TANGARÁ DA SERRA
Pesquisar
Close this search box.

Economia & Mercado

Agora alfandegada, ZPE de Cáceres fomentará indústria e potencializará economia de Mato Grosso

Publicado em

O Governo de Mato Grosso recebeu ontem (quinta, 21), autorização da Receita Federal para dar início às operações na ZPE, Zona de Processamento de Exportação de Cáceres. A autorização consiste no alfandegamento, confirmado através do Ato Declaratório Executivo nº 04/2024, já publicado no Diário Oficial da União.

As obras da ZPE foram retomadas em 2020 e concluídas em dezembro de 2023, depois de ficarem mais de 30 anos paralisadas. Os trabalhos foram conduzidos pela Administradora da ZPE de Cáceres (Azpec), presidida pelo engenheiro Adílson Domingos dos Reis.

A formalização do alfandegamento ocorreu no Palácio Paiaguás e transmitida pelo aplicativo Meet. Além de membros do governo do Estado – como o vice-governador Otaviano Pivetta e o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec) – participaram do evento os senadores Jayme Campos e Wellington Fagundes, o deputado estadual Valmir Moretto, o presidente da Azpec Adílson Reis, prefeitos da região, além de outras autoridades estaduais e uma comitiva de investidores chineses que visitaram as instalações da ZPE e anunciaram interesse em investir no complexo.

Leia mais:  Guerra segue e mercado deverá reagir com forte alta nos combustíveis e lubrificantes

Por estar em viagem, o governador Mauro Mendes participou remotamente do evento (foto acima). Ele ressaltou que a ZPE de Cáceres vai impulsionar a economia regional e de todo Estado, dando vazão às exportações e fortalecendo a indústria na região Oeste, que, segundo ele, tem potencial para continuar expandindo.

O governador enfatizou a certificação da ZPE é um momento histórico para Mato Grosso e reforçou o compromisso do Estado com o desenvolvimento em todas as áreas.

A ZPE de Cáceres é a terceira do Brasil e tem uma área de 240 hectares. Com investimento de R$ 16 milhões do Governo de Mato Grosso, o projeto foi dividido entre a área administrativa e mais cinco módulos, onde as empresas irão se instalar.

Já a prefeita de Cáceres, Eliene Liberato, afirmou que a chegada da ZPE é uma “virada de página” para a história do município e projeta uma nova fase de desenvolvimento em toda a região Oeste de Mato Grosso.

(Com colaboração de Sapicuá RN)

Comentários Facebook
Advertisement

Economia & Mercado

Guerra segue e mercado deverá reagir com forte alta nos combustíveis e lubrificantes

Published

on

A guerra no Oriente Médio segue com reflexos diretos no mercado internacional de petróleo com tendência de forte aumento nos preços dos combustíveis e lubrificantes no Brasil. Nesta quinta-feira, o barril do petróleo tipo Brent crude oil atingiu a marca de US$ 120, em meio ao aumento das tensões envolvendo o Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de um quinto da produção mundial.

Analistas de mercado e instituições financeiras apontam que, em caso de prolongamento do conflito ou interrupção no fluxo da commodity, os preços podem subir ainda mais, elevando o custo global da energia e pressionando cadeias produtivas em diversos países.

No Brasil, os efeitos tendem a ser sentidos de forma gradual, mas inevitável. A política de preços praticada pela Petrobras acompanha as cotações internacionais, o que deve resultar em repasses ao consumidor nas próximas semanas.

Em Mato Grosso, onde a gasolina já é comercializada em torno de R$ 6,70 por litro, há o temor de que os preços ultrapassem a marca de R$ 7,00 nos postos, caso o cenário internacional se mantenha pressionado.

Leia mais:  Guerra segue e mercado deverá reagir com forte alta nos combustíveis e lubrificantes

O diesel, principal insumo do transporte e das atividades agrícolas, também deve registrar alta, ampliando os custos logísticos e operacionais em toda a cadeia produtiva.

Lubrificantes em alta

Além dos combustíveis, o aumento no preço do petróleo impacta diretamente os lubrificantes e outros derivados petroquímicos. Fabricantes já relatam elevação nos custos de produção, o que tende a ser repassado ao mercado.

O encarecimento desses insumos afeta desde o transporte até a manutenção de máquinas e equipamentos, ampliando o impacto econômico.

Agro sob efeito

Principal motor da economia de Mato Grosso, o agronegócio está entre os setores mais expostos à alta dos combustíveis. O aumento no preço do diesel encarece operações como plantio, colheita e transporte da produção.

O cenário se soma a um momento já desafiador para o setor, que enfrenta custos elevados e queda nos preços internacionais de commodities agrícolas.

Com margens pressionadas, produtores podem reduzir investimentos e ajustar o ritmo de produção, o que tende a refletir na economia regional.

Efeito em cadeia atingirá consumidor

O aumento nos combustíveis tem impacto direto sobre o custo do frete, o que influencia os preços de alimentos e outros produtos essenciais. A tendência é de repasse gradual ao consumidor final, contribuindo para a elevação da inflação.

Leia mais:  Guerra segue e mercado deverá reagir com forte alta nos combustíveis e lubrificantes

Organismos internacionais, como o Fundo Monetário Internacional, já alertam que a continuidade do conflito pode provocar desaceleração econômica global, com efeitos sobre preços, produção e consumo.

Enquanto o cenário permanece incerto, o mercado acompanha os desdobramentos da guerra e seus impactos sobre o fornecimento de petróleo, fator determinante para a evolução dos preços nas próximas semanas.

Comentários Facebook
Continue Reading

Envie sua sugestão

Clique no botão abaixo e envie sua sugestão para nossa equipe de redação
SUGESTÃO

Empresas & Produtos

Economia & Mercado

Contábil & Tributário

Governo & Legislação

Profissionais & Tecnologias

Mais Lidas da Semana