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Como engajar e reter vendedores: pesquisa revela impacto da falta de reconhecimento

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Pesquisa mostra que 48% dos vendedores consideram sair da empresa por falta de reconhecimento, e especialistas apontam a importância de metas claras, feedbacks constantes e cultura de confiança.

Uma pesquisa realizada pela consultoria Gallup apontou que 48% dos profissionais de vendas afirmam já ter pensado em deixar seus empregos por sentirem que não são valorizados. O dado, presente no relatório State of the Global Workplace 2023, indica um cenário de desmotivação que pode afetar diretamente os resultados das empresas, especialmente em momentos de maior pressão por metas.

No Brasil, um levantamento feito pelo Sebrae com mais de 3 mil empresas mostrou que equipes desmotivadas são citadas como um dos principais entraves para o crescimento comercial. Entre os entrevistados, 39% apontaram a falta de engajamento do time como desafio recorrente. Manter um time de vendas motivado é, portanto, não apenas uma questão de desempenho, mas também de retenção e sustentabilidade do negócio.

O papel das metas realistas e da comunicação transparente

Uma das queixas mais comuns entre profissionais de vendas está relacionada à definição de metas desconectadas da realidade do mercado. Quando os objetivos são inalcançáveis, o resultado é frustração, queda na produtividade e perda de confiança na liderança. Por outro lado, metas bem definidas e negociadas em conjunto ajudam a estabelecer um ambiente mais participativo e comprometido.

Além das metas em si, a maneira como elas são comunicadas faz diferença. A ausência de clareza nos objetivos e nos critérios de avaliação pode gerar desentendimentos internos e criar a percepção de que o esforço individual não é reconhecido. Empresas que investem em reuniões regulares, indicadores compartilhados e escuta ativa tendem a construir relações mais equilibradas com os times comerciais.

Em contextos de metas variáveis, é importante adaptar o planejamento conforme oscilações de mercado, sazonalidades ou mudanças nos canais de vendas. Essa flexibilidade mostra maturidade da gestão e respeito ao esforço da equipe, criando espaço para diálogo e ajustes necessários.

Feedback constante e reconhecimento individual impactam a motivação

Um estudo da consultoria Deloitte revelou que 83% dos profissionais se sentem mais engajados quando recebem feedbacks frequentes. No entanto, apenas 28% disseram receber esse tipo de retorno com a regularidade ideal. O dado evidencia uma lacuna entre o que o time espera e o que costuma ser praticado.

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O feedback não deve ser visto como algo apenas corretivo. Quando utilizado como ferramenta de desenvolvimento, ele contribui para o crescimento profissional e reforça o sentimento de pertencimento. Reconhecer boas práticas, elogiar desempenhos consistentes e mostrar que cada esforço individual tem valor são atitudes que fortalecem a cultura da empresa.

No ambiente de vendas, esse tipo de reconhecimento ganha ainda mais peso. A pressão por resultados diários, o alto índice de rejeição e os ciclos longos de negociação são fatores que exigem resiliência. Ter uma liderança presente, que acompanha de perto o desempenho da equipe e celebra conquistas, ajuda a manter o ânimo mesmo em períodos de baixa.

Capacitação constante e autonomia fazem parte do cenário de motivação

Treinamento não é um evento pontual. No contexto atual, em que produtos, ferramentas e comportamento do consumidor mudam rapidamente, a capacitação precisa ser contínua. Empresas que oferecem conteúdos atualizados, sessões de simulação e apoio técnico frequente contribuem para que o time de vendas se sinta mais seguro no contato com o cliente.

Segundo Alexandre Trevisan, CEO na uMov.me, “capacitar equipes de vendas é essencial, mas só gera impacto real quando o profissional tem autonomia e visibilidade sobre sua própria performance. Um painel inteligente não só orienta, como reconhece o caminho percorrido, permitindo decisões mais rápidas, alinhadas e com mais propósito.”

Mas capacitar não significa apenas ensinar técnicas. Envolve também dar liberdade para o profissional adaptar sua abordagem, testar estratégias e tomar decisões com base no que observa no dia a dia. A autonomia, combinada com preparo, gera um ciclo positivo de confiança e responsabilidade.

A pesquisa Tendências do Trabalho 2023, feita pela consultoria Robert Half, apontou que 61% dos vendedores valorizam oportunidades de aprendizado mais do que aumento salarial. Isso mostra que investir em capacitação também é uma forma de reter talentos.

Cultura organizacional influencia diretamente o desempenho

Empresas que cultivam ambientes colaborativos, transparentes e respeitosos tendem a reter melhor seus talentos e alcançar resultados mais consistentes. A cultura da empresa impacta diretamente o comportamento dos vendedores, que são também os principais representantes da marca na relação com o mercado.

