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Trabalho & Capacitação

Senac-MT oferece curso de qualificação com 20 vagas gratuitas em Tangará da Serra

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O Sindicato do Comércio Varejista de Tangará da Serra (Sincovatan-MT) oferece, em uma parceria inédita com o Sistema Fecomércio-MT, por meio do Senac-MT (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial em Mato Grosso), cursos de capacitação que já estão com inscrições abertas no programa ‘Tangará 4.0 – Negócios & Inovação’.

A iniciativa visa impulsionar a qualificação profissional no município, preparando empresários, trabalhadores do comércio e jovens em busca de oportunidades para os desafios do mercado atual. Nesta etapa, são ofertadas 20 vagas gratuitas para o curso ‘A Arte de Encantar o Cliente’ e outras 20 vagas para a formação ‘Liderança Estratégica e Evolução de Mindset’, com bolsas de estudo de 50% e 70%.

Os cursos serão realizados no período noturno, facilitando a participação de profissionais do setor.

A Arte de Encantar o Cliente

Curso gratuito. Requisitos: idade a partir de 16 anos e ensino fundamental cursando ou incompleto. Indicado para quem atua ou deseja atuar em gestão básica e áreas afins.

Período: 25/03/2025 a 08/04/2025; Horário: terças e quintas-feiras, das 19h às 22h

Liderança Estratégica e Evolução de Mindset

Valor integral do curso: R$ 315,00

Bolsas disponíveis: 70% de desconto para associados do Sincovatan-MT – R$ 94,50;

50% de desconto para o público geral do comércio local – R$ 157,50

Requisitos: ensino médio completo e idade a partir de 18 anos

Período: 24/03/2025 a 09/04/2025; Horário: segundas e quartas-feiras, das 19h às 22h

(*) Os interessados devem procurar o Senac Tangará da Serra, no Jardim Acácia, das 7h30 às 11h30 ou das 13h às 22h, entre segunda e sexta-feira. Outras informações pelos contatos (65) 9 9815-4397 ou (65) 9 9605-9576.

Programa de capacitação

O ‘Tangará 4.0 – Negócios & Inovações’ foi lançado na sexta-feira passada, dia 7, com ampla participação de empresários, representantes do Poder Executivo, da classe comerciária tangaraense, empreendedores, trabalhadores do comércio do município e jovens em busca de qualificação de excelência.

 

José Wenceslau, presidente do Sistema Fecomércio: “Resposta às necessidades do comércio local”.

Segundo José Wenceslau de Souza Júnior, presidente do Sistema Fecomércio-MT, investir na capacitação é estratégico para o desenvolvimento de Tangará da Serra, a 252 km de Cuiabá. Com uma economia diversificada e um comércio em crescimento, a cidade se destaca como um dos principais polos econômicos do estado. “O ‘Tangará 4.0’ é uma resposta às necessidades do comércio local, oferecendo qualificação de qualidade para que empresários e trabalhadores possam inovar e tornar seus negócios mais competitivos”, destaca Wenceslau Júnior.

Greici Mara da Cruz, presidente do Sincovatan: “Investir na qualificação profissional é essencial para continuar crescendo”.

Os cursos serão ministrados por especialistas do Senac-MT, com conteúdos adaptados à realidade do comércio tangaraense. A presidente do Sincovatan-MT, Greici Mara da Cruz,  reforça a importância da iniciativa. “O comércio é um dos grandes motores da nossa economia, e investir na qualificação profissional é essencial para continuar crescendo. Esses cursos vão preparar nossos profissionais para um atendimento de excelência”, afirma.

Já Edson Dahmer, diretor regional do Senac-MT, destaca que o programa representa um movimento de transformação no setor. “Estamos trazendo conteúdos atualizados e conectados às principais tendências do mercado. Essa é uma oportunidade única para que profissionais e empresas se reinventem e se tornem mais inovadores”, enfatiza.

(Assessoria)

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Trabalho & Capacitação

Analfabetismo funcional em atividades produtivas causam grandes perdas na agropecuária

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O analfabetismo funcional, uma realidade preocupante no Brasil, tem gerado efeitos negativos em diversas áreas econômicas, com destaque para a agropecuária. Dados recentes apontam que cerca de 38 milhões de brasileiros são afetados por essa condição, um número alarmante que tem impacto direto na produtividade e segurança nas atividades rurais, especialmente no setor pecuário.

