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Infraestrutura & Logística

Concessão de rodovias prevê R$ 815 milhões em investimentos no trecho Jangada-Tangará da Serra-Itanorte

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A região de Tangará da Serra será contemplada com a concessão à iniciativa privada das rodovias MT-246, MT-343, MT-358 e MT-480, nos trechos de Jangada a Itanorte, totalizando 233,2 quilômetros de extensão.

Os investimentos previstos nesse trecho são estimados em R$ 815 milhões. Com a concessão, a iniciativa privada será responsável por realizar investimentos nas obras rodoviárias dos trechos concedidos.

A informação é do governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra). O processo de de consulta púbica para concessão de três lotes de rodovias estaduais totalizam 512 quilômetros e incluem as regiões Centro-Sul (onde se inclui Tangará da Serra), Norte e Sudeste de Mato Grosso. O prazo para consulta se inicia nesta segunda-feira (04.05) e se encerra em 04 de junho.

O objetivo da consulta é colher contribuições da sociedade com relação aos estudos desenvolvidos para a realização da licitação da futura de concessão dos trechos das rodovias. A concessão prevê a prestação dos serviços públicos de conservação, recuperação, manutenção, implantação de melhorias e operação rodoviária.

Concessão prevê ao menos quatro praças de pedágio entre Itanorte e Jangada.

Um dos editais concede à iniciativa privada a administração da MT-130, no trecho de Primavera do Leste a Paranatinga, com extensão de 140,60 quilômetros. Os investimentos estimados são de R$ 306 milhões nesse trecho, que já esteve sob consulta pública em 2019, e atendendo a sugestões da sociedade os estudos foram revistos e está sendo submetido novamente para conhecimento da população.

Também será feita a concessão da MT-220, no trecho entre Tabaporã e Sinop, em uma extensão de 138,40 quilômetros.  Os investimentos estimados são da ordem de R$ 749,5 milhões, sendo que R$ 331,92 milhões serão investidos diretamente na rodovia.

O prazo de concessão é de 30 anos para cada um dos lotes e os demais estudos de modelagem técnica, econômico-financeira e jurídica, bem como as respectivas minutas de edital e contrato, que subsidiarão a futura licitação, estão disponíveis para  download  no site www.sinfra.mt.gov.br.

Para o secretário de Infraestrutura, Marcelo de Oliveira, o processo de concessão de rodovias é essencial em Mato Grosso, uma vez que o Estado tem dimensões continentais e a administração pública não possui condições orçamentárias suficientes para manter regularmente os trabalhos de manutenção de estradas.

“Depois dessa consulta pública, vamos dar início aos procedimentos para marcar a data da licitação para contratar as empresas responsáveis pela administração das rodovias. Será um reforço para o Estado e os mato-grossenses começarão a sentir os efeitos positivos da concessão e das melhorias nas rodovias em um curto espaço de tempo”, disse o secretário.

(Redação EB, com Ascom/Sinfra-MT)

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Infraestrutura & Logística

Aeroporto de Tangará da Serra integra pacote ligado à concessão do aeroporto de Brasília

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O leilão que definirá a gestão do Aeroporto Internacional Presidente Juscelino Kubitschek, em Brasília, terá reflexo direto em Tangará da Serra. A empresa vencedora da concessão do terminal da capital federal deverá assumir também a gestão de dez aeroportos regionais de pequeno porte, três deles em Mato Grosso.

A medida é uma estratégia do governo federal, usando um grande aeroporto rentável como “âncora” para viabilizar investimentos em aeroportos menores, dentro da mesma concessão.

Entre os terminais incluídos no pacote do leilão em Brasília está o aeroporto regional de Tangará da Serra. Também integram a lista os aeroportos de Juína e de Cáceres, igualmente em território mato-grossense.

Além desses, estão previstos aeroportos regionais em Mato Grosso do Sul — Bonito, Dourados e Três Lagoas —, dois em Goiás — São Miguel do Araguaia e Alto Paraíso —, além de Ponta Grossa, no Paraná, e Barreiras, na Bahia. Todos os terminais passaram por inspeção prévia da atual concessionária do aeroporto de Brasília, a Inframérica.

Os investimentos estimados somam cerca de R$ 500 milhões para adequar os aeroportos às operações de aeronaves e ao atendimento de passageiros.

Benefícios

Para uma cidade polo como Tangará da Serra, um aeroporto regional não é apenas uma obra de transporte. Ele funciona como infraestrutura estratégica de integração econômica, reduzindo distâncias e ampliando a capacidade de atração de negócios, fortalecendo o papel de polo regional de Tangará da Serra.

A região é fortemente baseada no agronegócio. Nesse contexto, um aeroporto regional facilita deslocamento de técnicos e executivos de empresas do setor, facilita a chegada de investidores e compradores, além de proporcionar operações corporativas rápidas.

Modelo

A gestão do Aeroporto Internacional de Brasília deverá ir a leilão no segundo semestre deste ano, após a atual concessionária, Inframérica, registrar prejuízos acumulados ao longo de anos de operação.

Os valores mínimos da concessão ainda não foram divulgados. O processo, no entanto, deverá seguir modelo semelhante ao adotado na relicitação do Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, que estabeleceu pagamento inicial de R$ 982 milhões pela outorga, além de repasse de 20% do faturamento anual e cumprimento de cronograma de investimentos em melhorias estruturais.

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