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Sistema Sepotuba: SAMAE redefine prazo de entrega das obras para dezembro

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As obras de captação e adução de água bruta do rio Sepotuba, para tratamento na ETA Queima Pé, em Tangará da Serra, têm novo prazo de conclusão. Segundo o diretor do Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (SAMAE), Marcos Scolari, a entrega está agora prevista para dezembro deste ano.

Esta é a terceira reprogramação de prazo desde o início da execução do projeto. Na assinatura da ordem de serviço, em julho de 2023, o prefeito Vander Masson e o diretor Marcos Scolari haviam anunciado a entrega para maio de 2024. Posteriormente, o cronograma foi alterado para agosto de 2024, a pedido da empresa responsável, Uniko Engenharia, por questões técnicas. Mais tarde, foi adiado novamente, para maio de 2025. A meta da administração municipal e do SAMAE era concluir as obras durante as comemorações dos 49 anos de emancipação do município.

Prefeito Vander Masson e diretor do Samae, Marcos Scolari, projetam entrega das obras em dezembro desse ano.

A mais recente redefinição, para dezembro de 2025, foi confirmada ao Enfoque Business por Marcos Scolari. Ele informou que os trabalhos estão na fase final de execução dos sistemas elétrico e de automação. “Na sequência, iniciaremos os testes de bombeamento”, afirmou, acrescentando que não houve alteração na planilha de custos.

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Obras

O Sistema Sepotuba contempla uma estação elevatória de água bruta com três conjuntos de motobombas, capacidade de captação e bombeamento de 375 litros por segundo, além de sistema elétrico e adutora. O investimento é de R$ 42 milhões, com recursos próprios.

Tubulação já foi instalada. Parte final envolve sistema elétrico e de automação.

Paralelamente, o município aplicará outros R$ 55 milhões, com recursos próprios, para ampliar as estruturas de tratamento, distribuição e armazenamento de água com três reservatórios de três milhões de litros cada. O edital de licitação destas obras já foi publicado, com o certame programado para 10 de novembro próximo.

Além dessas obras, o Samae já licitou e emitiu ordem de serviço para o alteamento da represa Sitna, a maior lagoa de água bruta da ETA Queima Pé. Com essa intervenção, haverá uma ampliação significativa na reservação de água do complexo.

A ampliação no sistema de tratamento será feita em duas etapas. A primeira acrescentará 150 litros por segundo à capacidade atual. A segunda terá o mesmo volume, elevando a produção da ETA Queima Pé para 600 litros por segundo.

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De acordo com Scolari, a meta é garantir o abastecimento em 100% das residências de Tangará da Serra.

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Uso de bicicletas elétricas e despreparo de condutores acendem alerta no trânsito

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O crescimento do uso de bicicletas elétricas nas cidades tem levantado preocupações entre os poderes e autoridades de segurança pública de Tangará da Serra. A ausência de regulamentação específica e o comportamento de parte dos condutores representam riscos de acidentes, tanto para quem utiliza esse tipo de veículo quanto para outros usuários das vias.

Entre as principais irregularidades observadas estão a condução por pessoas sem qualquer tipo de habilitação ou preparo técnico, o desrespeito às normas de trânsito — como circulação na contramão, avanço de sinal vermelho e uso indevido de faixas de pedestres —, além da falta de equipamentos de segurança. Também há registros de transporte de crianças sem proteção adequada.

Diante desse cenário, especialistas defendem a criação de legislações municipais que estabeleçam regras claras para a circulação de bicicletas elétricas, incluindo exigências de segurança e critérios de uso, como forma de reduzir acidentes e organizar o trânsito da cidade.

Fatalidade recente

Um caso recente em Tangará da Serra reforça o alerta. Uma jovem de 21 anos morreu na tarde de quarta-feira (29) em decorrência de um acidente envolvendo uma motocicleta de alta cilindrada e uma bicicleta elétrica, na avenida Ismael José do Nascimento, uma das mais movimentadas da cidade.

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A vítima seguia pela via quando houve uma colisão traseira com a bicicleta elétrica, que trafegava no mesmo sentido. Imagens de uma câmera de segurança registraram o momento do acidente.

Acidente envolvendo bicicleta elétrica resultou em acidente fatal na última quarta-feira, 29. (Foto: Reprodução Serra FM, redes sociais)

Com o impacto, a jovem foi arremessada contra um poste. Ela chegou a ser socorrida, mas veio a óbito pouco após dar entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA). A condutora da bicicleta elétrica também caiu e foi encaminhada com ferimentos ao hospital pelo Corpo de Bombeiros.

Alerta

O caso recente do acidente com vítima fatal evidencia a necessidade de maior atenção ao uso de bicicletas elétricas e reforça o debate sobre a regulamentação e a conscientização no trânsito, em um contexto de rápida expansão desse meio de transporte nas cidades.

Para o comandante do 19º Batalhão de Polícia Militar de Tangará da Serra, Tenente Coronel PM Eduardo Henrique Lana, é urgente a necessidade de regulamentação por parte do município, a fim de possibilitar que as forças de segurança realizem a devida fiscalização desses veículos e de seus condutores, bem como responsabilizem aqueles que estiverem em desconformidade com a legislação.

“Qualquer veículo, quando utilizado de forma inadequada, pode se tornar uma arma nas mãos de quem não possui a devida perícia”, observa o comandante.

Ausência de regulamentação e comportamento dos condutores representam riscos de acidentes, tanto para quem utiliza esse tipo de veículo quanto para outros usuários das vias.

O oficial destaca, ainda, que outro ponto que chama atenção é a conduta de alguns pais ou responsáveis, que estão disponibilizando esses veículos a menores de idade. “Não raramente, observa-se até mesmo crianças conduzindo motocicletas elétricas, sem o uso de equipamentos obrigatórios e, principalmente, sem qualquer preparo ou conhecimento para tal prática”, pontua.

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Regulamentação

A Resolução 996/2023 do CONTRAN (atualizada em 2026) regulamenta o uso de bicicletas elétricas no Brasil. Esses equipamentos são dotados de sistema de pedal assistido (o motor só funciona quando se pedala). Se forem enquadrados em até 1.000W e velocidade não superior a 32 km/h, não precisam de emplacamento e não há exigência de carteira nacional de habilitação para seus condutores.

Devem circular em ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas. Já nas vias de trânsito, devem circular no mesmo sentido dos carros, de preferência no canto. O descumprimento das regras, especialmente a condução de ciclomotores (que parecem bicicletas) sem CNH e placa, pode resultar em apreensão do veículo e multas.

Segundo informações apuradas pela redação, o Executivo Municipal já teria uma proposta para regulamentar o uso de bicicletas elétricas no trânsito de Tangará da Serra. A matéria, se de fato tiver prosseguimento, terá de passar pela Câmara de Vereadores.

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