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Câmara de Tangará da Serra contratará perícia técnica para analisar áudio atribuído a vereador

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A Câmara Municipal de Tangará da Serra aprovou na sessão ordinária desta terça-feira (30) a contratação de uma perícia técnica para avaliar a autenticidade do áudio com ataques ao próprio Legislativo, a vereadores e, também, ao prefeito Vander Masson (União), que circulou no final da semana passada nas redes sociais.

O áudio contém falas atribuídas ao vereador Horácio Pereira (Republicanos) e se espalhou pela web. O conteúdo traz ofensas a vereadores, com citações dos nomes de Romer Japonês (PV) e Davi Oliveira (PSB), denúncia de ilegalidades em licitações e atos em desconformidade com o decoro parlamentar nos “corredores” da Câmara.

Vereadora Elaine Antunes: "Aqueles que eventualmente deram motivo aos fatos serão responsabilizados na forma da lei".

Vereadora Elaine Antunes: “Câmara irá apurar as responsabilidades”.

Após a leitura do Pequeno Expediente, a presidente da Câmara Municipal, vereadora Elaine Antunes, apresentou requerimento verbal para contratação de perícia técnica para atestar a autenticidade do áudio atribuído a Horácio Pereira, ou identificar se o material foi montado. O requerimento verbal foi aprovado justamente com as demais proposituras contidas no Pequeno Expediente.

Negativa

Na tribuna da Câmara, o vereador Horácio negou a autoria do áudio e disse se tratar de uma “fake news”. Ele garantiu já ter tomado medidas jurídicas e que tenta identificar a origem do material. “Pedi pros meus colegas, pras pessoas que me acompanham, para buscar da onde partiu (o áudio), sendo que do meu whatsapp não foi e eu também desconheço desses áudios”, disse.

Horácio Pereira negou a autoria do áudio e disse se tratar de uma “fake news”.

Já o líder do Executivo na Câmara, Rogério Silva, parabenizou o pedido de perícia feito pela presidência da casa e destacou a gravidade da situação gerada pelo vazamento do áudio. “Uma acusação dessas, partindo de uma autoridade constituída, eleita pelo voto direto… vossa excelência tem o dever de levar a verdade real à população”, disse, referindo-se à alegação de Horácio de que se trata de “fake News”.

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Em apuração

Já Romer Japonês, que teve seu nome citado no áudio, reproduziu o material na tribuna e destacou que há registro de ocorrência da própria Câmara na Polícia Judiciária Civil e que torce para que o material não seja autêntico. “Fui citado nesse áudio… Tem esposo que não deixou a esposa vir trabalhar aqui no outro dia por causa de uma fala dessa daqui… aqui diz que que nesta casa tem mulher casada tendo caso com vereador, homem beijando homem no corredor, vereador em corrupção… Essas ‘fake news’ tem que acabar, isso é inadmissível! Temos que lembrar que atrás de cada vereador, de cada servidor, há uma família. Torço para que seja fake news… se isso foi uma montagem, temos que desmascarar quem fez”, disse, em tom severo.

Romer defende apuração e rigor: “Se isso foi uma montagem, temos que desmascarar quem fez”.

Por fim, o vereador Davi Oliveira, que também foi citado no áudio que repercutiu nas redes sociais disse ter convicção de que as responsabilidades serão apuradas e deu a entender que o material atribuído a Horácio foi, na verdade, criado por um grupo de pessoas com intuito de desmoralizar a Câmara, os vereadores e o prefeito Vander Masson. “Vamos descobrir quem foi. Temos pessoas tão baixas que deveriam morar longe daqui… isso é um grupo que existe aqui em Tangará da Serra”, disse.

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Projeto avança na CCJP da ALMT e prevê 2ª Vara para Sapezal e outras comarcas

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A Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) da Assembleia Legislativa de Mato Grosso aprovou, nesta terça-feira (28), parecer favorável ao Projeto de Lei Complementar que amplia a estrutura do Judiciário em Mato Grosso, com destaque para a criação de uma 2ª Vara na comarca de Sapezal. A matéria teve relatoria do deputado estadual Chico Guarnieri.

De iniciativa do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, presidido pelo desembargador José Zuquim, o projeto propõe a reorganização da estrutura judiciária em municípios que registram aumento consistente na demanda processual. Além de Sapezal, a proposta contempla as comarcas de Guarantã do Norte e Tapurah.

Em Sapezal, o volume de processos tem pressionado a atual estrutura. Dados técnicos indicam que, apenas no primeiro semestre de 2025, foram registrados mais de 1.090 novos casos. O acervo total supera 4.500 ações, enquanto o tempo médio para sentença chega a cerca de 1.240 dias.

Chico Guarnieri, relator da CCJR/ALMT: “Medida necessária para acompanhar o crescimento das demandas processuais em cidades do interior, como Sapezal.”

Atualmente, o município conta com apenas uma vara judicial, responsável por concentrar todas as demandas. Com a aprovação do projeto na CCJR, o modelo será reestruturado: a unidade existente passará a ser denominada 1ª Vara, e será criada uma 2ª Vara, permitindo a divisão dos processos e maior capacidade de atendimento.

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A proposta também prevê a separação dos Juizados Especiais Cível e Criminal, medida que tende a organizar o fluxo processual e reduzir o tempo de tramitação.

A criação das novas unidades segue critérios estabelecidos pelo Código de Organização Judiciária do Estado, que recomenda a ampliação da estrutura quando o número de processos ultrapassa mil por ano — patamar já atingido pelas comarcas contempladas.

Para Chico Guarnieri, a medida necessária para acompanhar o crescimento das demandas processuais em cidades do interior, como Sapezal. “Hoje a demanda já é alta, e a estrutura precisa evoluir junto para garantir mais agilidade e eficiência no atendimento à população”, destacou o parlamentar.

Estudo técnico do TJMT aponta ainda a existência de previsão orçamentária para a implementação das novas varas, em conformidade com os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Com o avanço na CCJR, o projeto segue para as próximas etapas de tramitação na Assembleia Legislativa. A proposta busca adequar a estrutura do Judiciário ao crescimento das comarcas, com impacto direto na capacidade de atendimento e na duração dos processos.

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(Redação EB, com Assessoria)

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