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Unemat e parceiros produzem material de limpeza destinado a povos indígenas e comunidades carentes

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A ação surgiu da parceria entre o campus de Tangará da Serra, o Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) e a Operação Amazônia Ativa (OPAN), resultando na produção de 1000 litros de sabão artesanal, 100 litros de Água Sanitária e 500 litros de sabonete líquido. Nesta quinta-feira (28/05), houve a entrega simbólica de 2500 litros de material de limpeza.

O objetivo da ação é colaborar com a higienização e prevenção no enfrentamento da Covid-19. Os recursos para compra de insumos foram fornecidos pela OPAN, sendo que a Unemat e o IFMT, em ação conjunta, ficaram responsáveis pela fabricação por meio da atuação de profissionais especializados. Na fabricação, foi utilizado os espaços e tecnologias disponíveis no laboratório de Química, do campus de Tangará da Serra, sob coordenação do professor Adley Bergson Gonçalves de Abreu.

Para o Diretor Político, Pedagógico e Financeiro do campus de Tangará, o professor Magno Alves Ribeiro, a contribuição da universidade está atrelada também a uma preocupação ambiental. “Assim, aplicamos o conhecimento dos nossos químicos e técnicos de laboratório, que vão fazendo as dosagens e testes, além de contribuir com a questão ambiental, já que utilizamos óleo usado de cozinha na confecção do sabão artesanal”, ressalta.

Parte da produção de material de limpeza será entregue para comunidades carentes indígenas da região do Vale do Araguaia, Ribeirão Cascalheira e Barra do Bugres, por meio da organização indigenista OPAN e da Fundação Nacional do Índio (Funai).  Segundo o Diretor Geral do campus Avançado do IFMT de Tangará da Serra, Gilcelio Luiz Peres, um dos grupos mais visados nessa ação. “Nós sabemos que os povos indígenas, por questões culturais, possuem outros hábitos, tem acesso mais demorado a alguns produtos e informações que nós temos. Por isso, resolvemos dar essa atenção maior aos povos indígenas carentes”, afirma Gilcelio.

Outra parte do material será destinada a instituições que atendem a outras comunidades carentes da região de Tangará da Serra.

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Meteorologia prevê nova frente fria em junho para derrubar temperaturas em Mato Grosso

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A segunda metade de junho promete trazer uma nova friagem para o Centro-Oeste, com destaque para Tangará da Serra e municípios vizinhos, como Barra do Bugres, Nova Olímpia, Arenápolis, Nortelândia e Reserva do Cabaçal. A Serra de Tapirapuã, conhecida por registrar algumas das menores temperaturas da região, deve sentir de forma mais intensa os efeitos da frente fria que se aproxima.

De acordo com previsões do Climatempo, Cptec/Inpe e Inmet, uma massa de ar polar avança pelo Sul do Brasil e se desloca em direção ao Centro-Oeste, canalizando-se pela Bolívia e Acre até alcançar o oeste de Mato Grosso. Esse movimento é característico das friagens amazônicas, que costumam derrubar rapidamente as temperaturas em áreas serranas.

Queda acentuada

As mínimas previstas para Tangará da Serra e Serra de Tapirapuã devem ficar entre 10 °C e 12 °C, com sensação térmica ainda menor durante as madrugadas. Nos municípios vizinhos, como Barra do Bugres, Nova Olímpia e Arenápolis, os termômetros devem marcar entre 12 °C e 14 °C, enquanto em Nortelândia e Reserva do Cabaçal as mínimas devem variar de 11 °C a 13 °C. As máximas, que normalmente ultrapassam os 30 °C nesta época do ano, devem cair para a faixa de 20 °C a 23 °C.

Chuva rápida na chegada

A frente fria deve chegar acompanhada de chuvas rápidas e isoladas, principalmente no início da incursão do ar polar. Após a passagem, o tempo tende a se estabilizar, com dias ensolarados e noites frias, típicas das friagens que marcam o inverno mato-grossense.

Pela meteorologia, nova frente fria deverá chegar em Tangará da Serra na segunda metade do mês.

Persistência do fenômeno

Segundo os meteorologistas, o resfriamento deve persistir por 3 a 5 dias, sendo mais intenso nas primeiras 48 horas. A partir do final da semana seguinte, as temperaturas voltam a subir gradualmente, devolvendo o calor característico da região.

Impactos locais

A friagem pode afetar culturas agrícolas sensíveis ao frio, exigindo atenção redobrada dos produtores. A população também deve se preparar para noites geladas, especialmente em áreas rurais e serranas. Municípios como Tangará da Serra e Reserva do Cabaçal, já acostumados a registrar temperaturas mais baixas, devem sentir os efeitos de forma mais intensa.

O fenômeno reforça a importância da Serra de Tapirapuã como um dos pontos mais frios do Centro-Oeste e confirma que o inverno de 2026 terá episódios marcantes de friagem em Mato Grosso.

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