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Setor Público & Agentes

Vereadores aprovam suplementação e ‘Projeto Sepotuba’ poderá ter edital de licitação em uma semana

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Os vereadores aprovaram por unanimidade, em sessão extraordinária realizada na manhã desta quinta-feira (19), o projeto de lei 007/2020, que suplementa recursos na ordem de R$ 41 milhões para captação e adução de água do rio Sepotuba para abastecimento público, em Tangará da Serra. A extraordinária teve as presenças dos 14 vereadores e também do prefeito Fábio Martins Junqueira (MDB) e do diretor do Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (SAMAE), Wesley Lopes Torres.

Com a aprovação da matéria, o SAMAE deverá licitar as obras já partir da semana que vem. Segundo o diretor do SAMAE, Wesley Lopes Torres, o sistema de adução do Sepotuba será uma obra licitada em lotes. Ele justifica o procedimento pelo fator econômico. “Vamos economizar quase R$ 7 milhões procedendo desta forma”, disse.

Com a aprovação da matéria, o SAMAE deverá licitar as obras no Sepotuba, em lotes, já partir da semana que vem.

Ao licitar os materiais a serem adquiridos para as obras – adutora e motores – o SAMAE economizará nas despesas indiretas que teriam de ser repassadas pela empreiteira responsável. É o chamado ‘BDI’ – do inglês Budget Difference Income, ou Benefícios e Despesas Indiretas, em português -, que é uma taxa que se adiciona ao custo de uma obra para cobrir as despesas indiretas que tem o construtor, como, por exemplo, os tributos incidentes e outras despesas de comercialização. “Faremos economia adquirindo os materiais diretamente do fabricante. Já a execução das obras – com todos os materiais e equipamentos adquiridos – corresponderá a outro processo licitatório”, explica o diretor.

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Valores

Os recursos da suplementação somam R$ 41.034.033,29, levantados a partir de superávit financeiro nas contas do município (R$ 32.334.201,69), superávit nas contas do SAMAE (4.561.579,32), recursos do rateio do Pré-sal pela União (R$ 1.831.313,53) e restos não processados (R$ 2.306.938,75). Nos R$ 32,3 milhões referentes ao superávit do município consta a devolução de sobra do duodécimo de 2019 da Câmara Municipal no valor de R$ 2.082.360,02.

O valor global das obras somam R$ 44.751.028,05, sendo que R$ 5.950.028,05 correspondem à execução da obra. Tubos e conexões representam a maior parte do custo, orçados em R$ 35.602.451,45, enquanto as moto-bombas estão orçadas em R$ 3.187.781,60. O valor restante, R$ 3,7 milhões, será viabilizado ao longo da execução das obras, provavelmente com liberação de emenda da bancada federal na Câmara dos Deputados no valor de R$ 8 milhões.

Antecipação

Vereadores foram unânimes em aprovar a matéria na extraordinária desta quinta-feira.

Segundo o presidente da Câmara Municipal, vereador Ronaldo Quintão, a antecipação da votação (a matéria seguia em tramitação normal na Câmara e deveria ir a plenário no início do próximo mês) se dá por uma questão de prudência considerando o cenário de risco representado pela pandemia coronavírus. “Tomamos esta iniciativa tendo em via a possibilidade da pandemia atingir nossa cidade, o que obrigaria a uma atitude mais drástica, comprometendo o futuro do município”, justificou o vereador-presidente.

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Cidades & Geral

Município setorizará sistema de abastecimento para controle de perdas de água tratada

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O Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto – Samae – anunciou esta semana a contratação de empresa especializada para realização de estudos e elaboração de projetos para setorização do sistema de abastecimento e distribuição de água em Tangará da Serra.

O contrato 022/2020, assinado entre o Samae e a empresa Asolo Engenharia e Consultoria, foi firmado no último dia 06. A empresa foi a vencedora da Tomada de Preços 003/2020, de 30 de setembro.

Diretores do Samae, Marcel Berteges, e da Asolo, André Pavarin, assinaram o contrato no último dia 06.

O objetivo é dar início à implantação dos sistemas de macromedição e micromedição em reservatórios e na rede de distribuição para controle e combate às perdas de água tratada, que há décadas causam prejuízos no sistema de abastecimento da cidade e de localidades do interior. “Tangará da Serra é o segundo município do estado a realizar este projeto de controle de perdas”, informa o diretor do Samae, Marcel Berteges. O primeiro município foi Lucas do Rio Verde.

Macromedição e micromedição

Com custo de R$ 45 mil, o trabalho consistirá na caracterização e diagnóstico do sistema existente no município para melhorias e adequações das unidades operacionais de reservação e distribuição de água.

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A macromedição e micromedição visam informar o volume de água tratada disponível para distribuição possibilitando à autarquia a obtenção de informações precisas. A partir daí, é possível mensurar as perdas e adotar medidas de contenção e proceder nos reparos necessários.

Além da setorização, o sistema inclui o georreferenciamento da rede de distribuição e das unidades de reservação. Estas medidas, porém, são consideradas prioridades de curto prazo (de 04 a 08 anos) para execução pelo SAMAE.

Prioridade

A macromedição das saídas dos reservatórios e o controle de perdas de água tratada estão entre as prioridades imediatas (até 03 anos) que constam no Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB) de Tangará da Serra.

Concluído e entregue no último mês de maio, O PMSB representa o planejamento do município na área de saneamento básico para os próximos 20 anos. Foi contratado pelo Samae e desenvolvido por uma equipe de especialistas da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e Fundação Uniselva.

Perdas

As perdas de água potável em Tangará da Serra são um problema antigo, desde que a rede começou a ser implantada na cidade, ao final da década de 70. Estas perdas chegam a 30% e se dão por vários motivos, como vazamentos, erros de leitura de hidrômetros, ligações clandestinas e fraudes.

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Perda de água potável é um problema recorrente (e antigo) em todo o país. Segundo estudos realizados por especialistas, o Brasil contabiliza cerca de R$ 10 bilhões/ano em prejuízos com perdas de água. Em média, o país registra perdas de 38,5% da água potável produzida pelos sistemas de tratamento nos 5.570 municípios brasileiros.

Em municípios como Cuiabá e Várzea Grande, por exemplo, as perdas chegam a 70% da água tratada. Em Rondonópolis, terceiro município do estado, as perdas chegam a 45%.

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