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Agronegócio & Produção

Soja: Agrodinâmica já recebe inscrições para 11ª Jornada Técnica

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A Estação Experimental da Agrodinâmica, em Deciolândia, deverá receber mais uma vez um grande número de produtores rurais, profissionais e acadêmicos para a tradicional Jornada Técnica, que neste ano ocorre em sua 11ª edição, nos dias 14 e 15 de fevereiro.

As inscrições já estão abertas e podem ser feitas pelo site da Agrodinâmica (link: https://agrodinamica.net.br/11a-jornada-tecnica/), ou diretamente na empresa, com sede na Avenida Mauá nº 309 – Cidade Alta, em Tangará da Serra (telefones 65 3326-1008, 3329-1127 e 99962-3366).

Um dos mais esperados eventos do setor produtivo atrairá produtores, profissionais e acadêmicos de toda a região do Chapadão.

O primeiro dia (sexta-feira, 14/02) será destinado a produtores rurais e profissionais, enquanto que o sábado (15/02) será voltado a acadêmicos, com temas e abordagens direcionadas para cada público. A programação, tanto na sexta como no sábado, inicia às 07hs.

O evento é um dos mais esperados do ano pelo setor produtivo pela qualidade das palestras e pelas novidades apresentadas. Na 11ª Jornada Técnica, serão cinco estações para visitas a campo (a partir das 07h30) e apresentações de cultivares, ensaios sobre doenças como ferrugem asiática, mancha alvo, além de técnicas de manejo e novas coberturas de solo.

Já as palestras (a partir das 10h30), nos dois dias de evento, versarão sobre doenças da soja na safra 2019/2020 e sustentabilidade da cultura; gestão de propriedades rurais – esta ministrada pelo Senar/MT, um dos patrocinadores do evento; – agricultura digital e perfil do profissional de Agronomia.

Além das estações e das palestras, o participante poderá visitar e conhecer novidades em produtos, serviços e tecnologias nos plot’s e estandes das empresas patrocinadoras/ apoiadoras.

No link abaixo, página para inscrição e programação completa:

https://agrodinamica.net.br/11a-jornada-tecnica/

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Agronegócio & Produção

Produção agrícola mecanizada em terras indígenas pode impulsionar o agro no Chapadão

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O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, anunciou na semana passada que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) autorizou comunidades indígenas a desenvolver agricultura mecanizada e monocultura em seus territórios.

Em Mato Grosso, a decisão abre novas perspectivas para as etnias Paresi, Nambiquara e Manoki, da região de Campo Novo do Parecis, Sapezal e Tangará da Serra. A partir da autorização, as comunidades poderão cultivar soja e milho sem risco de multas ou embargos ambientais.

As lideranças indígenas comemoraram a medida. Entre elas está Arnaldo Zunizakae, presidente da Coopihanama, cooperativa que administra a produção agrícola das aldeias. Ele destacou que a decisão garante melhorias na qualidade de vida e contribui para a permanência dos povos em seus territórios.

Fávaro também ressaltou que, além da autorização do Ibama, os agricultores indígenas poderão acessar linhas de crédito do Plano Safra para financiar a produção.

Tangará da Serra

Em Tangará da Serra, as terras indígenas correspondem a 53% da área total do município, que possui aproximadamente 11,3 mil km². A maior é a Terra Indígena Pareci, onde estão localizadas as aldeias Katyalarekwa e Serra Dourada, a cerca de 125 quilômetros da área urbana. Já a Aldeia Formoso, integrante da Terra Indígena Rio Formoso, fica a 85 quilômetros do centro da cidade.

Parte das comunidades já produz grãos nessas áreas. O trabalho é acompanhado por programas de capacitação do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), que oferece cursos de operação e manutenção de máquinas agrícolas e de aplicação de herbicidas.

Em Campo Novo do Parecis, a 400 quilômetros de Cuiabá, a produção indígena já ocorre há 15 anos. Nas terras das etnias Manoki, Nambiquara e Paresi, mais de 17 mil hectares são destinados ao cultivo de grãos. Segundo as lideranças, 95% do tratamento da lavoura é feito sem agrotóxicos.

Potencial econômico

As reservas indígenas em Tangará da Serra somam cerca de 6 mil km², o equivalente a 600 mil hectares. Para efeito de comparação, o município conta atualmente com pouco mais de 176 mil hectares cultivados com soja e milho.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Produto Interno Bruto (PIB) de Tangará da Serra em 2021 foi de R$ 5,58 bilhões. Desse total, 25% — ou R$ 1,395 bilhão — correspondeu ao valor adicionado pela agropecuária.

Se apenas 10% da área indígena fosse destinada ao plantio — respeitando a reserva legal mínima de 35% no Cerrado — seria possível ampliar em quase 30% a área agrícola do município. Nesse cenário, considerando as produtividades da soja e do milho (respectivamente 66 sc/ha e 126 sc/ha) e as cotações atuais desses produtos, a agropecuária poderia acrescentar, somente na comercialização da safra, quase R$ 500 milhões ao PIB local, elevando-o para praticamente R$ 6 bilhões.

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