TANGARÁ DA SERRA
Pesquisar
Close this search box.

Economia & Mercado

Vírus no bolso: Consumidor sente forte alta nos alimentos neste período de pandemia

Publicado em

A eclosão da pandemia do coronavírus no mundo e no Brasil já castiga duramente o bolso do consumidor. A reclamação é geral no varejo, quando o consumidor passa pelos supermercados, onde se vê altas significativas nos preços de itens básicos como verduras, leite e proteínas (carnes e ovos).

Mas estes efeitos não se restringem ao mercado doméstico. O mesmo drama é vivenciado pelo mundo afora (Leia, mais à frente, ‘Cenário mundial, segundo a Bloomberg’).

Em Tangara da Serra, uma dúzia de ovos que antes era comercializada em média a R$ 9,90, hoje não sai por menos de R$ 12,49. Já o frango chega a superar R$ 8,00 o quilo, contra um preço antes abaixo dos R$ 6,00.

O que justifica?

Nos supermercados, altas significativas nos preços de itens básicos como verduras, leite e proteínas assustam o consumidor.

O Enfoque Business apurou que nos supermercados, as justificativas seguem uma mesma linha. Em primeiro lugar, vários produtos tiveram seus preços majorados em função da alta dos insumos (principalmente soja e milho) na produção. Outro fator é a logística. Por exemplo, produtores de verduras de outros centros – como São Paulo, Paraná e Santa Catarina – tem o produto, mas não conseguem embarca-lo para os destinos devido às restrições nos transportes. Em outros casos, os produtos estão na lavoura, mas não há como colher por causa da falta de mão-de-obra provocada pelo isolamento social.

O que não justifica?

Por outro lado, há quem aponte o oportunismo e a especulação como um fator que impulsiona os preços. “Não justifica (os aumentos), pois a demanda caiu. O consumidor está comprando menos. Então, temos aí casos de oportunismo e especulação”, avalia o economista Silvio Tupinambá, que também é engenheiro civil, especialista em logística e professor universitário.

Leia mais:  Investimento de R$ 2 bilhões levará nova usina de etanol de milho para Campo Novo do Parecis

Tupinambá também cita o comportamento das distribuidoras de combustíveis como um caso clássico de oportunismo e exploração ao consumidor. “A Petrobrás baixou os combustíveis em 30% nas refinarias, mas esta redução não chega ao consumidor. Então há, sim, oportunismo e especulação nos preços, o que saqueia criminosamente o bolso do consumidor. Ou seja, o consumidor, que está lá na outra ponta, sempre será a vítima”, critica.

Já o produtor rural e consultor Ricardo Arioli, que produz o programa Momento Agrícola e é parceiro do Enfoque Business, vê aí reflexos da movimentação econômica causada pela pandemia, onde quem dita as regras são a oferta e a demanda. “Infelizmente, mesmo numa crise como esta, nem todos pensam de humanitariamente”, considera.

Cenário mundial, segundo a Bloomberg

A pandemia de coronavírus se espalha cada vez mais entre as cadeias de suprimentos globais, e os preços dos principais itens básicos começam a subir em algumas partes do mundo. Os preços do arroz e do trigo – culturas que representam cerca de 30% das calorias consumidas globalmente – sobem rapidamente nos mercados à vista e de futuros.

Para países que dependem de importações, essa alta cria mais um ônus financeiro justo quando a pandemia afeta a economia e reduz o poder de compra. Não está claro quais fatores puxaram os preços no varejo, se seria um efeito cascata do mercado futuro de grãos, gargalos logísticos locais, compras motivadas por pânico ou uma combinação de tudo isso.

Embora a oferta global de alimentos esteja longe da escassez, aumenta a expectativa sobre a capacidade de governos de garantir o abastecimento a preço justo.

O que está claro é que, embora a oferta global de alimentos esteja longe da escassez, aumenta a expectativa sobre a capacidade de governos de garantir o abastecimento a preço justo. “Sem o coronavírus, não haveria nenhum problema”, disse Stefan Vogel, chefe de pesquisa de commodities agrícolas do Rabobank International. “As pessoas começam a ficar preocupadas com a cadeia de suprimentos”, completa Vogel.

