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Cidade ganha ecoponto no Jardim Acapulco; Outros dois deverão ser instalados no Alto da Boa Vista e na Esmeralda

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A prefeitura de Tangará da Serra liberou para uso o segundo dos quatro ecopontos projetados para instalação no perímetro urbano de Tangará da Serra. O ato simbólico foi realizado na manhã desta segunda-feira (27), com as presenças do prefeito Fábio Martins Junqueira e do diretor do Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (SAMAE) e secretário de Infraestrutura Wesley Lopes Torres.

Segundo a administração, o ecoponto tem formato ambientalmente adequado e, além de servir de alternativa para descarte de entulhos, restos de poda e outros materiais residuais secos, é um dispositivo voltado à redução dos riscos de proliferação do mosquito aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e febre chikungunya.

Wesley: Ecopontos atendem gratuitamente para destinação de resíduos secos como entulhos e podas.

 

A administração municipal planeja entregar outros dois ecopontos na cidade, estes no Alto da Boa Vista e na Grande Vila Esmeralda. “É uma opção que oferecemos à população para destinação adequada de entulhos e outros materiais que anteriormente eram depositados de forma irregular nas margens de ruas e estradas, terrenos baldios e outros locais”, disse o diretor do SAMAE, Wesley Lopes Torres. A autarquia é responsável pela gestão de resíduos sólidos no município.

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Ecoponto é gratuito

Segundo Torres, os ecopontos atendem a sociedade de forma gratuita, exceto empresas que atuam especificamente no ramo de coleta de lixo. Esses, pontua o Gestor, deverão continuar acessando o aterro sanitário. “Ecoponto é para o cidadão que precisa descartar poda de árvores, limpeza de quintais, entre outros. O serviço está à disposição da população, garantindo qualidade de vida e observando as questões ambientais”, finalizou.

(Diego Soares – Assessoria de Imprensa)

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Uso de bicicletas elétricas e despreparo de condutores acendem alerta no trânsito

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O crescimento do uso de bicicletas elétricas nas cidades tem levantado preocupações entre os poderes e autoridades de segurança pública de Tangará da Serra. A ausência de regulamentação específica e o comportamento de parte dos condutores representam riscos de acidentes, tanto para quem utiliza esse tipo de veículo quanto para outros usuários das vias.

Entre as principais irregularidades observadas estão a condução por pessoas sem qualquer tipo de habilitação ou preparo técnico, o desrespeito às normas de trânsito — como circulação na contramão, avanço de sinal vermelho e uso indevido de faixas de pedestres —, além da falta de equipamentos de segurança. Também há registros de transporte de crianças sem proteção adequada.

Diante desse cenário, especialistas defendem a criação de legislações municipais que estabeleçam regras claras para a circulação de bicicletas elétricas, incluindo exigências de segurança e critérios de uso, como forma de reduzir acidentes e organizar o trânsito da cidade.

Fatalidade recente

Um caso recente em Tangará da Serra reforça o alerta. Uma jovem de 21 anos morreu na tarde de quarta-feira (29) em decorrência de um acidente envolvendo uma motocicleta de alta cilindrada e uma bicicleta elétrica, na avenida Ismael José do Nascimento, uma das mais movimentadas da cidade.

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A vítima seguia pela via quando houve uma colisão traseira com a bicicleta elétrica, que trafegava no mesmo sentido. Imagens de uma câmera de segurança registraram o momento do acidente.

Acidente envolvendo bicicleta elétrica resultou em acidente fatal na última quarta-feira, 29. (Foto: Reprodução Serra FM, redes sociais)

Com o impacto, a jovem foi arremessada contra um poste. Ela chegou a ser socorrida, mas veio a óbito pouco após dar entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA). A condutora da bicicleta elétrica também caiu e foi encaminhada com ferimentos ao hospital pelo Corpo de Bombeiros.

Alerta

O caso recente do acidente com vítima fatal evidencia a necessidade de maior atenção ao uso de bicicletas elétricas e reforça o debate sobre a regulamentação e a conscientização no trânsito, em um contexto de rápida expansão desse meio de transporte nas cidades.

Para o comandante do 19º Batalhão de Polícia Militar de Tangará da Serra, Tenente Coronel PM Eduardo Henrique Lana, é urgente a necessidade de regulamentação por parte do município, a fim de possibilitar que as forças de segurança realizem a devida fiscalização desses veículos e de seus condutores, bem como responsabilizem aqueles que estiverem em desconformidade com a legislação.

“Qualquer veículo, quando utilizado de forma inadequada, pode se tornar uma arma nas mãos de quem não possui a devida perícia”, observa o comandante.

Ausência de regulamentação e comportamento dos condutores representam riscos de acidentes, tanto para quem utiliza esse tipo de veículo quanto para outros usuários das vias.

O oficial destaca, ainda, que outro ponto que chama atenção é a conduta de alguns pais ou responsáveis, que estão disponibilizando esses veículos a menores de idade. “Não raramente, observa-se até mesmo crianças conduzindo motocicletas elétricas, sem o uso de equipamentos obrigatórios e, principalmente, sem qualquer preparo ou conhecimento para tal prática”, pontua.

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Regulamentação

A Resolução 996/2023 do CONTRAN (atualizada em 2026) regulamenta o uso de bicicletas elétricas no Brasil. Esses equipamentos são dotados de sistema de pedal assistido (o motor só funciona quando se pedala). Se forem enquadrados em até 1.000W e velocidade não superior a 32 km/h, não precisam de emplacamento e não há exigência de carteira nacional de habilitação para seus condutores.

Devem circular em ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas. Já nas vias de trânsito, devem circular no mesmo sentido dos carros, de preferência no canto. O descumprimento das regras, especialmente a condução de ciclomotores (que parecem bicicletas) sem CNH e placa, pode resultar em apreensão do veículo e multas.

Segundo informações apuradas pela redação, o Executivo Municipal já teria uma proposta para regulamentar o uso de bicicletas elétricas no trânsito de Tangará da Serra. A matéria, se de fato tiver prosseguimento, terá de passar pela Câmara de Vereadores.

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