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Transporte intermunicipal no MT: Viação Juína e Expresso Satélite estão habilitadas para o mercado Tangará da Serra

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Nove empresas de transportes participaram da fase de habilitação técnica da última etapa da licitação definitiva para regularizar a concessão do Sistema de Transporte Coletivo Rodoviário Intermunicipal de Passageiros de Mato Grosso, realizada na última sexta-feira (11.09) pelo Governo do Estado.

São licitados oito Mercados Intermunicipais de Transporte de Passageiros (MIT) das regiões de Cuiabá, Rondonópolis, Barra do Garças, São Félix do Araguaia, Cáceres, Tangará da Serra, Alta Floresta e Sinop, que compõem o sistema rodoviário e abrangem os 30 municípios-polos e, por consequência, todo Mato Grosso. O prazo de concessão estimado é de 20 anos.

A licitação é conduzida pela Comissão Especial de Licitação da Sinfra que, durante a sessão pública, realizou a abertura dos envelopes das empresas Exclusivetour (Marianny transportes Rodoviários Eireli-ME), Pevidor Turismo Eireli-ME, Viação Araés Ltda – EPP, Rio Novo Transportes e Turismo Ltda, Expresso Satélite Norte Ltda, Viação Juína Ltda, Áries Transportes Ltda, AM Transportes e Turismo Ltda e Expresso Bom Sucesso Eirelli.

Elas foram anteriormente classificadas na fase de garantia da proposta, além das propostas de preço, na qual os concorrentes apresentam o coeficiente tarifário previsto por quilômetro.

Lotes e Mercados

As empresas disputam 13 lotes, que estão divididos nas categorias básica (lote I), na qual os ônibus fazem paradas em várias localidades, e na categoria diferenciada (lote II), com linhas que atendem apenas as cidades-pólos de cada região/mercado intermunicipal.

Já os mercados estão divididos em oito, nas regiões de Cuiabá (MIT 01), Rondonópolis (MIT 02), Barra do Garças (MIT 03), São Félix do Araguaia (MIT 04), Cáceres (MIT 05), Tangará da Serra (MIT 06), Alta Floresta (MIT 07) e Sinop (MIT 08).

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Sequência

Com a abertura dos envelopes com as documentações técnicas, a comissão terá um prazo para fazer as devidas análises das informações apresentadas. “Vamos analisar essa documentação de habilitação e vamos publicar o resultado. Aí abriremos prazo para as empresas recorrerem, se assim quiserem. Mais cinco dias de contrarrazões e, após isso, a comissão decide novamente se mantém a decisão ou se a reforma. Passada toda essa etapa, o processo será homologado e adjudicado. Finalizando, fazemos a assinatura dos contratos”, explicou o presidente da Comissão Especial de Licitação, Rogério Magalhães.

A previsão é de que apenas um lote licitado seja declarado fracassado, de acordo com o coordenador de Transporte Intermunicipal da Sinfra, Maurício Lobo. “Essa foi uma ação que esta gestão conseguiu realizar e isso tem sido histórico. Mais de 20 anos e já estamos no caminho final. Finalizando essa licitação dos oito mercados licitados e 13 lotes, vamos conseguir entregar 12 lotes, restando um fracassado. Porém, logo que terminar esta, já iniciará uma nova licitação e creio que ano que vem teremos 100% do mercado operando”, disse.

Segundo a Sinfra, a licitação manterá a redução nos valores das tarifas pagas pelos usuários, ocorrida em 2019 com as contratações emergenciais, que passarão a contar ainda com uma melhor estrutura rodoviária, além de assegurar investimentos no sistema de transporte e aumento no recolhimento de impostos ao Governo do Estado.

Já o Estado deverá recolher de outorga um montante de R$ 159 milhões, além dos R$ 568 milhões de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) ao longo dos 20 anos de concessão. Em 2021, por exemplo, a previsão é de que o montante recolhido seja de R$ 28 milhões somente de ICMS.

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Veja como está a disputa pelos Mercados Intermunicipais de Transporte:

Mercado 01 – Região Metropolitana de Cuiabá

Lote I – Categoria Básica – Consórcio Metropolitano de Transportes

Lote II – Categoria Diferenciada – Exclusivetour (Marianny Transportes Rodoviarios Eireli)