Leia mais:  Investimento de R$ 2 bilhões levará nova usina de etanol de milho para Campo Novo do Parecis

A maioria das medidas de preços da economia está movendo os elementos em uma direção diferente. Há preocupações com a deflação devido à paralisação das empresas, aumento do desemprego e colapso dos preços no mercado de petróleo causados pela pandemia.

Um indicador global de custos dos alimentos mostrou forte baixa no mês passado, em grande parte devido ao efeito cascata da queda dos preços de energia que afeta a demanda por produtos como o açúcar, que é transformado em biocombustível.

No entanto, os preços dos alimentos não se movem uniformemente em todo o mundo. Mesmo dentro dessa queda mais ampla, alguns itens básicos foram exceção. O arroz registrou o terceiro aumento mensal seguido. Embora os estoques mundiais de grãos estejam repletos há vários anos, a resposta ao vírus dificulta o transporte de alimentos e ajuda a impulsionar os preços.

Além disso, países como Rússia, Cazaquistão e Vietnã tomam medidas para garantir o suprimento interno com restrições às exportações. Com isso, os preços de exportação do arroz da Tailândia, o segundo maior exportador do mundo, estão no maior nível em seis anos. Os contratos futuros do trigo em Chicago, referência mundial, subiram mais de 8% em março, enquanto o durum canadense, o tipo de grão usado em massas e cuscuz, está no maior patamar desde agosto de 2017.

Há também sinais de alta de preços de alguns alimentos nos EUA. Os preços dos ovos no atacado subiram para nível recorde, e os pedidos de supermercados estão seis vezes maiores do que o volume normal. Os preços da carne bovina também aumentaram, embora parte dos ganhos tenha desacelerado na última semana.

Comentários Facebook
Advertisement

Economia & Mercado

Investimento de R$ 2 bilhões levará nova usina de etanol de milho para Campo Novo do Parecis

Published

on

Campo Novo do Parecis receberá um grande investimento da agroindústria mato-grossense. O Grupo FS vai implantar no município uma nova usina de etanol de milho, projeto que prevê aportes superiores a R$ 2 bilhões, sendo parte através de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A informação foi destacada pelo engenheiro agrônomo, consultor e produtor rural Ricardo Arioli na edição deste sábado do programa Momento Agrícola. Segundo ele, o empreendimento integra um conjunto de investimentos estratégicos voltados à ampliação da produção de biocombustíveis no país e ao fortalecimento da cadeia do milho.

De acordo com Arioli, o financiamento contará com recursos do Fundo Clima e da linha BNDES Finem, com participação superior a R$ 1 bilhão por parte da instituição financeira. O projeto ganha relevância adicional pela participação do Grupo Amaggi, que recentemente adquiriu 40% da FS.

A nova unidade deverá ampliar significativamente a capacidade de processamento de milho na região, agregando valor à produção local e fortalecendo Mato Grosso como principal polo brasileiro de etanol à base de cereais.

Leia mais:  Investimento de R$ 2 bilhões levará nova usina de etanol de milho para Campo Novo do Parecis

Durante o programa, Arioli observou que os investimentos em etanol de milho refletem uma tendência de verticalização da produção agropecuária, criando novas oportunidades para produtores e para a economia regional, além de contribuir para a expansão dos biocombustíveis de baixa emissão de carbono.

Além da notícia sobre a usina de Campo Novo do Parecis, o Momento Agrícola também abordou outros temas relevantes para o setor, como o impasse das exportações de carnes brasileiras para a União Europeia, a recente aprovação da edição gênica pelo Parlamento Europeu, o crescimento da produção agrícola na Argentina e os avanços em biotecnologia, sementes e segurança alimentar discutidos por especialistas do Brasil e do exterior.

Ouça o Momento Agrícola na íntegra:

Comentários Facebook
Continue Reading

Envie sua sugestão

Clique no botão abaixo e envie sua sugestão para nossa equipe de redação
SUGESTÃO

Empresas & Produtos

Economia & Mercado

Contábil & Tributário

Governo & Legislação

Profissionais & Tecnologias

Mais Lidas da Semana