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Porto Estrela

Boi Morto, Vão Grande e Salobra apresentam demandas; Cidade quer asfalto 100%

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As importâncias das comunidades de Boi Morto, Vão Grande e Salobra Grande, em Porto Estrela, foram apresentadas no último final de semana pelos moradores locais. Um dos candidatos majoritários que compareceu nas localidades para ouvir os moradores foi Devair Sales de Oliveira, popular Deva, do União Brasil. Não houve registro da presença de outros candidatos da majoritária na mesma oportunidade.

Deva esteve com o vice de sua chapa, João Bruno, nestas comunidades, consideradas de vitais importâncias à economia de Porto Estrela. Parte das demandas já foram atendidas pela atual gestão, mas há outras necessidades apontadas pelos moradores e produtores das três localidades.

Além da continuidade do atendimento já oferecido pelo município, Deva ouviu sobre necessidades relacionadas à infraestrutura (estradas, pontes) e ao abastecimento de água. Reforço à saúde nas localidades, com investimentos nas equipes de atendimento e nas estruturas físicas e de insumos nos postos de saúde locais também estão entre as prioridades citadas pelos moradores. “Tivemos um contato direto com os produtores, os cidadãos e cidadãs, com as famílias que moram no Boi Morto, no Vão Grande e no Salobra Grande… sabemos destas demandas e elas precisam ser atendidas”, disse Deva, nas reuniões que promoveu com os moradores.

Deva esteve com o vice de sua chapa, João Bruno, nestas comunidades, consideradas de vitais importâncias à economia de Porto Estrela.

Outras áreas verificadas são a Educação e a energia elétrica. Deva levantou demandas relacionadas às estruturas nas escolas que atendem as localidades. Segundo ele, haverá uma reunião com a concessionária Energisa para verificar a possibilidade de melhorias na qualidade da energia oferecida. “São localidades com muitos produtores e famílias, que contribuem fortemente para o nosso município, na produção e na arrecadação. Então, merecem uma atenção especial”, afirmou Deva.

Asfalto 100%

Um dos grandes anseios da comunidade urbana de Porto Estrela é a pavimentação asfáltica. Esta demanda local está prestes a ser atendida no município através de convênio com o governo do Estado, que envolve recursos na ordem de R$ 5 milhões para implantação de asfalto nas ruas da cidade que ainda não receberam o benefício. O processo licitatório já teve edital publicado e as obras devem começar ainda este ano.

Deva destacou que o município mantém uma relação pontual com o governo de Mato Grosso e a intenção é manter a proximidade com o Estado. “Temos uma parceria muito firme com o governo estadual, através do governador Mauro Mendes e o prefeito Eugênio Pelachim, e recebemos a garantia de assinatura desse convênio para vermos vermos o município iniciar um cronograma que deixará toda a nossa cidade asfaltada, com uma melhor qualidade de vida e valorização imobiliária”, afirmou o candidato majoritário pelo União Brasil.

Na sequência, mapa da cidade com indicativos (em vermelho) das ruas que receberão pavimentação.

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Porto Estrela

Instituto Afro e MPF buscam solução para conflito em território quilombola na região

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O conflito fundiário que envolve as comunidades quilombolas Vãozinho, Voltinha e Monjolinho, em Porto Estrela, está sob novo encaminhamento. Desde 2005, a disputa por terras mobiliza famílias tradicionais, órgãos públicos e representantes da sociedade civil. Agora, sob a mediação do Ministério Público Federal (MPF) e com apoio do Instituto Afro Brasileiro, surgem sinais de entendimento.

Denúncia em 2024 relatou invasões e violência em território quilombola.

Em 02 de julho, na sede do MPF em Cuiabá, representantes das comunidades participaram da primeira audiência específica para tratar do caso. O encontro resultou em um pré-diagnóstico de que apenas famílias com ramificação direta do quilombo Vãozinho poderão permanecer na área, medida que visa coibir ocupações ilegais.

Pouco mais de um mês depois, no último dia 12, uma segunda audiência consolidou o processo com a confirmação da elaboração do Laudo Antropológico e do Relatório Técnico de Identificação e Delimitação (RTID). Os estudos, realizados por equipe especializada, buscam estabelecer de forma técnica os limites territoriais e o vínculo histórico-cultural das comunidades. Uma terceira audiência já tem data prevista: 26 de setembro.

Representantes do Instituto Afro e do território quilombola na sede do MPF em Mato Grosso: Busca de solução para conflito.

Paralelamente, em julho, antropólogos estiveram nas áreas de Vãozinho, Voltinha e Monjolinho para coleta de informações de campo. A visita reforçou a necessidade de medidas urgentes de proteção, diante de relatos recentes de invasões, extração ilegal de madeira e ameaças a moradores. Além disso, desde 8 de agosto está aberta discussão sobre os possíveis impactos da implantação de um linhão de energia que atravessa a região.

Linha do tempo do conflito (2005–2025)

2007–2009 – Denúncias de despejos forçados, destruição de casas e ameaças por homens armados; em 2009, o MPF solicitou proteção policial às famílias.

2010–2018 – Vãozinho e Voltinha recebem certificação da Fundação Palmares; processos de regularização abertos no Incra, sem titulação definitiva. Estudos acadêmicos reforçam a presença quilombola no rio Jauquara/Salobra.

2019–2023 – Processos judiciais questionam licenciamento de obras que afetariam territórios quilombolas; decisões judiciais asseguram posse, mas não avançam na titulação.

2024 – Novas denúncias de invasão de reservas e exploração ilegal de madeira; reportagens nacionais destacam fragilidade de proteção e demora processual.

2025 – Situação atual: Vãozinho e Voltinha seguem certificados, mas não titulados. Monjolinho/Água Doce permanece em litígio, reconhecido como quilombola, mas sem regularização concluída.

#causa quilombola

Veja, na sequência, tabela sobre a situação dos territórios quilombolas em Porto Estrela.

Veja matéria relacionada no link a seguir:

Porto Estrela: Moradores denunciam invasão de área de reserva em comunidade quilombola

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