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Infraestrutura & Logística

Logística: MT-343 deverá ter conexão com BRs 070 e 174 para servir área da ZPE, em Cáceres

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A integração de rodovias estaduais e federais favorecerá o sistema logístico da região Oeste-Sudoeste de Mato Grosso. Ao menos, é esta realidade que começa a ser desenhada, com a conexão que haverá entre a MT-343 e as rodovias federais BRs 070 e 174, em Cáceres.

Da parte do governo do Estado, o órgão que está à frente desses trabalhos é a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT). Pelo governo federal, quem coordena as atividades é o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), vinculado ao Ministério da Infraestrutura.

Conexão com BR-174 favorecerá operações da ZPE, em Cáceres.

A ideia é dotar a região de uma logística condizente para escoar o que será produzido na Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Mato Grosso. Em curto e médio prazos, essa logística incluirá a Hidrovia do rio Paraguai (Cáceres-Corumbá) e a operacionalização de ao menos três terminais portuários fluviais.

Vistoria

Esta semana, o titular da Sinfra-MR, secretário Marcelo de Oliveira, vistoriou o andamento das obras de pavimentação da MT-343 e da ZPE, ambas em Cáceres. Essas obras são fundamentais para o desenvolvimento econômico das 22 cidades que compõem a região Oeste do Estado.

Na MT-343, o secretário fiscalizou especificamente a obra que é executada no trecho entre os municípios de Porto Estrela e Cáceres, totalizando 64,4 quilômetros. Marcelo de Oliveira esteve acompanhado dos deputados estaduais Valmir Moretto e Dr. Gimenez, prefeitos municipais e demais autoridades da região.

Oliveira destaca que, somente na MT-343, o governo estadual pretende pavimentar quase 120 quilômetros nos municípios de Cáceres, Porto Estrela e Barra do Bugres. Dessa extensão, o trecho de 24,6 quilômetros entre Cáceres e o KM 46,5 da rodovia já foi concluído.

Ainda segundo o secretário, a MT-343 é considerada uma das principais rodovias da região, pois permite a interligação das BR-070 e BR-364, além de garantir a ligação asfáltica entre os municípios. “Essa pavimentação vai interligar a região produtora do Médio-Norte, em Barra do Bugres, diretamente à Zona de Processamento de Exportação de Mato Grosso, que está em obras”, disse.

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Infraestrutura & Logística

Aeroporto de Tangará da Serra integra pacote ligado à concessão do aeroporto de Brasília

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O leilão que definirá a gestão do Aeroporto Internacional Presidente Juscelino Kubitschek, em Brasília, terá reflexo direto em Tangará da Serra. A empresa vencedora da concessão do terminal da capital federal deverá assumir também a gestão de dez aeroportos regionais de pequeno porte, três deles em Mato Grosso.

A medida é uma estratégia do governo federal, usando um grande aeroporto rentável como “âncora” para viabilizar investimentos em aeroportos menores, dentro da mesma concessão.

Entre os terminais incluídos no pacote do leilão em Brasília está o aeroporto regional de Tangará da Serra. Também integram a lista os aeroportos de Juína e de Cáceres, igualmente em território mato-grossense.

Além desses, estão previstos aeroportos regionais em Mato Grosso do Sul — Bonito, Dourados e Três Lagoas —, dois em Goiás — São Miguel do Araguaia e Alto Paraíso —, além de Ponta Grossa, no Paraná, e Barreiras, na Bahia. Todos os terminais passaram por inspeção prévia da atual concessionária do aeroporto de Brasília, a Inframérica.

Os investimentos estimados somam cerca de R$ 500 milhões para adequar os aeroportos às operações de aeronaves e ao atendimento de passageiros.

Benefícios

Para uma cidade polo como Tangará da Serra, um aeroporto regional não é apenas uma obra de transporte. Ele funciona como infraestrutura estratégica de integração econômica, reduzindo distâncias e ampliando a capacidade de atração de negócios, fortalecendo o papel de polo regional de Tangará da Serra.

A região é fortemente baseada no agronegócio. Nesse contexto, um aeroporto regional facilita deslocamento de técnicos e executivos de empresas do setor, facilita a chegada de investidores e compradores, além de proporcionar operações corporativas rápidas.

Modelo

A gestão do Aeroporto Internacional de Brasília deverá ir a leilão no segundo semestre deste ano, após a atual concessionária, Inframérica, registrar prejuízos acumulados ao longo de anos de operação.

Os valores mínimos da concessão ainda não foram divulgados. O processo, no entanto, deverá seguir modelo semelhante ao adotado na relicitação do Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, que estabeleceu pagamento inicial de R$ 982 milhões pela outorga, além de repasse de 20% do faturamento anual e cumprimento de cronograma de investimentos em melhorias estruturais.

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