundo o prefeito Ari Lafin, “o objetivo deste projeto é transformar o município de Sorriso, que já é a capital mundial de produção de soja, também em capital de produção agrícola sustentável”.

O trabalho de instalação dos primeiros drenos verticais em Sorriso ocorreu em áreas de recarga de 15 nascentes da Bacia do Rio Lira, em Sorriso. O experimento foi aprovado e deverá ser implantado nas cabeceiras de todos os corpos hídricos e nas bacias de contenção das estradas rurais do município do médio norte.

Apresentação da tecnologia em Sorriso foi realizada por Décio Siebert e Jair Kotz.

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Meio Ambiente & Preservação

Força-tarefa realizará trabalhos de correção de erosão subterrânea na aldeia do Formoso

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O processo erosivo subterrâneo que causou o colapso do solo na área de cabeceira do córrego Bonitinho, na Aldeia Indígena do Formoso, em Tangará da Serra, motivará a mobilização de uma força-tarefa para sua correção, com ações divididas em duas fases.

A estratégia para a correção foi definida na semana passada, após vistoria na área afetada e em acompanhamento com a comunidade indígena local. Os trabalhos, propostos em reunião com os moradores, serão coordenados pelo Instituto Pantanal Amazônia de Conservação (IPAC), com anuência da Associação Haliti/Paresi, entidade representativa do povo indígena da localidade.

Ações para recuperação contam com anuência da comunidade do Formoso, expressa em reunião na última quinta-feira (30).

A reunião, coordenada pelo presidente do IPAC, Décio Eloi Siebert, e pelo representante da Associação Haliti/Paresi, Geovani Kezo, contou com a presença de membros da Brigada de Combate a Incêndios Florestais, da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA) e do Comitê da Bacia Hidrográfica (CBH) do rio Sepotuba.

Erosão provocou colapso do solo na Aldeia do Formoso, nas cabeceiras do córrego Bonitinho.

Com base no diagnóstico preliminar realizado, ficaram definidas ações em duas etapas. A primeira (Fase 1) será emergencial, com o objetivo de conter o processo erosivo por meio do plantio de cordões de gramínea “vetiver” e de mudas nativas no entorno da área afetada.

Geovani Kezo, da Associação Halitinã, participa da coordenação dos trabalhos.

Na “Fase 2” será implantado um sistema de drenagem subterrânea (imagem abaixo) para solucionar o problema de “piping”, que causou a erosão e o colapso do solo no local. Esta fase também incluirá a implantação de um sistema de restauração ecológica, com a construção de paliçadas no interior da área erodida para conter as águas pluviais e o plantio de mudas de vetiver, espécies nativas e bambu.

A força-tarefa contará com a equipe do IPAC, membros da comunidade indígena local, SEMA, CBH, além da participação de propriedades rurais vizinhas e apoio de instituições. Os trabalhos serão realizados predominantemente de forma manual, devido à fragilidade do solo na região da Aldeia do Formoso, não contando, portanto, com maquinário pesado.

Para custear as atividades operacionais, insumos, ferramentaria e outros itens necessários, serão captados recursos junto aos setores público e privado. A operação será comunicada ao Ministério Público.

Processo erosivo

O processo erosivo foi identificado após o afundamento (depressão) de uma área na cabeceira do córrego Bonitinho, afluente do rio Formoso, um dos principais da bacia do rio Sepotuba.

A falha no solo foi causada por um fenômeno erosivo conhecido como “piping” (imagem acima), um tipo de erosão interna do solo, causada pelo escoamento subterrâneo concentrado de água, que remove partículas finas do interior do maciço, formando canais tubulares (pipes) sob a superfície. Esse fenômeno ocorre principalmente em solos arenosos (como o da TI Formoso), silto-arenosos ou argilosos estruturados.

O processo erosivo tem causado o carreamento de sedimentos que estão assoreando a gruta que abriga a nascente do córrego Bonitinho (foto abaixo).

Do ponto de vista ambiental, a continuidade desse processo ameaça a estabilidade do solo, acelera a degradação da paisagem e compromete a qualidade da água disponível no entorno. O assoreamento da gruta pode, também, causar alterações irreversíveis no regime hídrico e afetar a biodiversidade associada ao microambiente local.

Sob a perspectiva sociocultural, a gruta possui valor simbólico, histórico e espiritual para o povo indígena, abrigando inscrições rupestres que podem datar de 8.000 anos (foto abaixo), o que a torna um local de importância arqueológica, histórica e científica única na região.

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