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Ter valores bem definidos, processos claros e abertura para sugestões ajuda a criar um espaço em que as pessoas se sentem seguras para dar ideias, apontar problemas e buscar soluções. A escuta ativa da liderança, combinada com uma comunicação horizontal, é um dos pilares de times engajados.

O impacto disso se reflete nas métricas. Segundo a Harvard Business Review, empresas com culturas organizacionais saudáveis têm, em média, um desempenho 20% superior em vendas quando comparadas a concorrentes diretas do mesmo segmento.

Ferramentas de apoio e estrutura adequada fazem diferença

Oferecer boas condições de trabalho também faz parte do processo de motivação. Ferramentas atualizadas de gestão, o uso de aplicativo de ordem de serviço, acesso a sistemas organizados, suporte do marketing e integração com outras áreas da empresa contribuem para a fluidez das atividades e diminuem atritos no dia a dia.

Muitas vezes, a frustração não vem da função em si, mas das barreiras estruturais que impedem a equipe de performar bem. Atraso no fornecimento de dados, dificuldades para acessar informações sobre clientes e falta de integração entre sistemas são problemas recorrentes que poderiam ser evitados com investimento em tecnologia e processos.

O uso de ferramentas como CRM, sistemas de análise de desempenho e plataformas de automação permite que os vendedores foquem no relacionamento com o cliente, reduzindo o tempo gasto com tarefas operacionais. Isso amplia o potencial de produtividade e ajuda a manter o foco nas metas.

Um time motivado entrega mais, por mais tempo

Motivação não é um estado permanente, mas pode ser alimentada por meio de ações consistentes. Quando as pessoas sentem que fazem parte de um projeto que valoriza suas entregas, respeita seus limites e oferece oportunidades reais de crescimento, a tendência é que se envolvam mais e por mais tempo.

A combinação de metas claras, feedbacks construtivos, reconhecimento, treinamento constante e ambiente saudável forma a base para que equipes de vendas entreguem o seu melhor. No final, motivar não é apenas incentivar. É construir, todos os dias, as condições para que o desempenho aconteça de forma sustentável.

(Redação/Assessoria)

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Arroba do boi gordo recua na parcial de junho e pressiona rentabilidade do pecuarista

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O mercado do boi gordo encerra o mês de junho sob forte pressão, consolidando uma tendência de queda que preocupa os produtores de Mato Grosso e de todo o país.

Após um início de mês com certa estabilidade, a parcial da segunda quinzena revelou um recuo significativo nos preços da arroba, acumulando perdas que já ultrapassam os 3% em comparação ao fechamento de maio.

Este cenário, abordado na edição deste sábado (27.06) do programa Momento Agrícola, do consultor, engenheiro agrônomo e produtor rural Ricardo Arioli, reflete um aumento na oferta de animais prontos para o abate e uma demanda interna que ainda patina.

Pressão nos preços e desafios na porteira

A queda nos preços da arroba ocorre em um momento em que os custos de produção permanecem elevados, estreitando as margens de lucro dos pecuaristas. Enquanto o boi gordo é negociado na casa dos R$ 339,00 para contratos futuros de curto prazo, o mercado físico sente o peso da escala de abate alongada nos frigoríficos, que conseguem ditar o ritmo das negociações.

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Para Ricardo Arioli, o cenário exige cautela e um planejamento rigoroso, uma vez que a recuperação dos preços no curto prazo depende de uma reação mais vigorosa das exportações ou de um aquecimento inesperado no consumo doméstico.

Rally da safra e os números do milho

Além da pecuária, o programa trouxe atualizações sobre o Rally da Safra de Milho. Valmir Assarice, coordenador técnico da Agroconsult, destacou os resultados das últimas expedições pelo interior do Brasil. Embora a estimativa de produção da safrinha tenha sido elevada em algumas regiões, o Rally aponta cenários distintos entre os estados, com variações climáticas que impactaram o desenvolvimento das lavouras em pontos específicos, exigindo atenção dos investidores e produtores.

Gestão de lucro e produtividade em foco

A gestão financeira também foi pauta com a participação de Ângelo Ozelame, da Lucro Rural. Sob o lema “Conheça seus Números, Defenda seu Lucro”, Ozelame enfatizou a importância de ferramentas digitais para o gerenciamento do fluxo de caixa e comercialização estratégica de soja e milho. Segundo ele, em tempos de volatilidade, o domínio sobre os custos de produção é a principal arma do produtor para garantir a sustentabilidade do negócio.

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No campo da produtividade, Sérgio Abud comentou os destaques do Fórum de Máxima Produtividade de Soja do CESB (Comitê Estratégico Soja Brasil). O fórum revelou casos de sucesso onde o uso intensivo de biotecnologia e manejo de precisão permitiram atingir patamares recordes de produtividade, servindo de vitrine para as melhores práticas agrícolas que devem nortear a próxima safra brasileira.

A íntegra do Momento Agrícola deste sábado pode ser acessada no SoundCloud:

 

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