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Tangará da Serra: Nova flexibilização não exclui toque de recolher e comitê aposta no bom senso

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O decreto municipal 169/2020 expedido na última sexta-feira em Tangará da Serra liberou mais setores empresariais do município para retomada das suas atividades, além de restabelecer o horário normal de funcionamento do comércio.

Restrições importantes persistem, como a continuidade da suspensão das aulas e de atividades esportivas, além da suspensão do funcionamento do camelódromo e de bares e proibição da venda de bebidas alcoólicas em restaurantes, lanchonetes e assemelhados.

O toque de recolher que vigora diariamente das 20hs às 06 da manhã seguinte é uma das principais restrições em Tangará da Serra e, obviamente, atinge diretamente a população. Boa parte dos munícipes discorda da medida e interpreta o toque de recolher como restrição do direito de ir e vir, assegurado como direito fundamental de primeira geração acolhido no art. 5, Inciso XV da Constituição Federal. O dispositivo menciona ser livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair (…).

Atribuição

Porém, o artigo 30, da Constituição da República outorga aos Municípios a atribuição de legislar sobre assuntos de interesse local. A atribuição do município é corroborada por decisão deste mês de abril do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), que em Suspensão de Liminar referente a um município do estado de São Paulo (1309/SP) reafirma a “competência do ente municipal, no âmbito territorial de sua competência, para edição de decretos impondo restrição à circulação de pessoas, desde que respaldado em recomendação técnica e fundamentada da ANVISA (…)”.

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Contatado pela redação do Enfoque Business, o prefeito de Tangará da Serra, Fábio Martins Junqueira, explicou que “o toque de recolher é para circulação injustificada”. Ou seja, aglomerações em ruas e avenidas à noite ou em qualquer hora do dia, por exemplo, representarem evidentes riscos relacionados à Covid-19, daí a restrição. A atuação dos órgãos de segurança pública é limitada à orientação, cabendo prisão apenas em casos extremos, como desacato.

Sobre a contrariedade de munícipes com a medida, o prefeito considerou os riscos da pandemia. “Parece que tem gente que quer ver acontecer o pior para passar a cumprir as medidas sanitárias e ficam buscando interpretações para não cumprir”, disse.

A manutenção do toque de recolher no decreto 169 foi decidida em reunião do Comitê Interinstitucional de Prevenção e Monitoramento ao Coronavírus, na última sexta-feira (24). Segundo o prefeito, o comitê aposta no bom senso da população. “É o que se espera de cada cidadão de Tangará da Serra”, disse, após a edição do decreto.

“Norma seca”

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Em meio a esta polêmica, outra questão levantada em rede social é quanto à proibição do consumo de bebidas alcoólicas em restaurantes, que pelo decreto 169 podem atender até à meia-noite, desde que cumprindo as regras sanitárias e de fluxo previstas no instrumento.

Acontece que o decreto mantém a suspensão das atividades de bares, o que transferiria as atividades destes estabelecimentos, injustamente, aos restaurantes. Sem contar que o consumo de bebidas alcoólicas certamente provocaria permanência prolongada de pessoas nestes estabelecimentos, gerando aglomerações e impedindo que outros clientes tenham acesso, considerando a limitação de 50% da lotação neste período de pandemia.

Exemplos externos

Em países tradicionais, considerados ícones da democracia, como a França, quem não puder justificar o deslocamento está sujeito à multa de 135 euros (R$ 746). Na Itália, onde a situação é mais grave e o número de mortos já passa dos 20 mil, há cidades onde as pessoas estão proibidas de deixar suas casas.

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Nova Olímpia assegura R$ 3,8 milhões para abatedouro com abate inspecionado de bovinos

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Recursos de emenda do senador Carlos Fávaro junto ao MAPA viabilizarão estrutura com capacidade para abater até 12 bovinos/dia e atender produtores de todos os portes

O município de Nova Olímpia deu um passo decisivo para solucionar uma das mais antigas demandas do setor agropecuário local. O investimento superior a R$ 3,8 milhões garantido pela municipalidade viabilizará a construção de um abatedouro de bovinos, estrutura que possibilitará o abate inspecionado de animais e ampliará a segurança alimentar da população.

Os recursos serão viabilizados por meio de convênio entre a Prefeitura de Nova Olímpia e o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), com apoio do senador Carlos Fávaro. Do montante previsto, R$ 2.689.297,61 já estão empenhados para a execução das obras civis, enquanto outros R$ 1.186.141,69 deverão ser liberados em uma segunda etapa destinada à aquisição dos equipamentos necessários ao funcionamento da unidade.

A conquista é resultado de uma articulação conduzida pela Prefeitura de Nova Olímpia, sob liderança do prefeito Ari Cândido Batista (Arizão), com participação da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural, comandada pelo secretário Sergio Schefer. O projeto foi elaborado pela equipe técnica da secretaria, em conjunto com a Secretaria de Planejamento (SEPLAN) e Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM). Apresentado na sequência em Brasília, o projeto recebeu apoio do senador Carlos Fávaro para viabilização dos recursos federais. A iniciativa também contou com pleno respaldo da Câmara de Vereadores.

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Segundo o secretário Sergio Schefer, o edital de licitação será lançado após a formalização do convênio entre o MAPA e a Prefeitura, prevista para as próximas semanas. “A expectativa é que a obra seja concluída em até um ano após a emissão da ordem de serviço”, disse o titular da pasta de Desenvolvimento Rural.

A nova estrutura será implantada em uma área de três hectares no entroncamento do Prega Fogo, uma das localidades mais tradicionais do município. O abatedouro será destinado exclusivamente ao abate de bovinos e terá capacidade para processar até 12 cabeças por dia, atendendo produtores rurais de todos os portes.

Segurança alimentar e desenvolvimento econômico

Para o prefeito Ari Cândido Batista, o empreendimento representa mais do que uma obra de infraestrutura. “Será a solução de uma demanda histórica de Nova Olímpia, que estamos há quase uma década lutando para atender”, destacou o gestor.

Atualmente, o município não dispõe de uma unidade própria para abate inspecionado, situação que limita a organização da cadeia produtiva da carne e dificulta o acesso da população a produtos com certificação sanitária local.

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Com a entrada em operação do abatedouro, a carne comercializada no município passará a contar com acompanhamento sanitário realizado pelo Serviço de Inspeção Municipal (SIM) e pelo sistema estadual de inspeção (SISE). “Vamos assegurar maior controle sobre a qualidade e a procedência dos produtos oferecidos aos consumidores de Nova Olímpia”, pontuou Arizão.

O prefeito ressalta ainda que, além dos benefícios diretos à saúde pública, a nova estrutura deverá impulsionar a economia local, fortalecendo a pecuária, ampliando oportunidades para produtores rurais e estimulando a circulação de renda dentro do município. “Nossa expectativa é que o empreendimento se torne um importante instrumento de apoio ao setor produtivo, agregando valor à produção pecuária local e consolidando uma nova etapa de desenvolvimento para Nova Olímpia”, finalizou.

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