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Maio e abril de 2024 somam maior número de acidentes de trânsito nos últimos cinco anos

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Os meses de maio e abril desse ano de 2024 registraram os maiores números de acidentes de trânsito em Tangará da Serra desde 2020, segundo dados do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Foram 252 ocorrências (127 em abril e 125 em maio), números jamais superados nestes últimos cinco anos.

Nos registros de maio, 47 foram classificados pelo SAMU como graves e outros 16 resultaram em mais de uma vítima.

Os números dos últimos dois meses consolidam a tendência de alta da periculosidade no trânsito em Tangará da Serra, mesmo com a implantação de semáforos e redutores de velocidade nas principais vias. As estatísticas representam uma média diária de quatro acidentes nas ruas e avenidas da cidade. (Veja, na sequência, quadro com números mensais de ocorrências desde 2020)

(Tabela EB)

Segundo o próprio SAMU, mais de 90% dos acidentes de trânsito atendidos pelo serviço envolvem motociclistas, que são, evidentemente, os mais suscetíveis a lesões graves e, também, mais sujeitos a óbitos.

Para o sistema público de saúde, o trânsito é o principal vetor do congestionamento nos leitos hospitalares, na medida em que cada atendimento do SAMU gera uma entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), o que significa ocupação de leitos, seja em enfermaria, seja em UTI.

De acordo com a última edição (2023) do Atlas da Acidentalidade no Transporte Brasileiro, as 10 principais causas de sinistros no trânsito no Brasil são: 1) Falta de atenção; 2) Desobediência à sinalização; 3) Velocidade incompatível; 4) Ingestão de álcool no volante; 5) Defeito mecânico no veículo; 6) Desobediência em relação à distância de segurança; 7) Dormir ao volante; 8) Animais na pista; 9) Ultrapassagem indevida; 10) Defeito na via.

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Saúde em emergência e falhas recorrentes em serviços levam gestão a anunciar medidas

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Em entrevista coletiva concedida nesta quinta-feira (16), o prefeito de Tangará da Serra, Vander Masson (União), acompanhado de secretários municipais, prestou esclarecimentos sobre os problemas enfrentados pelo município nas áreas de saúde, coleta de lixo e infraestrutura urbana. (No topo, foto da coletiva)

O principal gargalo está na saúde pública, com aumento expressivo na demanda por atendimentos na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), em decorrência de um surto de Influenza “A” registrado no município.

Segundo Vander Masson (foto acima), a média diária varia entre 650 e 700 atendimentos de pacientes com sintomas gripais. A sobrecarga tem provocado demora nos atendimentos e impactado inclusive os estoques de medicamentos. Diante do cenário, o município decretou situação de emergência na saúde pública por 180 dias, autorizando medidas como contratação emergencial de profissionais, aquisição de insumos e locação de equipamentos e leitos na rede privada.

Surto de gripe gera entre 650 e 700 atendimentos diários na UPA de Tangará da Serra.

Entre as ações adotadas, está a ampliação do horário de atendimento até às 23h, de segunda a sexta-feira, no Posto Central, e até às 21h nas Unidades de Saúde da Família (USFs) dos bairros Cohab Tarumã e Jardim Presidente.

A implementação das medidas dependeu de autorização da Câmara Municipal para a contratação de médicos. Para isso, o Executivo encaminhou os projetos de lei nº 105 e 106, que tratam de contratações emergenciais e da abertura de crédito especial de R$ 2,45 milhões para custeio das ações. As propostas foram aprovadas em sessão extraordinária na última segunda-feira (13).

Também foi anunciada a ampliação dos leitos hospitalares contratados junto à rede privada, passando de 20 para 28 vagas disponíveis nos dois hospitais particulares do município.

Crise na coleta de lixo

As falhas recorrentes na coleta de lixo domiciliar têm gerado reclamações de moradores em diversos bairros. A empresa responsável pelo serviço enfrenta limitações técnicas, resultando em atrasos e acúmulo de resíduos em frente às residências, com potenciais riscos sanitários.

Empresa contratada tem cometido falhas na coleta de resíduos desde o início das suas operações no município.

De acordo com o prefeito, a empresa já foi notificada ao menos seis vezes e multada, com autos de infração que ultrapassam R$ 50 mil. Diante da situação, o Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae), responsável pelo contrato, instaurou procedimento administrativo que pode culminar na rescisão contratual.

Questionado sobre a capacidade técnica da empresa no processo licitatório, o diretor do Samae, Marcos Scolari (foto do topo), afirmou que todas as exigências legais foram cumpridas e que o certame priorizou o menor preço. No entanto, após o início das operações, a empresa apresentou falhas recorrentes. “Haverá medidas e, em breve, teremos a solução desses problemas”, declarou.

Problemas na infraestrutura

As dificuldades com empresas contratadas também se estendem às obras de infraestrutura urbana. No bairro Jardim Acapulco, intervenções que incluem a instalação de galerias de águas pluviais, rede de esgoto e pavimentação têm provocado transtornos aos moradores.

Moradores da Vila Goiás e Jardim Acapulco relatam transtornos com o atraso na reposição do asfalto.

Além de atrasos, a empresa responsável não realizou adequadamente a recomposição asfáltica após a instalação das redes. Diante da situação, o município suprimiu essa etapa do contrato e assumiu os serviços de forma emergencial.

As falhas já resultaram em notificações à empresa. Segundo o Executivo, os trabalhos seguem agora em ritmo de normalização, com previsão de conclusão durante o período de estiagem, quando as condições climáticas são mais favoráveis.

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