Mercado 02 – Rondonópolis

Lote I – Categoria Básica – Pevidor Turismo Eireli

Lote II – Categoria Diferenciada – Viação Novo Horizonte

Mercado 03 – Barra do Garças

Lote I – Categoria Básica – Viação Araés Ltda

Lote II – Categoria Diferenciada – Rio Novo Transporte e Turismo Ltda

Mercado 04 – São Félix do Araguaia

Lote I – Categoria Básica – Viação Araés Ltda

Lote II – Categoria Diferenciada – Expresso Satélite Norte

Mercado 05 – Cáceres

Lote I – Categoria Básica – Não Houve Empresa Classificada

Lote II – Categoria Diferenciada – Viação Juína Ltda

Mercado 06 – Tangará da Serra

Lote I – Categoria Básica – Viação Juína Ltda

Lote II – Categoria Diferenciada – Expresso Satélite Norte

Mercado 07 – Alta Floresta

Lote I – Categoria Básica – Aries Transportes Ltda

Lote II – Categoria Diferenciada – Viação Novo Horizonte

Mercado 08 – Sinop

Lote I – Categoria Básica – Aries Transportes Ltda / Expresso Bom Sucesso (sub judice)

Lote II – Categoria Diferenciada – AM Transportes e Turismo Ltda

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Caldo de cana na Feira do Centro, um brinde à história e à geração de emprego e renda

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Amanhã, quarta-feira, é mais um dia de Feira. Em Tangará da Serra, a Feira do Produtor do Centro nos brinda todas as semanas com bebidas produzidas a partir de itens que fazem parte da História do Brasil e continuam movimentando a economia, gerando empregos e estrelando grandes negócios internacionais.

E, em se tratando de bebidas, o Brasil é um dos países com uma das maiores variedades no mundo.

É claro que quando se fala em tradição em bebidas, logo nos vem à mente o café, histórica commodity que forma uma cadeia econômica de grande peso na balança comercial do país. Lembram do “Ciclo do Café”, conteúdo que invariavelmente caía nas provas de História do Brasil e que registrou em nossas mentes o protagonismo do produto por treze décadas na atividade econômica nacional, entre os anos de 1800 e 1930?

Mas e o que falar da cana-de-açúcar? Esta gramínea (acreditem) nativa da Nova Guiné, na Oceania, chegou ao Brasil trazida pelos portugueses em no ano de 1520 e logo se transformou numa força econômica do então Brasil Colônia, sucedendo ao ciclo do pau-brasil.

Caldo na Feira

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A cana-de-açúcar – ou melhor, o caldo de cana – é uma das atrações da Feira do Produtor do Centro. No box 87-C, os feirantes Elizeu e Elivânia Grinivald servem um generoso caldo de cana, no copo, para beber na hora, ou em garrafas pet, para levar para casa.

Benéfico à saúde humana, o caldo de cana é muito útil na prevenção e tratamento da dor de garganta, resfriado e gripe. Sua natureza alcalina ajuda na luta contra o câncer (especialmente de próstata e câncer de mama), reforça o estômago, rins, coração, olhos, cérebro e órgãos sexuais.

Mas, sabores e benefícios à parte, o caldo de cana leva a uma reflexão sobre o que significou a cana-de-açúcar para o Brasil e o que ela representa hoje para o país, para Mato Grosso e para nossa região.

História e economia

Região sudoeste do estado é grande produtora de cana-de-açúcar.

O ciclo do açúcar – ou ciclo da cana-de-açúcar – foi um período da história do Brasil Colônia compreendido entre meados do século XVI e meados do século XVIII. O açúcar representou a primeira grande riqueza agrícola e industrial do Brasil e, durante muito tempo, foi a base da economia colonial e uma das maiores atividades econômicas do mundo ocidental.

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Até hoje a cana-de-açúcar encabeça um importante segmento da economia brasileira, perfazendo uma grande cadeia.

O agronegócio sucroalcooleiro fatura, direta e indiretamente, cerca de R$ 40 bilhões por ano, o que corresponde a aproximadamente 2,35% do PIB nacional. É, também, um dos setores que mais empregam no país, com mais de 3,6 milhões de empregos diretos e indiretos, e reúne mais de 72.000 agricultores.

Região polarizada por Tangará da Serra conta com quatro grandes usinas de açúcar e álcool.

Na última safra, Mato Grosso somou mais de 260 mil hectares de lavoura canavieira, com uma produtividade média de 78 toneladas/hectare, totalizando 20 milhões de toneladas e um valor de produção de R$ 1,5 bilhão, segundo dados do IBGE. Toda a cadeia da cana-de-açúcar no estado gera cerca 30 mil postos de trabalho.

Na região, as lavouras canavieiras fornecem a matéria prima para a produção de açúcar, etanol, álcool gel e, também, energia elétrica a partir da biomassa da cana.

Neste rico segmento, os destaques são as plantas industriais das usinas Uisa, em Nova Olímpia (a maior usina de álcool e açúcar do Centro Oeste do Brasil); a Barralcool, em Barra do Bugres; a Coprodia, em Campo Novo do Parecis; e a Libra, em São José do Rio Claro.

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