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Hospital Regional deverá ter gestão por consórcio intermunicipal ou empresa terceirizada

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Com as obras de construção dentro do cronograma previsto, o Hospital Regional de Tangará da Serra deverá entrar em funcionamento em 2027. Considerada uma das principais obras da saúde pública em Mato Grosso, a unidade ampliará significativamente a oferta de atendimentos de média e alta complexidade para Tangará da Serra e municípios da região.

Paralelamente ao avanço das obras, o Governo do Estado trabalha para definir o modelo de gestão do hospital. A decisão exigirá uma articulação cuidadosa, já que a unidade contará com 151 leitos, entre eles 40 de UTI (adulto, pediátrica e neonatal), destinados ao atendimento de casos de média e alta complexidade.

Em recente entrevista ao programa Primeira Hora, da Rádio Serra FM, o governador Otaviano Pivetta afirmou que a prioridade é transferir a gestão da futura unidade para um consórcio regional de municípios, seguindo modelos já adotados em outras regiões do Estado.

“Estamos trabalhando duas frentes. Uma é o consórcio dos municípios, onde está organizado. (…) Pactuamos com Norte e Araguaia. O Hospital de Confresa será tocado pelo consórcio. Norte e Araguaia são dois consórcios que se uniram e totalizam aproximadamente 150 mil habitantes. Todos os prefeitos, de 13 municípios, aceitaram se unir para tocar o hospital. Copiando o que está sendo feito na região Médio-Norte do Estado. Em Sinop já entregamos o hospital para o Consórcio Teles Pires, formado por 16 municípios e quase 500 mil habitantes. Então é importante organizarmos também o consórcio de Tangará da Serra e região para, se possível, os prefeitos assumirem a gestão do hospital”, afirmou.

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Segundo Pivetta, caso esse modelo não seja viabilizado, uma segunda alternativa é terceirizar a administração da unidade. Entre as modalidades existentes estão as Organizações Sociais de Saúde (OSS) e as Parcerias Público-Privadas (PPPs). Em ambos os casos, a gestão é realizada por entidades privadas mediante contrato com o poder público, estabelecendo metas de atendimento, qualidade e desempenho.

Modelos

Hospitais como o Hospital de Base e o Hospital Regional de Santa Maria, ambos no Distrito Federal, utilizam modelos de gestão terceirizada, assim como unidades hospitalares em estados como São Paulo, Bahia, Tocantins e Rio Grande do Sul.

Nesse modelo, as entidades gestoras possuem maior autonomia para contratar profissionais, adquirir insumos e organizar os processos administrativos. Em contrapartida, o repasse de recursos públicos está condicionado ao cumprimento de metas previamente estabelecidas em contrato.

Dados divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo apontam que hospitais administrados por Organizações Sociais apresentam, em média, produtividade superior e custos operacionais menores em comparação com unidades geridas diretamente pelo Estado.

Confirmação

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Na mesma entrevista concedida à emissora tangaraense, o governador Otaviano Pivetta confirmou que a expectativa é colocar o Hospital Regional em funcionamento a partir de 2027. Segundo ele, a intenção é concluir a obra civil e iniciar imediatamente a fase de instalação dos equipamentos.

Em fase final de obras, Hospital Regional de Tangará da Serra será referência em média e alta complexidade, contando com 151 leitos (incluindo 40 de UTI adulto, pediátrico e neonatal).

Além da estrutura hospitalar, a implantação da unidade exigirá investimentos complementares em infraestrutura urbana, especialmente nas áreas de mobilidade e saneamento básico.

A obra de pavimentação da via marginal que dará acesso ao hospital já conta com recursos assegurados, viabilizados por articulação do deputado estadual Chico Guarnieri. Segundo Pivetta, o Estado formalizará um convênio com o Município para a execução da intervenção.

“Já está autorizado o convênio e vamos assiná-lo em breve para que o Município construa esse acesso ao novo Hospital Regional”, afirmou.

Quanto ao sistema de saneamento, o Hospital Regional seguirá as exigências da Resolução RDC nº 222/2018, da Anvisa, para o gerenciamento de resíduos dos serviços de saúde.

A unidade contará com estrutura própria para segregação e tratamento de efluentes hospitalares, incluindo uma Estação de Tratamento de Efluentes (ETE). O sistema prevê o tratamento dos resíduos líquidos por etapas — primária, secundária e de desinfecção, normalmente com cloro ou radiação ultravioleta — antes da liberação para a rede coletora, em conformidade com a legislação ambiental e sanitária.

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Barra do Bugres: suspeitos tentam incendiar maquinários; Polícia busca responsáveis

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Uma tentativa de incêndio foi registrada na noite de terça-feira (30) no pátio da Secretaria Municipal de Obras, em Barra do Bugres. Suspeitos invadiram o barracão onde ficam estacionados veículos e maquinários da Prefeitura e lançaram artefatos incendiários contra o local.

Segundo relato do vigia de plantão, por volta das 21h, o comportamento incomum de cães nas proximidades chamou sua atenção. Ao verificar a situação, ele encontrou um princípio de incêndio no interior do pátio e acionou ajuda para conter as chamas.

De acordo com as informações levantadas no local, foram encontrados três artefatos incendiários improvisados, do tipo conhecido como “coquetel molotov”, associados a frascos de aerossol. Apesar da tentativa, o fogo não atingiu diretamente os veículos e equipamentos armazenados no barracão.

Como medida preventiva, a Secretaria Municipal de Obras retirou caminhões e maquinários pesados do local durante a madrugada, diante da possibilidade de uma nova ação.

A Polícia Militar e a Polícia Civil atenderam a ocorrência e iniciaram as investigações. A perícia deverá analisar os vestígios deixados no local, incluindo os artefatos utilizados na tentativa de incêndio, em busca de elementos que possam auxiliar na identificação dos responsáveis.

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Os investigadores também solicitaram imagens de câmeras de monitoramento instaladas na região e nas proximidades do prédio público para reconstituir a dinâmica da ocorrência e identificar a rota utilizada pelos suspeitos.

Até o fechamento desta matéria, a motivação da ação era desconhecida e não havia informação sobre suspeitos identificados ou presos.

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