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Diesel tem redução de 10% no preço a partir de hoje; Consumidores aguardam reflexo nas bombas

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O preço do óleo diesel será reduzido em 10% já a partir desta segunda-feira (27.04), segundo informou neste final de semana a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom).

A entidade revela que a Petrobras já notificou as distribuidoras sobre a redução, que acontece em uma semana em que o petróleo tipo WTI atingiu baixa histórica e o tipo Brent ultrapassou para baixo a barreira dos US$ 20 o barril.

O preço do líquido fóssil sofreu forte queda a ponto de ficar com preço negativo na bolsa de valores, já que a indústria petrolífera não parou de produzir e acabou ficando sem ter onde estocar a produção.

Na sexta-feira, 24, no entanto, os contratos para junho da commodity ensaiaram recuperação, se mantendo porém em cotações deprimidas. O WTI subiu 2,67%, cotado a US$ 16,94/barril e o Brent a US$ 21,44/barril, em alta de 0,52%. Porém, especialistas preveem uma possibilidade que poderá ser ainda mais aterrorizante para o setor petrolífero já em maio, quando o petróleo poderá apresentar preços de -100 dólares.

Leia mais:  Guerra segue e mercado deverá reagir com forte alta nos combustíveis e lubrificantes

A queda do diesel e de outros derivados de petróleo acompanham a derrocada do preço do petróleo desde o início da pandemia do coronavírus, que afetou drasticamente a demanda global. No Brasil, a queda de consumo do diesel é da ordem de 22% desde o início da pandemia.

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Guerra segue e mercado deverá reagir com forte alta nos combustíveis e lubrificantes

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A guerra no Oriente Médio segue com reflexos diretos no mercado internacional de petróleo com tendência de forte aumento nos preços dos combustíveis e lubrificantes no Brasil. Nesta quinta-feira, o barril do petróleo tipo Brent crude oil atingiu a marca de US$ 120, em meio ao aumento das tensões envolvendo o Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de um quinto da produção mundial.

Analistas de mercado e instituições financeiras apontam que, em caso de prolongamento do conflito ou interrupção no fluxo da commodity, os preços podem subir ainda mais, elevando o custo global da energia e pressionando cadeias produtivas em diversos países.

No Brasil, os efeitos tendem a ser sentidos de forma gradual, mas inevitável. A política de preços praticada pela Petrobras acompanha as cotações internacionais, o que deve resultar em repasses ao consumidor nas próximas semanas.

Em Mato Grosso, onde a gasolina já é comercializada em torno de R$ 6,70 por litro, há o temor de que os preços ultrapassem a marca de R$ 7,00 nos postos, caso o cenário internacional se mantenha pressionado.

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O diesel, principal insumo do transporte e das atividades agrícolas, também deve registrar alta, ampliando os custos logísticos e operacionais em toda a cadeia produtiva.

Lubrificantes em alta

Além dos combustíveis, o aumento no preço do petróleo impacta diretamente os lubrificantes e outros derivados petroquímicos. Fabricantes já relatam elevação nos custos de produção, o que tende a ser repassado ao mercado.

O encarecimento desses insumos afeta desde o transporte até a manutenção de máquinas e equipamentos, ampliando o impacto econômico.

Agro sob efeito

Principal motor da economia de Mato Grosso, o agronegócio está entre os setores mais expostos à alta dos combustíveis. O aumento no preço do diesel encarece operações como plantio, colheita e transporte da produção.

O cenário se soma a um momento já desafiador para o setor, que enfrenta custos elevados e queda nos preços internacionais de commodities agrícolas.

Com margens pressionadas, produtores podem reduzir investimentos e ajustar o ritmo de produção, o que tende a refletir na economia regional.

Efeito em cadeia atingirá consumidor

O aumento nos combustíveis tem impacto direto sobre o custo do frete, o que influencia os preços de alimentos e outros produtos essenciais. A tendência é de repasse gradual ao consumidor final, contribuindo para a elevação da inflação.

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Organismos internacionais, como o Fundo Monetário Internacional, já alertam que a continuidade do conflito pode provocar desaceleração econômica global, com efeitos sobre preços, produção e consumo.

Enquanto o cenário permanece incerto, o mercado acompanha os desdobramentos da guerra e seus impactos sobre o fornecimento de petróleo, fator determinante para a evolução dos preços nas próximas semanas.

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