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SISE/MT credencia estabelecimentos para comercialização em outros estados

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As empresas do ramo agropecuário que estiverem registradas no Serviço de Inspeção Sanitária Estadual de Mato Grosso (SISE/MT) tem a oportunidade de ampliar a comercialização de seus produtos. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) reconheceu a equivalência do SISE/MT, na categoria abatedouro-frigorífico e fábrica de laticínios, ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISBI-POA).

“Isso significa que os estabelecimentos registrados no SISE podem comercializar seus produtos em todo o território nacional. Até então, o comércio ficava restrito ao território estadual, conforme estabelecido na Lei Federal 7.889/89”, explica Fernanda Rocco, coordenadora do CISPOA no Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (INDEA MT).

O INDEA MT já possuía o reconhecimento de equivalência para a categoria de fábrica e entreposto de cárneos desde 2017. “De forma gradativa, a equipe do INDEA MT vem trabalhando para incluir novas categorias atendendo à demanda dos empresários”, diz Luiz Fernando Flamínio, presidente do Instituto.

De acordo com a coordenadora Fernanda Rocco, a ampliação proporcionará um maior incremento no desenvolvimento da cadeia agropecuária de Mato Grosso. “Haverá mais vagas de empregos por causa do aumento da produção nas indústrias, fortalecendo os pequenos e médios empresários. O consumidor também ganhará com o aumento da diversidade de produtos e com garantia de qualidade e inocuidade”, afirma.

Leia mais:  Guerra segue e mercado deverá reagir com forte alta nos combustíveis e lubrificantes

(Assessoria SEDEC-MT)

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Guerra segue e mercado deverá reagir com forte alta nos combustíveis e lubrificantes

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A guerra no Oriente Médio segue com reflexos diretos no mercado internacional de petróleo com tendência de forte aumento nos preços dos combustíveis e lubrificantes no Brasil. Nesta quinta-feira, o barril do petróleo tipo Brent crude oil atingiu a marca de US$ 120, em meio ao aumento das tensões envolvendo o Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de um quinto da produção mundial.

Analistas de mercado e instituições financeiras apontam que, em caso de prolongamento do conflito ou interrupção no fluxo da commodity, os preços podem subir ainda mais, elevando o custo global da energia e pressionando cadeias produtivas em diversos países.

No Brasil, os efeitos tendem a ser sentidos de forma gradual, mas inevitável. A política de preços praticada pela Petrobras acompanha as cotações internacionais, o que deve resultar em repasses ao consumidor nas próximas semanas.

Em Mato Grosso, onde a gasolina já é comercializada em torno de R$ 6,70 por litro, há o temor de que os preços ultrapassem a marca de R$ 7,00 nos postos, caso o cenário internacional se mantenha pressionado.

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O diesel, principal insumo do transporte e das atividades agrícolas, também deve registrar alta, ampliando os custos logísticos e operacionais em toda a cadeia produtiva.

Lubrificantes em alta

Além dos combustíveis, o aumento no preço do petróleo impacta diretamente os lubrificantes e outros derivados petroquímicos. Fabricantes já relatam elevação nos custos de produção, o que tende a ser repassado ao mercado.

O encarecimento desses insumos afeta desde o transporte até a manutenção de máquinas e equipamentos, ampliando o impacto econômico.

Agro sob efeito

Principal motor da economia de Mato Grosso, o agronegócio está entre os setores mais expostos à alta dos combustíveis. O aumento no preço do diesel encarece operações como plantio, colheita e transporte da produção.

O cenário se soma a um momento já desafiador para o setor, que enfrenta custos elevados e queda nos preços internacionais de commodities agrícolas.

Com margens pressionadas, produtores podem reduzir investimentos e ajustar o ritmo de produção, o que tende a refletir na economia regional.

Efeito em cadeia atingirá consumidor

O aumento nos combustíveis tem impacto direto sobre o custo do frete, o que influencia os preços de alimentos e outros produtos essenciais. A tendência é de repasse gradual ao consumidor final, contribuindo para a elevação da inflação.

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Organismos internacionais, como o Fundo Monetário Internacional, já alertam que a continuidade do conflito pode provocar desaceleração econômica global, com efeitos sobre preços, produção e consumo.

Enquanto o cenário permanece incerto, o mercado acompanha os desdobramentos da guerra e seus impactos sobre o fornecimento de petróleo, fator determinante para a evolução dos preços nas próximas semanas.

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