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Agronegócio & Produção

Momento Agrícola: As ‘novas’ feiras, Carne Carbono Neutro e ESG não os destaques da semana

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As grandes feiras agropecuárias e tecnológicas se reinventando. A pecuária de corte no sistema ILPF e o selo “Carne Carbono Neutro” se apresentam como novas tendências. A JBS supera a Petrobrás como empresa de maior faturamento no Brasil. As oportunidades oferecidas pelo ESG, governança e plantio em faixas de domínio.

Estes são os destaques da edição desta semana do Momento Agrícola, programa radiofônico semanal produzido e apresentado pelo produtor rural, engenheiro agrônomo e consultor Ricardo Arioli Silva e veiculado semanalmente pela rede de rádios do Agro e pelo Enfoque Business. (Link do programa ao final da matéria)

Reinvenção das Feiras

Sobre as feiras, a pandemia acabou criando um novo e moderno formato que deverá se consolidar mesmo após a superação da crise provocada pelo novo coronavírus. Um exemplo é a tradicional Expointer, no Rio Grande do Sul.

Considerada uma das feiras agropecuárias mais tradicionais da América Latina, a Expointer precisou se adaptar ao novo ‘normal’ imposto pela pandemia. A saída encontrada pelo governo do Rio Grande do Sul e pelas entidades organizadoras foi levar o evento para o ambiente digital. (Veja tela da versão digital abaixo)

(https://www.expointerdigitalagro.com.br/)

A feira começou ontem (sábado, 29) com a venda de máquinas dentro do site oficial da Expointer. O presidente do Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas do Rio Grande do Sul (Simers), Claudio Bier, conta que a plataforma online vai atender os produtores rurais sem que eles tenham que sair de casa.

Na plataforma digital, o visitante vai encontrar os expositores, navegar pelas diferentes marcas e conversar com os vendedores por meio de um chat ou em salas de reunião virtual.

Neste novo formato, o presidente do Simers espera que o setor supere os negócios realizados na Expointer de 2019, que totalizaram R$ 2,3 bilhões.

CCN

Desenvolvida pela Embrapa, a Carne Carbono Neutro (CCN) é uma certificação do gado criado em sistemas de integração do tipo silvipastoril (pecuária-floresta) ou agrossilvipastoril (lavoura-pecuária-floresta, ILPF). Nesses sistemas, as árvores neutralizam ou absorvem o metano entérico, exalado pelos animais e um dos principais gases causadores do efeito estufa.

Agora, produtos Carne Carbono Neutro chegarão ao consumidor brasileiro, por meio da linha de cortes de carne Viva, em parceria com a Marfrig. A compensação é assegurada a partir da certificação e verificação por auditorias independentes. A Marfrig é o primeiro frigorífico do país a lançar uma linha de produtos desse tipo.

Ricardo Arioli faz uma abordagem precisa sobre o assunto ainda no primeiro bloco do Momento Agrícola.

Faturamento

Aproveitando o ‘gancho carne’, Arioli destaca o ineditismo da perda da liderança da Petrobrás como empresa de maior faturamento no Brasil. No segundo trimestre deste ano (abril, maio e junho), a JBS superou a Petrobrás em faturamento, alcançando R$ 67,6 bilhões, um percentual 32,9% maior que o mesmo período do ano passado.

Enquanto isso, a Petrobrás sofreu uma retração de 30% em seu faturamento, que no segundo trimestre deste ano foi de R$ 50,9 bilhões. O motivo da queda foi justamente a crise provocada pelo novo coronavírus (redução drástica do consumo de combustíveis) e o cenário de preços do barril de petróleo, onde se inclui, além da pandemia, a concorrência internacional, especialmente entre a Arábia Saudita e a Rússia.

A carne, como produto indispensável no setor de alimentação, é uma commodity das mais valiosas no mercado internacional. “A carne representa um setor do Agro de grande valor agregado”, considerou Ricardo Arioli.

ESG

Outro assunto de relevância na edição do Momento Agrícola desta semana é o ‘ESG’, uma sigla que vem sendo incorporada à nova realidade do Agro. É um termo que está sendo cada vez mais utilizado por consultores financeiros, bancos e fundos de investimento para avaliar empresas de acordo com seus impactos e desempenho em três áreas: meio ambiente, sociedade e governança.

Melhores práticas ambientais, sociais e de governança (ESG – environmental, social and governance -, na sigla em inglês) vêm recebendo atenção mundial por estarem associadas a negócios sólidos, baixo custo de capital e melhor resiliência contra riscos associados a clima e sustentabilidade.

Neste contexto, há de se destacar a presença no Brasil da empresa americana BlackRock, que está à frente de um fundo de gestão com uma carteira de clientes de US$ 7 trilhões e presença em mais de 100 países.

Nesta edição do Momento Agrícola, Ricardo Arioli destaca o ESG que pode, na verdade, se configurar numa grande oportunidade para o Agro brasileiro, em todos os seus setores, e cita como exemplos as empresas produtoras de insumos e as traders que operam na modalidade ‘barter’ com soja, milho e algodão. “Podemos fazer deste limão uma limonada, topar o desafio e mostrar nossa sustentabilidade e a gestão das nossas propriedades. As informações que temos nos indicam que podemos ser os primeiros no ranking mundial de ESG”, observou o produtor e apresentador do Momento Agrícola.

Outras

O Momento Agrícola desta semana contém outros três blocos com mais notícias comentadas e abordagens específicas, como a ‘Sucessão Familiar em Risco, sem Transição’, com Carlos Ortiz, e ‘Plantar em Faixa de Domínio exige Licenças’, com Dr. Albenir Querubini.

Para ouvir o Momento Agrícola na íntegra, clique abaixo:

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Agronegócio & Produção

Frota encolhe e frete de grãos sobe em MT; custos em alta afetam competividade do agro

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Boletim recente do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) aponta alta nos fretes rodoviários de grãos em diversas rotas de Mato Grosso. O movimento ocorre mesmo com oferta equilibrada de cargas, indicando que a principal causa foi a diminuição na disponibilidade de caminhões.

Segundo o levantamento semanal, parte da frota deixou o estado em busca de melhores oportunidades em outras regiões do país. Com menos veículos disponíveis, as transportadoras que permaneceram ampliaram seu poder de negociação, resultando na elevação dos preços.

Entre as principais rotas monitoradas, destacam-se os trajetos de Diamantino a Rondonópolis, com média de R$ 155,00 por tonelada (+3,20%), e de Querência a Uberlândia, com média de R$ 333,70 por tonelada (+3,28%). Os dados indicam valorização do frete em um período relevante para o escoamento da produção.

De acordo com Rodrigo Silva, o cenário contraria a expectativa para o período. “Seria esperado um recuo nos preços, com o equilíbrio entre oferta e demanda após a colheita da soja 2025/26. No entanto, os valores seguem acima dos registrados no mesmo período do ano passado, influenciados principalmente pelos custos com diesel”, afirmou.

O frete representa parcela significativa dos custos da produção agropecuária em Mato Grosso, estado fortemente dependente do transporte rodoviário. Com a alta, o impacto é direto nas margens do produtor rural.

Além disso, o encarecimento logístico afeta a competitividade do estado frente a outras regiões com melhor infraestrutura ou mais próximas dos portos.

“A eficiência no escoamento da produção é determinante para a sustentabilidade econômica das propriedades e para a competitividade do estado”, destacou Silva.

(Com informações de Notícias Agrícolas)

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