O Terminal Portuário Paratudal já tem a Licença de Instalação em mãos para iniciar as obras de construção do porto fluvial. A “LI” foi assinada pelo vice-governador Otaviano Pivetta. Com ela, a empresa poderá a construção do terminal, na fazenda Atoledal, em Cáceres.
No entanto, os empreendedores do terminal ainda aguardam a superação de mais um entrave burocrático que está atrasando o início das obras. A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA-MT) quer que antes seja aprovado o Cadastro Ambiental Rural (CAR) para permitir, finalmente, o início da construção. Segundo informações levantadas pela redação, a documentação do CAR da propriedade está protocolada na SEMA-MT há mais de dois anos.
A demora causa apreensão na região, não apenas em Cáceres, mas em toda a área de influência do terminal portuário (hinterland), onde se inclui, por exemplo, Tangará da Serra, Barra do Bugres e toda uma região produtora de grãos, gado de corte e outras commodities que precisam ser escoadas.
Marco para o desenvolvimento
O vice-prefeito de Cáceres, Odenilson José da Silva, considera a liberação para construção do terminal um marco para a história econômica do município. “Com esse passo, Cáceres se consolida como um importante eixo logístico no Estado”, afirmou o gestor, na oportunidade em que a LI foi entregue aos empreendedores, no mês passado (foto a seguir). Odenílson respondeu pelo município durante o período eleitoral, enquanto a prefeita Eliene Liberato disputava a reeleição, saindo vitoriosa do pleito em 06 de outubro.

Para Odenilson, o Terminal Portuário Paratudal representa um avanço histórico para Cáceres. “Com o apoio de todos os setores produtivos, governo de Mato Grosso e Assembleia Legislativa, estamos promovendo o desenvolvimento regional… é uma grande vitória para o futuro de nossa economia”, destacou.
Presente na ocasião da entrega da LI, o empresário João Félix, proprietário do frigorífico Frigo Nosso, ressaltou o impacto positivo que o porto terá sobre diferentes setores da economia. “Esse porto vai transformar a agricultura e a pecuária da região, gerar empregos e proporcionar oportunidades para os jovens de Cáceres. Ele não só escoará grãos e carne, mas também trará insumos agrícolas, como adubos, reduzindo o custo da produção local”, afirmou Félix, que comemorou o sucesso dos estudos ambientais. “Foram quatro anos de investimentos em estudos detalhados sobre os impactos no rio Paraguai, e podemos garantir que o projeto, com sua tecnologia de navegação ecossustentável, será um modelo a ser seguido”, completou.

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O secretário de Assuntos Estratégicos de Cáceres, Jeremias Pereira Leite, também destacou a relevância do projeto para o município. “Assim como a ZPE (Zona de Processamento de Exportação), o Porto Paratudal é uma obra estratégica para impulsionar a economia de Cáceres. Estamos entrando em uma nova era de desenvolvimento, e esse porto é uma peça-chave nesse processo”, destacou Jeremias.
Com a perspectiva de se tornar um ponto de referência para o transporte de grãos e insumos agrícolas, o Terminal Portuário Paratudal representará um ganho significativo na logística de transportes de Cáceres e toda a sua área de influência, compreendendo a macrorregião Oeste-Sudoeste de Mato Grosso.
Outra estrutura semelhante é o Terminal Portuário Barranco Vermelho, da GPG Serviços Portuários, também em vias de ter sua construção autorizada. Cáceres e região contam, também, com o terminal da APH – Associação Pró-Hidrovia – este já pronto para operar após um eficiente trabalho de modernização e reformas.
(Redação EB, com Assessoria Prefeitura de Cáceres)