Em uma entrevista recente ao programa Momento Agrícola, o professor da Universidade de São Paulo (USP), Dr. Enrico Ortolani, alertou para os graves prejuízos causados pela interpretação inadequada de informações técnicas essenciais. Ortolani, professor titular de Clínica de Ruminantes da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ-USP), destacou que a falta de compreensão adequada dos manuais de instrução e a dificuldade na realização de cálculos simples estão entre as principais causas de acidentes e mortes na pecuária.

“Sem perceber, fazemos cálculos o tempo todo. Na rotina da pecuária, estimamos, pesamos, formulamos e calculamos, seja no curral, no galpão de ração ou até nas operações no campo. A matemática é uma ferramenta cotidiana”, explicou Ortolani. No entanto, ele apontou que os erros de interpretação e de cálculo têm resultado em graves consequências, como a morte de animais em grandes números.

Segundo Enrico Ortolani, a falta de compreensão de manuais de instrução e a dificuldades em cálculos simples estão entre as principais causas de acidentes e perdas na pecuária.

Ricardo Arioli, agrônomo e apresentador do programa, complementou a fala do professor, relatando a crescente dificuldade de comunicação técnica entre assistentes técnicos e funcionários das propriedades rurais. “Está cada vez mais difícil essa comunicação técnica, talvez de um assistente técnico de uma propriedade com os funcionários, e isso causa problemas”, observou.

Dados alarmantes

Uma pesquisa de 2024, mencionada por Ortolani, revelou dados preocupantes sobre o analfabetismo funcional no Brasil. O estudo apontou para a existência de impressionantes 38 milhões de analfabetos funcionais no Brasil, o que equivale a nada menos que 17% da população do país.

O levantamento foi realizado entre um grupo de brasileiros de 15 a 64 anos e constatou que nesse contingente, considerando o aspecto de compreensão de textos e informações técnicas, 17% dos analfabetos funcionais concluíram o ensino médio, e 12% terminaram o curso universitário. O mais alarmante, no entanto, é que 75% desses indivíduos residem em áreas rurais, onde a agropecuária e a agricultura são atividades predominantes.

Entre os casos mais comuns de erros, Ortolani relatou incidentes envolvendo a dosagem incorreta de ionóforos e monensina, dois aditivos alimentares usados para otimizar a produção de ruminantes. “A intoxicação por amônia, ionóforos e monensina são problemas reais no campo. Um erro simples de cálculo pode reduzir a produção ou até matar uma grande quantidade de animais”, afirmou o professor.

Impactos diversos

O problema do analfabetismo funcional, no entanto, não se limita à agropecuária. Ortolani mencionou que engenheiros, arquitetos, médicos e outros profissionais de diversas áreas também relataram que erros de interpretação e cálculos imprecisos têm ocorrido frequentemente em suas respectivas áreas. “Esses erros podem comprometer a segurança e a eficiência em setores estratégicos e vitais, como a agricultura, a construção civil, a indústria e a própria medicina”, comentou Ortolani.

Mitigando danos

Diante do cenário preocupante, o professor ressaltou a importância da capacitação contínua e do treinamento especializado. “Não podemos simplesmente esperar que todos compreendam informações complexas de forma intuitiva. Treinamento adequado, diálogo constante e, até mesmo, um trabalho de apoio emocional aos colaboradores são fundamentais”, afirmou. Ortolani também destacou a necessidade de delegar responsabilidades de acordo com as habilidades de cada colaborador, especialmente em tarefas que envolvem riscos significativos.

Estatísticas

  • 38 milhões de analfabetos funcionais no Brasil (pesquisa de 2024)
  • 75% dos analfabetos funcionais moram no interior, onde predominam a agricultura e a pecuária
  • 17% dos analfabetos funcionais concluíram o ensino médio
  • 12% dos analfabetos funcionais têm ensino superior

A entrevista concedida por Enrico e veiculada no Momento Agrícola no último dia 02 de agosto, mostra que o Brasil, com seu enorme potencial agropecuário, não pode mais ignorar os efeitos do analfabetismo funcional na produtividade e segurança do campo e, também, em qualquer outra área. Daí a importância da implementação de políticas públicas que incentivem a educação e a capacitação profissional como forma de reduzir o impacto dessa realidade negativa.

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